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	<title>Ruy Gessinger</title>
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	<description>Agronegócio, política e direito</description>
	<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:57:40 +0000</pubDate>
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		<title>MOINA  RIDES AGAIN ( OU  AINDA AS LEMBRANÇAS DE INFÂNCIA)</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[A super intelectual brasileira e irlandesa Moina Fairon Rech, me honra com um comentário sobre as minhas reminiscências de infância.
Leiam e se deliciem com o estilo e a erudição:( quando ela fala em nossa cidade, refere-se a Santa Cruz)
Caro Ruy.
Agatha Christie no seu livro biográfico, dá um conselho:  &#8221; A gente nunca deve voltar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A super intelectual brasileira e irlandesa Moina Fairon Rech, me honra com um comentário sobre as minhas reminiscências de infância.<br />
Leiam e se deliciem com o estilo e a erudição:( quando ela fala em nossa cidade, refere-se a Santa Cruz)</p>
<p>Caro Ruy.<br />
Agatha Christie no seu livro biográfico, dá um conselho:  &#8221; A gente nunca deve voltar  aos lugares onde se foi feliz. um dia&#8230;&#8221;.<br />
Eu acredito que o que ela queria dizer era que, se a gente esperasse  ter,   em certos lugares  e em certas épocas,  as mesmas sensações,  então  melhor seria não voltar ,pois nunca se consegue  repetir o que passou.  Nesse ponto concordo com ela.<br />
Quanto a nossa cidade, não há como não voltar sempre que possivel.  Na verdade, a cidade cresceu e mudou bastante, as pessoas envelheceram ,mas lá no fundo,  nossa cidade ainda está lá, escondida debaixo de um surto de progresso. Não mais é possivel andar pela cidade do jeito que ela  era na nossa infância e juventude. Muita coisa mudou.   É claro que tem muitos lugares  longe dos meus  caminhos habituais, que  parecem ter brotado durante a noite  só para  me causarem espanto.<br />
Fora a rua principal que virou uma bagunça de lojas, com o som aos altos brados, tentando atrair a freguesia, existe muita coisa que ainda  está igualzinho a 50 anos atrás.  A casa da dona Ludmila, por exemplo. Dá gosto de ver a casa, sólida e imutável. Parece que naquele local o tempo parou e tem um jeito de eternidade!  Gosto muito de ver aquela casa.  Para mim é um elo com o tempo que passou e  me faz lembrar muito  da minha avó que morava na casa ao lado.   Até as gérberas plantadas no jardinzinho em frente, devem ser descendentes daqueles tempos idos.<br />
Depois de  morar em muitos outros lugares, acabamos voltando para Santa Cruz e chegamos a conclusão de que foi a decisão mais acertada que tomamos.<br />
Na nossa casa  atual tem  muitos passarinhos soltos, árvores e ainda  bastante silêncio, mesmo sendo tão perto do centro.  O que mais a gente  pode desejar?</p>
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		<title>AINDA AS UNIVERSIDADES CAMPEIRAS E OS POINTS</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 10:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Deixem eu compartilhar com vocês um pouco dessa  fase de vida maravilhosa que estou passando.
Consegui administrar minhas finitudes e limitações,  sorvendo qual um pássaro, a cada tantos dias, um pouco do néctar dos diversos jardins que frequento.
Porto Alegre é meu porto de segurança anímica e econômica. Eu sei mesmo é lidar com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deixem eu compartilhar com vocês um pouco dessa  fase de vida maravilhosa que estou passando.</p>
<p>Consegui administrar minhas finitudes e limitações,  sorvendo qual um pássaro, a cada tantos dias, um pouco do néctar dos diversos jardins que frequento.</p>
<p>Porto Alegre é meu porto de segurança anímica e econômica. Eu sei mesmo é lidar com o Direito: procuro me manter atualizado, tenho uma ótima equipe e, o mais importante - sem o que o escritório fecha - excelentes clientes.  Comprei, há anos, um conjunto no 8. andar de um prédio famoso em P. A., que é o edifício Tribuno. Lá de cima tenho uma visão celestial do Guaíba.  Mas na Capital você está meio condenado a ficar sozinho no meio da multidão. É incrível. É tudo na corrida.E tudo no terno e gravata.<br />
Minhas idas a Brasília estão escasseando, pois decidimos estabelecer parcerias com excelentes bancas de lá, o que me parece mais prático.</p>
<p>A Rede Pampa é meu amor digamos assim definitivo: abandonei planos de fazer rádio no interior.<br />
Às quintas, depois do meio dia, quando dá, me arranco para a campanha.<br />
Santiago, se a gente tomar o cuidado de não se envolver em questões já crônicas e que, a meu ver, são nuclearmente irrelevantes, é possível ser muito feliz.<br />
Me aprazem - e muito - os encontros com meus amigos tenistas.  Sempre acompanhados de muita camaradagem, muito conversa, muita risada.<br />
Depois, dá-me um prazer enorme frequentar meus &#8221; points&#8221;, que vão desde um Posto de Gasolina, passando pelo escritório de um colega que tem uma das maiores bibliotecas do interior, o dr. Valdir Amaral Pinto, o escritório do dono de um Supermercado ( o Bazzana), mas principalmente as Universidades Campeiras.</p>
<p>Explico a vocês que em toda a Campanha existem essas Casas Veterinárias onde se compra desde sementes, até remédios para os bichos, arame, adubo, sal e coisa e tal. Esses estabelecimentos têm sempre um cantinho com sofás, cadeiras e chimarrão. E ali se reune o pessoal para &#8221; prosear&#8221; sobre tempo, gado, política, causos, etc.<br />
Mas é o máximo! Nem um happening no Blue Note em N. York é mais gostoso.</p>
<p>Quando vou para a estância gosto de conversar no galpão com a peonada.<br />
A conversa gira em torno de tudo e a gente, se prestar bem atenção, vai vendo que esse pessoal filosofa e muito.  Com efeito: como passam boa parte do dia campereando, são obrigados a refletir e pensar.</p>
<p>A pequena cidade de Unistalda, então, é uma delícia. A maioria dos homens usa bota e bombacha, vários vão de a cavalo até lá. É o tipo de comunidade que se pode dizer , como na letra daquela música: &#8221; ainda exxiste um lugar onde a violência não chegou&#8221;.</p>
<p>Como nas vilas de pescadores, é raro de se ver homens obesos. E, de outro lado, são quase todos longevos e aparentam excelente saúde.<br />
Não acham que quarteio bem meu tempo?<br />
E as viagens para o Exterior?<br />
Confesso que está mermando minha vontade de  ficar horas e horas nos aeroportos, passar comendo &#8221; fast food&#8221;, mostrando a toda a hora o passaporte, sofendo revistas&#8230;.<br />
Na última viagem internacional que fiz antecipei minha volta em dez dias por saudade de um churrasco de ponta de peito e de um jogo de duplas na quadra do meu amigo Paulo Nicola.
</p>
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		<title>O QUE ACHO QUE MUDA COM PELUSO NO STF</title>
		<link>http://blog.gessinger.com.br/2010/03/11/o-que-acho-que-muda-com-peluso-no-stf/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 17:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Ser juiz é algo muito estranho, vejo-o com mais clareza agora.
Eu ingressei, por concurso, com 26 anos. Conquanto usasse cabelos compridos, por uns tempos, andasse de moto, vestisse roupas meio avançadas, cuidava-me muito em não aceitar favores, não beber em público, não frequentar determinados lugares, tratar  muito bem os colegas advogados e serventuários, bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ser juiz é algo muito estranho, vejo-o com mais clareza agora.</p>
<p>Eu ingressei, por concurso, com 26 anos. Conquanto usasse cabelos compridos, por uns tempos, andasse de moto, vestisse roupas meio avançadas, cuidava-me muito em não aceitar favores, não beber em público, não frequentar determinados lugares, tratar  muito bem os colegas advogados e serventuários, bem como as partes e cuidar da boca. ( Você é dono das palavras não ditas e eterno escravo das pronunciadas).</p>
<p>Após um tempo de careira em 1. grau, sobe-se aos Tribunais. A partir daí o juiz que julgava monocraticamente é obrigado a submeter seus votos ao colegiado. Muda tudo.<br />
Quando se aposenta, se não tiver tido preparação anterior, fica surpreso pelo fato de o porteiro do Tribunal não lhe mais render salamaleques.<br />
Voltemos ao STF.<br />
Até há bem pouco, os presidentes do STF agiam  impregnados de liturgia e cerimônias. Recentemente a ministra Ellen Northfleet deu notável exemplo de firmeza e serenidade.<br />
Depois, foi o que nunca se vira antes:  ocorreram altercações graves, em nível que estarreceu. Evidenciava-se a falta de um pouco mais de &#8221; cancha&#8221; nas coisas dos Tribunais.</p>
<p>Agora entra Cezar Peluso.  Antes de asumir no STF foi nada mais e nada menos do que Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.  Já é um currículo.<br />
Afora isso é homem culto, é estudioso e um homem de bom caráter.<br />
Creio que se repõem, em toda a plenitude, a liturgia e a cerimônia.<br />
Os templos e  os Tribunais não prescindem de cerimônia e liturgia.
</p>
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		<title>COMO DEVE DOER TER TIDO UMA INFÂNCIA INFELIZ</title>
		<link>http://blog.gessinger.com.br/2010/03/11/como-deve-doer-ter-tido-uma-infancia-infeliz/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 10:39:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Não me refiro a ter tido uma infância pobre, de dificuldade.
Falo dos danos psicológicos, mentais e comportamentais advindos da rejeição, do fato de faltar um dos dois: o pai ou a mãe, ou ambos.
Não sou psicólogo, mas vivi o bastante e trabalhei a vida inteira com gente e seus conflitos.
Observando a bipolaridade de pessoas,  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não me refiro a ter tido uma infância pobre, de dificuldade.</p>
<p>Falo dos danos psicológicos, mentais e comportamentais advindos da rejeição, do fato de faltar um dos dois: o pai ou a mãe, ou ambos.</p>
<p>Não sou psicólogo, mas vivi o bastante e trabalhei a vida inteira com gente e seus conflitos.<br />
Observando a bipolaridade de pessoas,  tanto públicas , como sem protagonismo, não importa, admiro-me cada vez mais com as guinadas afetivas.  Ora brilham alegres seus olhos ao receberem afagos, ora mordem a mão  que acarinha e urram pela  dor interior de sua  atávica  falta de amor, justo na fase de sua formação. Daí se explicarem as agressões justamente aos que lhes estendem a mão. </p>
<p>Reflete-se isso, também, na compulsão ao consumo, na grita desesperada pela notoriedade, na impossibilidade de ficar só e refletir.  Mais e mais ouço pessoas dizerem que detestam o domingo, que não entendem como alguém possa  gostar da placidez dos  campos ou de uma praia deserta ou da solitude de seu próprio quarto. Ou mesmo da mística atmosfera de um templo.</p>
<p>A dor de ter faltado o carinho do pai ou da mãe na infância dilacera por toda a vida.<br />
Mas, creio,  se a pessoa elevar seus sentimentos, enfrentar a vida sem coitadismos e transferir em dobro a outrem o que lhe faltou, está tudo salvo.<br />
Dedico essa humilde crônica ao anônimo autor de um mail  em que rotulou de piegas as crônicas saudosas de minha infância.<br />
E, parafraseando o poeta, &#8221; soy feliz, soy un hombre feliz y por eso quiero que me perdonen&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
Comentário da profa. Ana Arocha</p>
<p>li seu blog hoje e  sabe que quando leio suas crônicas falando de infância  não há como não olhar para o passado, quando éramos crianças, o que nos vem é uma grande nostalgia e tenho a  que  “considerar aqueles bons dias”. Bom não sei se todos são assim, mas vejo a minha infância como ótima e divertida. Gosto de lembrar dela,  e não entendo como alguém possa não gostar disso. Apanhar frutas no pé –tomar banho em rio pescar , rir com os quadrinhos,a descoberta da leitura, Brincadeiras de roda na rua, até 10 hs da noite.Pular em barranco alto, que dava muito frio na barriga.Sujeira, muita sujeira, e muita saúde.são sabores que nos vem a mente  e que somente quem não teve infância pode pensar diferente.</p>
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		<title>SERIA MAIS SENSATO A GENTE NUNCA MAIS VOLTAR PARA OS LUGARES EM QUE FOI FELIZ NA INFÂNCIA</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 19:19:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Larguei meu casalzinho de campeiros nas mãos das duas Deusas Germânicas e me mandei de carro rumo a BR 290.
Há mais de 30 anos sempre vou a S. Cruz pela Tabaí Canoas e depois pela rs 287. Nunca  havia trilhado a estrada Santa Cruz- Rio Pardo - Pantano Grande depois de asfaltada.
Não devia. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Larguei meu casalzinho de campeiros nas mãos das duas Deusas Germânicas e me mandei de carro rumo a BR 290.<br />
Há mais de 30 anos sempre vou a S. Cruz pela Tabaí Canoas e depois pela rs 287. Nunca  havia trilhado a estrada Santa Cruz- Rio Pardo - Pantano Grande depois de asfaltada.<br />
Não devia. Não devia.</p>
<p>Começa que saí pelo Cemitério Católico , passei o quartel e peguei o Bairro Arroio Grande que, na minha infância, era plácido e bucólico. Hoje faz parte da fervilhante Santa Cruz.<br />
Quando eu era piá, o calçamento terminava no quartel e  cansava de ir de bicicleta pela estrada de chão até Rio Pardo, cerca de 30 kms, para tomar banho de rio.  Lembro-me que a gente cruzava por carreteiros de melancia que vinham de Rio Pardo com aquelas carretas  com teto de capim Santa Fé.<br />
Que maravilha eram aqueles campos. No meio do caminho a vila de São João del Rey, com sua igrejinha. Continuava-se pedalando até Ramiz Galvão.<br />
Ramiz Galvão era a vila até onde a gente ia de &#8221; carro motor&#8221; ( um ônibus sobre trilhos), para de lá pegar o trem que vinha de Santa Maria à Capital. Bah, que lindo de se ver aquele povo que vinha de trem da fronteira. Até fogareiro aceso para aquecer água do mate. Adorava ver os gaiteiros tocando nos vagões.  Gente de tez queimada e morena, bigodudos, de bombacha, bem diferentes de nós, uns alemãezinhos vermelhos e assustados.<br />
Hoje Ramiz Galvão está colada em Rio Pardo.<br />
Cheguei a Pantano Grande e uma seta dizia &#8221; Encruziulhada do Sul&#8221;.  Ah, Encruzilhada onde visitava parentes e dançava com aquelas morenas lindas de rosto  colado, ao som de Pat Boon. Encruzilhada do City Bar.<br />
Como será hoje Encruzilhada?<br />
Bem, será mais sensato eu nunca mais ir lá.  Já não me basta a destruição de São João del Rey e de Ramiz Galvão?<br />
Não, eu não quero destruir dentro de mim os namoricos faceiros e aquelas tardes intermináveis no City Bar. Deixa assim. Para lá não volto.
</p>
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		<item>
		<title>AS DEUSAS GERMÂNICAS HÃO DE AJUDAR A SALVAR A MULHER DO MEU CAPATAZ</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 20:04:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[1) Quando Messias e Luzângela souberam que ela estava grávida, luziram de tão contentes. Messias é campeiro e trabalhou anos comigo. Quando Mateus nasceu se constatou que tinha grave problema respiratório. Corre para Santa Maria!! LUzângela ficou no Hospital em Santiago. Messias se foi de bombachas, chancletas e uma camiseta na ambulância com o piazito. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1) Quando Messias e Luzângela souberam que ela estava grávida, luziram de tão contentes. Messias é campeiro e trabalhou anos comigo. Quando Mateus nasceu se constatou que tinha grave problema respiratório. Corre para Santa Maria!! LUzângela ficou no Hospital em Santiago. Messias se foi de bombachas, chancletas e uma camiseta na ambulância com o piazito. Lá disseram que não havia recurso pro piá. Falei então que ele corresse de ambulância particular mesmo para Santa Cruz, minha terra, onde há excelente neo-natal.</p>
<p>Lá já estavam as duas Deusas Germânicas esperando para, com suas preces, ajudarem os médicos a salvarem Mateus.<br />
Explico que essas duas Deusas são minha mãe Ludmila e minha irmã Cleonice que herdaram de suas ancestrais o poder que aquelas bruxas das florestas tinham na Alemanha. Hoje lá na Alemanha não tem mais essas deusas porque lá aquilo virou uma filial dos EUA.  Os verdadeiros alemães e as verdadeiraqs alemoas estão aqui no RS e SC.<br />
Bueno. Depois de um mês o piá se salvou-se, como se diz em Unistalda, mas as duas bruxas de olhos azuis não queriam mais que Messias, Luzangela e Mateus voltassem. Queriam que ficassem morando lá. Tive que repatriá-los à força para Unistalda, onde estão sãos de lombo.</p>
<p>2) Há mais de ano dona Marilza, esposa do meu amigo e capataz Luiz César banhava-se quando notou aquele caroço num seio. Parece que demorou um pouco para falar com o marido e, finalmente, se constatou o que era. Corre para Santa Maria, onde retiraram o seio. E dê-lhe quimioterapia, a pobrezinha indo, no calor do verão fazer as aplicações. Ficou carequinha, só anda de chapeuzinho.<br />
3) Mas os doutores mandaram fazer radioterapia. Só que em Santa Maria não estão fazendo.<br />
Corre para Santa Cruz - Hospital Ana Néri.<br />
Hoje levei a dupla para lá,Luiz César remanchando e não querendo ficar, o que seria da fazenda sem êle. Do alto de minha autoridade de teuto-brasileiro brabo dei-lhe a ordem de permanecer ao lado da mulher. Ficarão hospedados na casa de minha mãe e serão levados diariamente por minha irmã no Hospital.<br />
Claro que serão os médicos que vão salvar Marilza, mas guiados pelas preces das duas bruxinhas de olhos azúis e das de vocês meus leitores.  Não fazemos questão de crenças, estamos estabelecendo uma coligação espiritual ampla e irrestrita.<br />
Meu único receio é que Luiz César tenha um surto e se mande pras campanha de volta&#8230; Amanhã eu conto.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>MULHERES</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:21:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Ao invés de  banalidades, frivolidades e lugares comuns pegajosos, vou fazer algumas homenagens:
* Às mulheres que, há bem poucos anos, eram impedidas de votar;
* Às que não era admitidas no Banco do Brasil por serem do sexo feminino, só por isso;
* Às que, inobstante serem formadas em Direito, tinham sua inscrição negada ao concurso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao invés de  banalidades, frivolidades e lugares comuns pegajosos, vou fazer algumas homenagens:</p>
<p>* Às mulheres que, há bem poucos anos, eram impedidas de votar;<br />
* Às que não era admitidas no Banco do Brasil por serem do sexo feminino, só por isso;<br />
* Às que, inobstante serem formadas em Direito, tinham sua inscrição negada ao concurso de Juiz de Direito pelo gravíssimo crime de serem mulheres;<br />
* Às que, caladas e com medo de perderem seus empregos, ainda são assediadas sexualmente por chefes e patrões;<br />
* Às que, ainda bem pouco tempo atrás, ao procurarem o prazer sexual, inclusive com seus próprios maridos, eram repreendidas com ofensas tipo: &#8221; isso é coisa de vagabunda&#8221;.<br />
* Enfim, minhas hosannas a todas as mulheres, principalmente às que são parceiras, amigas e amantes a um só tempo.
</p>
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		</item>
		<item>
		<title>QUEM NÃO VIAJA ESTÁ POR FORA</title>
		<link>http://blog.gessinger.com.br/2010/03/07/quem-nao-viaja-esta-por-fora/</link>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 22:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[A primeira    vez que viajei para a Alemanha,nos anos 80, cheguei todo lampeiro querendo entoar as  &#8221; lieds&#8221; ( canções) da minha meninice.
- Es ist von schlechter Geschmack - ( é de péssimo gosto) me diziam.
É que fazia mais de 100 anos que meus  ancestrais tinham vindo ao Brasil, eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira    vez que viajei para a Alemanha,nos anos 80, cheguei todo lampeiro querendo entoar as  &#8221; lieds&#8221; ( canções) da minha meninice.<br />
- Es ist von schlechter Geschmack - ( é de péssimo gosto) me diziam.<br />
É que fazia mais de 100 anos que meus  ancestrais tinham vindo ao Brasil, eu não acompanhara os acontecimentos , o mundo mudara em duas guerras ( perdidas pela Alemanha, heheheh), o que mudava tudo.</p>
<p>Certa vez fui fazer a besteira de voltar a uma comarca onde fora juiz. Tinham-me dito que não fizesse o desaforo de ficar sem ir lá . Quando fui, três meses depois, ninguém me deu bola. Rei morto, rei posto.  É assim.</p>
<p>Portanto, as coisas mudam.</p>
<p>Fazia tempo, 45 dias, que  não visitava meu filho Armando, engenheiro, que  mora em São Leopoldo.<br />
Noooosssaaaaa, como está linda a cidade. Tudo rescende a progresso, a dinheiro. Tem criminalidade, shalalalala, ok; mas as pessoas têm esperança.</p>
<p>Viera da região central.  Nossaaaa. Que vontade de vender umas  200 vacas, fretar um ônibus, para que o pessoal da fronteira visse como estão mal nossas cidades daquelas paragens.<br />
Não que eu queira o progresso e a poluição a qualquer preço.  Jamais!!!  Mas, pelo amor de Deus, um pouco mais de esperança de dias melhores para os jovens da Região de Santa Maria em direção a Santiago e São Borja.</p>
<p>Por que tanta diferença?<br />
Estou convencido de que a maior parte das pessoas que habitam a região da Metade Sul não sabe do que se passa no resto do mundo: rádios rodando chasques, patacoadas, músicas; TV aberta  passando frivolidades, e o povo achando que &#8221; tá bão&#8221;; e o pior, se adulando, frente ao espelho, nas autolaudações doentias&#8230;.<br />
Só falta, agora, vir a criminalidade para  as empobrecidas e submissas populações do centro-oeste. Aí sim, vai ser tragédia.<br />
Pessoal!  Vamos acordar? ops - vamos  viajar um pouco mais? Tranquilidade é bom, mas a pobreza é  bronca na certa&#8230;.
</p>
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		<title>HÁ EXPLICAÇÃO PARA TANTA SUJEIRA, TANTO LIXO?</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 14:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo Flávio Del Mese publicou um artigo que só sua mente privilegiada poderia conceber ( www.delmese.blogspot.com).
Eis parte dele:
( ele conta que levou amigos para um city tour em POA)
  &#8220;O único problema foi &#8230;o que dizer ao não parar para fotos no morro da TV? Iríamos perder o por do sol, etc&#8230; em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo Flávio Del Mese publicou um artigo que só sua mente privilegiada poderia conceber ( www.delmese.blogspot.com).</p>
<p>Eis parte dele:<br />
( ele conta que levou amigos para um city tour em POA)</p>
<p>  &#8220;O único problema foi &#8230;o que dizer ao não parar para fotos no morro da TV? Iríamos perder o por do sol, etc&#8230; em algumas situações tive dificuldades em arranjar desculpas.<br />
Até me surpreendi com minhas qualidades de guia.<br />
Meu único erro, pelo menos que assumo, foi levá-los, mesmo que de automóvel para a beira do Guaíba.<br />
O horário foi mais ou menos calculado. Ao chegar lá, porém, não os impressionou o cantado por do sol, mas o descuido da nossa orla.<br />
Lixo em quantidade, mato crescendo, árvores tombadas (literalmente), moradores de rua com barracas, galhos caídos e plásticos em quantidade.<br />
Carroceiros recolhendo lixo e revirando as lixeiras de uma casa atrás da outra e deixando o que não lhe interessa espalhado na calçada.<br />
A impressão que ficou? Não sei. Gente educada&#8230;não contam exatamente o que vai na sua cabeça.<br />
Mas a meu ver a impressão deve ter sido essa: o que é privado é cuidado, o que é estatal, municipal ou coletivo é bom nem comentar.<br />
Nunca foi melhor ou pior.<br />
O Brasil é assim. Achamos que ser limpos é tomar banho diário etc&#8230;<br />
Dizemos até que o saudável hábito foi assimilado dos índios, nos trópicos, etc&#8230;Deve ser verdade, até alguns anos atrás, achar um banheiro confortável em hotéis médios na Europa, era uma tarefa para o Sherlock Holmes ou seu amigo Watson.<br />
Da forma que agimos os prefeitos vão ter que colocar um gari ao lado de cada cidadão. Eles tem culpa pela grama não aparada e ervas de tamanho amazônico, agora, pela sujeira, temos que assumir, a culpa é nossa.<br />
Restringir limpeza, a higiene pessoal é fechar os olhos&#8221;.</p>
<p>&#8212;&#8212;-<br />
Corta para mim, agora.<br />
O que há com nosso povo que se perfuma, se maquia, frequenta academias, quer malhar, quer ser fashion, mas atira lixo na rua, nos rios, nas estradas. Canso de ver motoristas em automóveis até novos, atirando latinhas vazias pela janela. No Arroio Dilúvio até sofá tem boiando.</p>
<p>Que tipo de gente somos? Nos gabamos de tomar &#8221; um bom banho&#8221; dez vezes por dia, mas nos comportamos como porcos de antigamente fora do banheiro.<br />
Sinceramente, amigos, acho que ainda não vai ser no presente século que chegaremos ao Primeiro Mundo.<br />
Com efeito: que futuro teremos se, na frente dos filhos, atiramos lixo na rua? Hein, hein?
</p>
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		<title>UNISTALDA: A UTOPIA É POSSÍVEL</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 23:17:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ruy Gessinger</dc:creator>
		
		<category>Sem Categoria</category>

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		<description><![CDATA[Permitam meus conspícuos leitores que continue a não tratar de coisas como a &#8221; zwischenfeststellungsklage&#8221; do Direito Alemão, a questão da Teoria do Possível e Razoável ante o Ativismo Judicial e me debruce sobre essas coisas singelas da vida que tendem a desaparecer.
Pois ontem decidi, ao invés de infletir à direita,saindo o asfalto para ir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Permitam meus conspícuos leitores que continue a não tratar de coisas como a &#8221; zwischenfeststellungsklage&#8221; do Direito Alemão, a questão da Teoria do Possível e Razoável ante o Ativismo Judicial e me debruce sobre essas coisas singelas da vida que tendem a desaparecer.</p>
<p>Pois ontem decidi, ao invés de infletir à direita,saindo o asfalto para ir a Fazenda,  seguir mais 12 kms e dar uma chegada na Unistalda.  Logo na entrada da cidadezinha deparei com dona Izabel, viúva daquele campeiro amigo meu, o  Pedro Alexandre, que rodou de uma égua e acabou morrendo. Parei a caminhonete e ficamos charlando ali na calçada. Em seguida se formou uma roda de pessoas e ali ficamos, debaixo de um sinamomo e dê-lhe prosa.<br />
Saí dali e fui até o Sicredi onde sempre é uma festa quando chego.<br />
Cheguei na caixa com um cheque que havia recebido três meses atrás de um cliente que me comprara um touro e indaguei:<br />
- será que tem fundos?<br />
Disse-me a funcionária Tanara:<br />
- dr. o sr. está em Unistalda, terra da inadimplência zero.<br />
E não deu outra, claro que tinha fundos.<br />
Pois vendi 24 touros em Unistalda, todos com prazos de 60 até 120 dias e nenhumzinho voltou.<br />
Pergunto-me: como se explica esse fenômeno numa comunidade de menos de 3 mil habitantes, a maior parte constituída de pequenos e médios produtores rurais?<br />
Não saberia explicar.<br />
Mas uma coisa eu garanto: numa comunidade pequena, onde todos se conhecem, a honra, o renome, a boa fama, são valores preservados e sagrados. Valem mais que dinheiro.<br />
Na cidade grande a falta de controle de um sobre o outro e a certeza da impunidade fazem gerar a corrupção de muitas pessoas e o abandono de valores éticos.
</p>
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