QUEM NÃO VIAJA ESTÁ POR FORA
A primeira vez que viajei para a Alemanha,nos anos 80, cheguei todo lampeiro querendo entoar as ” lieds” ( canções) da minha meninice.
- Es ist von schlechter Geschmack - ( é de péssimo gosto) me diziam.
É que fazia mais de 100 anos que meus ancestrais tinham vindo ao Brasil, eu não acompanhara os acontecimentos , o mundo mudara em duas guerras ( perdidas pela Alemanha, heheheh), o que mudava tudo.
Certa vez fui fazer a besteira de voltar a uma comarca onde fora juiz. Tinham-me dito que não fizesse o desaforo de ficar sem ir lá . Quando fui, três meses depois, ninguém me deu bola. Rei morto, rei posto. É assim.
Portanto, as coisas mudam.
Fazia tempo, 45 dias, que não visitava meu filho Armando, engenheiro, que mora em São Leopoldo.
Noooosssaaaaa, como está linda a cidade. Tudo rescende a progresso, a dinheiro. Tem criminalidade, shalalalala, ok; mas as pessoas têm esperança.
Viera da região central. Nossaaaa. Que vontade de vender umas 200 vacas, fretar um ônibus, para que o pessoal da fronteira visse como estão mal nossas cidades daquelas paragens.
Não que eu queira o progresso e a poluição a qualquer preço. Jamais!!! Mas, pelo amor de Deus, um pouco mais de esperança de dias melhores para os jovens da Região de Santa Maria em direção a Santiago e São Borja.
Por que tanta diferença?
Estou convencido de que a maior parte das pessoas que habitam a região da Metade Sul não sabe do que se passa no resto do mundo: rádios rodando chasques, patacoadas, músicas; TV aberta passando frivolidades, e o povo achando que ” tá bão”; e o pior, se adulando, frente ao espelho, nas autolaudações doentias….
Só falta, agora, vir a criminalidade para as empobrecidas e submissas populações do centro-oeste. Aí sim, vai ser tragédia.
Pessoal! Vamos acordar? ops - vamos viajar um pouco mais? Tranquilidade é bom, mas a pobreza é bronca na certa….
Adicionar comentário 7 de Março de 2010 às 19:37 Ruy Gessinger