SEU ORACLIDES NÃO QUER MAIS VOLTAR PARA O CAMPO
Eu bem que avisei que era um perigo levar seu Oraclides para a praia. Para você que está chegando atrasado agora, role para baixo e veja minha post de dias atrás. Não sou bocó nem otário para ficar te repetindo as coisas, mané.
Para poupar uma empregada que queria 150 pilas por dia , meu amigo Nicola inventou de trazer esse baiita campeiro para a praia. Revelou-se, ao fim e ao cabo, o sr. Oraclides, um filósofo. Mas isso já postei antes.
Ocorre que seu Oraclides maravilhou-se com o seguinte:
* de manhã não precisava ordenhar as vacas mansas. O leite é das caixinhas do supermercado.
* o dr. Nicola não quis atender seu conselho de mandar a mulher carpir na frente de casa o cisco, porque os home da Prefeitura fazem isso.
* Apesar de um baita pátio, cheio de grama, a casa não tem galinheiro, nem um porquinho de encerra, de sorte que não carece de dar milho e tratar os bichos. Pra tudo eles vão de carro, de modo que não precisa de um cavalinho piqueteiro, nem de tratar ele também.
* Frutas de verão, como mogango, abóbora, melancia, tem no super, não precisa de plantar.
* Muié tem bastante e tudo pelada, assim que não se precisa ir nas ” tias” e gastar.
* Churrasco eles fazem numas engenhocas de eletricidade ou senão num tonel de carvão. Não precisa picar lenha. Também não tem fogão a lenha. As esposas passam dizendo ” eu não vou pra cozinha” ( mas então pra que ter muié?). Os patrão passam comendo nos bar.
* Pra cortar grama os caras cobram 50 reais e levam só uma hora cortando. E ainda atiram a grama fora, em vez de deixar para uma alimária comer.
* que beleza: fazendo pouco ou muito lixo, o caminhão vem e recolhe, numa boa. Lá pra fora a gente separa o orgânico e o que dá para os cuscos comerem. Na praia não, porque tem comida de sobra.
* na praia não precisa de ter radinho: os bons vizinhos sempre tem som alto e aí a gente não gasta pilha devalde.
Seu Oraclides está relutando em voltar sábado. Quer ” rediscutir a relação” com o Nicola….
Adicionar comentário 17 de Fevereiro de 2010 às 19:02 Ruy Gessinger