Arquivo de Fevereiro de 2010

CENAS DE CAMPANHA

Ontem foi um dia histórico na estância. Instalei, solenemente, a internet a rádio. É que a sede fica no ponto mais alto da região toda. Das casas se vislumbra a vizinha e bucólica Unistalda, com sua torre. Pronto: no alto da minha caixa d’água instalamos a antena que nos dará internet para todos: aos filhos dos peões e a eles próprios. Será minha vingança com meu capataz Luis César: quando acontece um imprevisto ele costuma me dizer
- mas eu le avisei, lembra?
E eu fico sem como provar o fato negativo.
Agora vou ensinar a ele como ” se bate a máquina ” no computador e vou abrir uma pasta com os mails dele.
Estão com medo que agora a peonada se corrompa olhando porcarias? Acho que não: nem a Globo com suas novelas conseguiu isso.
Mas que vai ser uma barbada eles mandaram dados ” on line” para a Arco e para a associação de Angus, isso vai. Sem falar no controle de estoques etc.
Os maricás estão florindo, deixando um perfume dos deuses no ar. Sabiam?
Com a regularidade das chuvas, os campos estão um pastiçal só e a natureza vai se regenerando. Agora é só diferir ( deixar vazias para só usar depois) umas invernadas para o inverno, que cruzaremos esse mar tempestuoso com vento de través.
Vocês sabiam que os gansos vivem em comunidade e que todos, mas todos mesmo ajudam a criar os filhotes? É lindo de os ver, garbosos, marchando em filha indiana para os açudes.
Outro sarro é quando a gente põe uma galinha a chocar ovos de pata. Quando eclodem, os patinhos se mandam para nadar e espadanar no açude e a ” mãe” galinha fica aos gritos desesperados na beira, chamando-os de volta?
Os fins de tarde começam a ser dourados. O sol começa sa se por mais cedo, lá pros lados da Argentina, numa extrema cumplicidade com os campos crioulos, nativos, que também principiam a ficar dourados. E, dos açudes, saltam as faíscas de luz.
Cenas de campanha.

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A ÚLTIMA VEZ EM QUE VI O DR. ELISEU SANTOS

Fui para a estância na 6a. feira, após jogar uma simples com meu amigo Italo Minuzzi e levar 6x3, 6x3. Lidei com o gado, assamos um cordeirinho em comunhão com todos os companheiros peões e fui dormir 9,30. Acordei-me 5 e pouco e liguei o rádio. Nessa hora não adianta ouvir as da região que passam tocando música ( não uso rádio para ouvir música. Acho que o rádio te que prestar serviços, dar hora certa, previsão do tempo, notícias. Mas como o povo gosta do jeito que tá, deixêmo)., assim que fiquei corujando até, pasmem, sintonizar, em pleno pampa unistaldense , a Rádio Encantado, que deu a notícia da morte do dr. Eliseu Santos.
Esperei as 5,30 chimarreando e então liguei no canal 407 da Sky para ouvir a Gaúcha… o Scola é muito ansioso, passa repetindo demais as coisas. Tudo bem, mudei para o canal 481 que é de música erudita , a única que aturo atualmente.

A última vez que vi, ou em que vi o Dr. Eliseu Santos foi há umas duas semanas , quando participei com ele, mais o Paulo Sérgio de um Pampa Boa Noite na TV. Ele sentou ao meu lado e pude observá-lo. Seus cabelos era, ao que parece, tingidos de preto, vestia-se heterodoxamente: gravata petit pois, camisa listrada e casaco xadrez. O protótipo de um homem que não dá bola para a harmonia da vestimenta como, por exemplo, este que vos fala. Mas nem todo mundo é filho do Armando Henrique, como eu.
Me chamaram a atenção , quando falava com ele, os olhos bem azúis, como os de minha mãe e de minha filha Milène. Mas eram dois punhais. Que coisa impressionante.
O aperto de mão era firme, firme mesmo. E a voz denotava comando, pertinácia, foco.
Nos bastidores me falou que adorava lecionar na faculdade de medicina e que era médico 24 horas por dia.
Me deu seu cartão e me disse:
- fica com Deus.
Lamentável sua morte. Mas, se me for permitido, já que aconteceu, digo que mais vale morrer como ele, peleando como um tigre, do que ser abatido como uma ovelha.
Desculpem a franqueza.

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TROPEANDO - por Fernando Adauto

Passei o feriadão de Navegantes na estância. O período
coincidiu com os banhos de gado previamente agendados.
Dias muito quentes e inadequados para o serviço nos
fizeram realizar grandes madrugadas. Nos primeiros assovios
dos asas-de-telha estávamos tomando mate. Pegamos
os gados na cama, antes do clarear do dia. Madrugadas
com temperaturas altas, abafadas e sem vento. Ainda
menos mal que a lua cheia, neste quarto, está mais perto
da terra, e, portanto, está maior.

Nos proporcionou madrugadas
muito claras, fazendo sombras como de dia. Cumprimos
as tarefas satisfatoriamente sem que uma rês botasse
a língua para fora. Madrugando, desviamo-nos do
calor do sol e as sesteadas foram compensadoras, com direito
até a sonhos. O trabalho com o gado no verão não
pode obedecer aos horários normais, muito menos ao horário
de verão, em minha opinião um absurdo para qualquer
atividade no Rio Grande do Sul.

Nos meses de verão
temos que sair para o campo, pela manhã, antes do sair do
sol e na parte da tarde desencilhar depois do pôr-do-sol.
As duas horas que antecedem o meio-dia do sol e as primeiras
quatro horas da tarde são inadequadas para lidar
com gado. Portanto, durante os dias de verão temos seis
horas impróprias ao trabalho pecuário. Dá para tomar
mate, almoçar e sestear sem pressa. Quem não sesteia, não
cumpre os horários corretos ou anda cansado e quem faz
barulho na hora da sesta é duplamente maturrango. A sesta
faz parte da cultura campeira e deve ser conservada.
Há mais de dez anos terminamos com o carrapato em
nossa propriedade. Foi uma decisão de minha inteira responsabilidade.
Nenhum técnico consultado concordou. Cansei
do carrapato, da tristeza parasitária, das vacinas preventivas,
premunição e outras técnicas de controle do carrapato
e da tristeza. O prejuízo do carrapato é o maior da pecuária
gaúcha. Resolvi enfrentar o desafio e comprar a briga. Não
me arrependo da decisão, pelo contrário, vanglorio-me; reduzimos
custos e melhoramos em muito o desempenho do gado.
Como temos muito carrapato, na região, realizamos, permanentemente,
controle para evitar a reinfestação dos campos.
Usamos duas doses de ivermectina longa ação por ano e alguns
banhos carrapaticidas estratégicos. Os gados comprados
são dosados e banhados na chegada. As vendas ocorrem
somente para frigoríficos, mesmo as de vacas e novilhas. Para
os animais destinados ao abate são utilizados produtos com
menor carência. Os resultados são tão bons que a tecnologia
está sendo adotada pela vizinhança.

Faço parte do Conselho Assessor Externo da Embrapa
Pecuária Sul. Em uma de suas últimas reuniões, em um trabalho
de grupo, buscávamos sugestões do setor para pesquisa
em pecuária de corte. Apontei ao grupo apresentarmos a
sugestão da erradicação do carrapato. Dei o exemplo dos
americanos que terminaram com a mosca da bicheira. Nossa
região está bem delimitada, ao Sul tem o Uruguai, que quase
não tem mais carrapato; a Oeste temos o Rio Uruguai e ao
Norte o cinturão da agricultura. Para minha surpresa fui contestado
pelos colegas produtores que acham que temos que
seguir convivendo com o exótico parasita. Fome, Carrapato
e Verminose, sempre foram e continuam sendo os problemas
da pecuária gaúcha e a maioria das tecnologias recomendadas

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ACIRRADO DEBATE MÔNICA X JUREMIR HOJE NA GUAÍBA

Foi eletrizante o debate hoje no programa do Rogério Mendelski.
Juremir Machado da Silva havia escrito um artigo no C. do Povo, criticando acerbamente Mônica Leal e a Governadora pelo fato de as mesmas terem participado da Cavalgada do Mar. E agregou que Mônica tinha ajudado a “matar cavalos”.

A Secretária da Cultura pediu espaço no programa de Mendelski e a cobra fumou hoje pela manhã.
Mônica declarou que o cavalo por ela usado era da Brigada Militar; treinado, portanto, para percursos maiores. E que, se falhas houve, foram da organização, em que ela não tinha ingerência. Mas concordava em que muitas coisas teriam que mudar nas cavalgadas. Só não admitia que, pelo fato de ter prestigiado o evento, setores a estavam tentando denegrir.
Foi quando Juremir disse que o ” mundo cultural” do Estado era contra ela na Cultura. Ao que a Secretária disse que precisou que alguém de fora do ” mundo cultural” assumisse, pagasse um rombo de vários milhões de reais, descobrisse a fraude na LIC, fosse ao Ministério Público denunciar os criminosos e percorresse todo o interior, prestigiando os eventos locais. E mais: trazendo respeitabilidade de novo à area da Cultura.
Juremir ainda a acusou de exonerar Voltaire Schilling sem motivos. Ao que Mônica não mostrou todas as cartas que tem na mão. Mas afirmou que o cargo era de confiança e, assim sendo, nada impedia a demissão se quebrada essa confiança.
Agora aos meus leitores: as cartas que Mônica não quis revelar - e fez bem - foram mostradas à sra; Governadora e estão na Procuradoria para exame.
Mônica revelou-se uma debatedora aguerrida, implacável, corajosa.
E, diga-se a bem da verdade, Juremir não amaciou em momento algum. Mas acho que perdeu o debate.
Pontos para Mendelski que se portou como magistrado durante o calor do embate.

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IMPERDÍVEL O PAMPA BOA NOITE NO CANAL 4 HOJE

Acabamos de gravar o PBN, sob a batuta de P. Sérgio que, por sinal, nos deu um susto. Teve um pequeno “peripaco” e acabou no Hospital. É o que eu digo,o PS acha que não trabalha demais, delega quase nada, vai em todos os eventos, deita tarde, acorda cedo, não tira férias….
Levou um cagaço, já emagreceu e está tomando água… coisa que ele não fazia.
Bueno: a bancada contou com os Desembargadores Túlio Martins, Carlos Caníbal, Paulo Gasparotto e este que vos fala.
Assuntos: o bolão de Nóia e a responsabilidade objetiva da Caixa Federal, mais Teoria da Aparência, mais Código de Hamurabi; prisão de Arruda, mais ativismo judicial, prisão processual, suas diferenças da prisão em virtude de condenação; e, finalmente, a postura diplomática do Brasil no caso das Malvinas, ops Falklands, ops Malvinas.

É 18 hs.

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SE QUEM É REMEDIADO NÃO TEM VEZ, QUE DIRÁ O POBRE!

O RGS e o Brasil não têm jeito mesmo.
Não sei como os pobres ainda mantêm a compostura, pagam suas contas, honram seus compromissos ao invés de sairem quebrando tudo, como tenho vontade de fazer.

Olhem só. Acho que não é mais interessante ter um telefone fixo. Por isso quis cancelar minha assinatura na casa da praia. Liguei para o tal 0800 e os caras me tiraram para palhaço, abobado, otário, burro, trouxa. Só me enrolando e tocando musiquinha e querendo saber até se já puxei fumo alguma vez.
Depois de uma hora, sim , uma HORA, DESISTI. No dia seguinte minha mulher, que vai ser canonizada ainda em vida, ficou com esses prepostos de bandidos ao telefone, ameaçou com Procon, MP e tudo e aí cancelaram a linha.
E o pobre: como faz para se proteger desses pilantras que tomaram de assalto a telefonia e tudo com as privatizações? Não tem ninguém por eles!
O Judiciário tem que criar urgente uma Vara, com juiz de plantão 24 horas por dia, só para atender a nós, indefesos cidadãos, contra as empresas de energia, telefonia, nets, provedores etc. E tudo de graça e sem papel. Urgente! E sem precisar de advogado para se queixar ao juiz. E tem que dar ao juiz a senha de todas essas companhias de rapinagem para ele entrar e mandar desligar, ligar, etc.

E a estrada Santa Maria - P. Alegre, passando por S. Cruz? E aí senhora Governadora? A sra. tinha que parar tudo para só se preocupar com a ligação no lugar onde a ponte caiu e a senhora sobrevoou de helicóptero! E Vossas Excelências, os senhores Prefeitos? Festejando o deficit zero? Não vejo nenhum de vocês reclamar? E os nossos deputados distritais do PP, PMDB , PSDB,etc, o que vocês têm a nos dizer? Que a balsa está a caminho?
Pessoal: nas próximas eleições vamos RENOVAR.
Ou, quem sabe, vamos para o tudo ou nada.

* COMENTÁRIO DE LOEFFFLER
“Ruy tua crônica é sensacional. Belíssimo desabafo. Muitos assim pensam, mas ou não dispõem de meio para externar ou não tem a coragem de fazê-lo. Lembras quando gravamos o Pampa Boa Noite que foi ao ar na terça-feira de carnaval, quando no enceramento falei sobre o que havia dito em minha Loja quando com os irmãos da Fundação São João? Pois disse que devemos mudar todos os parlamentares neste pleito que se avizinha. Mudar sim e todos. Sei que há honestos dentre eles, mas o certo é que mudando todos, por certo nosso suado dinheiro será poupado por no mínimo dois anos até que os novos “aprendam” o ofício nos parlamentos. Pois continuo pensando exatamente assim e farei do meu blog instrumento para divulgar tal idéia. Por que não?”

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REPERCUTE NO RGS A MORTE DOS CAVALOS

No blog praiadexangrila repercutiu grande a minha matéria sobre esses pobres cavalos que morreram.
Imagine o seguinte , caro leitor: eu te tirar do teu apartamento e te obrigar a correr 200 kms no sol, sem água, sem nada.
Não sou contras cavalgadas, mas o MP tem que dar uma olhada nisso.
Vamos aos comentários:

solon soares disse:

fevereiro 23rd, 2010 at 15:09
Esta cavalgada do mar, que é bonita de se ver, emociona na passagem, é como diz Dr. Ruy, uma desumanidade. Por aqui, neste litoral passavam as tropilhas de gado, que iam ser vendidas no centro do país, em priscas eras, em aventuras que duravam semanas. Mas não se percorria este trajeto junto ao mar, e sim trilhas as margens das lagoas, onde ainda existem (ainda que poucos) capões de mato nativo, onde se abrigava o gado e a tropa, protegida das intempéries e dos ataques dos indios. E onde havia AGUA doce para beber, já que agua salgada não se bebe, né mesmo? Então não há nenhuma tradição preservada nesta Cavalgada, é simplesmente uma forma de ter público para ver a passagem. Ou seja, é só uma exibição de colas finas fantasiados de gaúcho, e que deveria ser repensada, por todo o mal que causa, sem que haja qualquer virtude evidente. Esta raça gaúcha dos autenticos centauros pampeiros, jamais ia expor o grande parceiro a esta barbaridade exibicionista.

jloeffler disse:

fevereiro 23rd, 2010 at 15:13
Mas bah tchê Solon, bem na mosca!

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A MORTE DE CAVALOS NA CAVALGADA DO MAR

Não sou veterinário. Mas sou um homem que agora se pode dizer que é campeiro. Não atiro laço, nem gineteio, mas ando prudentemente a cavalo, que é a única maneira de controlar uma fazenda, ver aquele terneiro abichado, notar aquela trama quebrada, constatar se o campo está baixo demais.

Aprendí a respeitar cavalos e éguas. Nunca monto nos meus preferidos sem antes amanunciá-los, falar com eles, dar-lhes minha mão para que cheirem. Nunca os desencilho sem antes dizer-lhes obrigado pela carona, amanunciá-los de novo, dar-lhes um belo banho e os soltar no potreiro. Nunca os deixo sem um milho amigo no inverno. E nas noites de geada os faço pousar na cocheira.

Nunca os exijo mais do que se deve. São mamíferos como eu. Têm uma capacidade pulmonar que tem limites. Cavalo de campo é uma coisa, cavalo de cidade é outra. Minha filha Milène tinha uma égua, que depois veio para a fazenda, que morava num hotel de cavalos em Gravataí: ela tinha medo de poças d’água. Ela não tinha nunca visto gado antes e se assustava. Mas hoje conhece de tudo e é flor de campeira. Cavalo de cidade é uma coisa, cavalo de prado, de carreiras é outra.
Ora, esses cavalos que participam das cavalgadas não tem lidas diuturnas de campo, passam o ano meio inativos. E eu acho uma desumanidade, um absurdo alguém estropiar um pobre animal, que passa o ano meio parado. Acho errado, sem prévio treinamento e adptação, deixar esses animais andando por horas e horas sob o sol.
Na minha lida na fazenda, após andar uma légua, sempre apeio e deixo o animal descansar.
Humildemente e por amor aos cavalos e éguas peço aos comandantes de cavalgadas que instruam o pessoal e não permitam excessos.

Lamento demais o óbito desses pobres bichos e , pelo que já vi ( eu não participo de cavalgadas, eu campereio na minha propriedade a serviço) até são poucas as mortes.
(Dedico essa crônica aos pobres cavalos das cidades grandes.)

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AGRICULTURA: A CRISE VAI ECLODIR. ANOTEM !

Estive hoje comprando uns insumos e peças de trator e me apavorei com a ” suba” de tudo. Salvo algum que outro insumo que, por estar na mão dos cartéis, desabou por motivos que um dia exporei, o resto não para de subir.
Para amenizar a dor do meu sofrido bolso ( o órgão humano mais sensível para quem ganha dinheiro TRABALHANDO…HEHEH), decidi dar uma passada no Sindicato Rural de Santiago. Ali encontei o jovem vice-presidente Alexandre Peixoto Foster que me mostrou um estudo sobre a curva ascendente dos preços dos insumos, juros, endividamentos e a descendente das comodities.

Peguei esse estudo e o remetí a diversos amigos e comunicadores. Responderam-me logo as queridas Ana Amélia de Lemos e Mônica Leal, ambas interessadíssimas no setor PRIMEIRO, que é a agricultura.
Mas eu mesmo, que sou um aguerrido e raçudo, estou começando a ficar melancólico. Há 4 anos o terneiro valia 3,00 o quilo vivo. Hoje o boi gordo vale 2,50 e a vaca 2,25 o quilo vivo . Quer dizer: o Dectomax subiu 50% e o meu produto caiu 20 a 30 %…
Meus empregados querem aumentos, comodidades, querem trocar de carro, que lindo que bom, que ótimo. Mas a minha moeda não para de perder o valor…
Hoje vejo que os agricultores sustentaram, sozinhos, o boom brasileiro .
Mas a Economia não gosta de prejuízos. E os maus negócios acabam afugentando.
Daqui a alguns anos quem vai querer criar ou plantar?

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NAMORO OU AMIZADE: SAI HEINZE , ENTRA MÂNICA ?

O grande problema de alguns noticiaristas é não circularem. Passam sentados em frente ao computer e um copia o outro.
Mas o tio aqui circula e bem.
Eu não disse que participei de um happening em Atlântida em que estava Nei Mânica? ( se liguem camaradas: a praia é indispensável de 15.12 até fim de fevereiro: é lá que as coisas acontecem, e não nas capelas e açudes) . Como pode um comunicador ficar bem informado se fica enfurnado? Hein, Hein?

O inefável Flávio Pereira publicará amanhã em OOOOO Sul este potim:

“”Nei Mânica para vice de Yeda?

Nome pode ser alternativa do PP para a chapa majoritária.

Mais próximo do projeto de reeleição da governadora Yeda Crusius (PSDB), o Partido Progressista já começa a trabalhar com a idéia de ocupação de espaços na chapa majoritária. Neste final de semana, cresceram articulações que fogem das chamadas “figurinhas carimbadas” do partido e ao mesmo tempo possam dar à governadora, um acréscimo no desafio da reeleição. O nome do empresário Nei César Mânica, presidente da Cotrijal, responsável pelo fenômeno que se tornou a Expodireto, começou a ganhar espaço como parceiro da governadora, ocupando a vaga de vice-governador pelo Partido Progressista. Nome com transito em todos os partidos – e até por esta razão – Mânica prefere no momento não comentar esta possibilidade.

A chapa de Yeda 1
Com o indicativo de apoio do PPS, que inclusive colocou à disposição da chapa majoritária da coligação o nome de Sérgio Camps de Moraes,atual presidente da CEEE, a coligação da governadora vai se formatando.

A chapa de Yeda 2
Na verdade, além do nome de Nei Mânica para vice, o PP poderá ainda contribuir com outro nome de visibilidade para uma das candidaturas ao Senado. É o caso da jornalista Ana Amélia Lemos, que não nega a possibilidade. Ana Amélia será a convidada para o primeiro encontro do ano do Clube de Opinião,que reúne colunistas e comentaristas da área política em Porto Alegre.

A chapa de Yeda 3
O PSDB porém não estará ausente do espaço de disputa ao Senado. O ex-prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel, que já comandou a Casa Civil do Palacio Piratini, poderá ser o trunfo dos tucanos para a disputa da outra vaga ao Senado. Wenzel admite a pretensão,e informa que pretende direcionar seu discurso para a questão ambiental, que tem sido o foco da sua militância política.

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