A ESQUILA DO PASSADO SEGUNDO NICO FAGUNDES, A TOSA COMO É HOJE
30 de Janeiro de 2010 às 16:19 Ruy Gessinger | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 189
Nosso ídolo Nico, que já esteve várias temporadas na minha fazenda, escreve no 2. caderno de ZH de hoje, como eram as esquilas no tempo de guri dele. Leitura imperdível e deliciosa.
Como cambiaram as coisas.
Hoje, ao menos nas fazendas mais modernas, a gente tosa mais cedo. Já lá por outubro. E por várias razões, entre as quais liberar as ovelhas de seus “casacos” mais cedo e porque geralmente se pega preço melhor para a lã.
Os tosadores chegam de carro, com um reboque, instalam-se no galpão, ligam os verdadeiros ” barbeadores elétricos” na tomada e tosam sem dar um beliscão sequer.
Não se imiscuem na vida da fazenda e fazem sua própria comida.
Classificam a lã bem direitinho: velo, garra, etc.
E tudo vai ensacado em sacos de polietileno e não mais de juta.
Agora não é mais lata e sim ficha que usam. Cada ovelha é uma ficha; o carneiro é duas e se for de cabanha é 4.
Me consta que antigamente sesteavam. Hoje tocam direto de manhã cedo até o meio dia. Dão só uma pausa de duas horas e vão quase à noite, pois seu trabalho é por empreitada. Quanto antes terminam, melhor para todo o mundo.
Mas é assim mesmo, hoje tudo talvez esteja menos romântico, mas está mais profissional.
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