ADERBAL AMORIM COMENTA ( E AINDA ENCHE A BOLA DO BLOGUEIRO) LULA MIGROU PARA O CENTRO

MULHERES, FORA! O PIOR É QUE ACONTECEU…..

26 de Janeiro de 2010 às 08:42 Ruy Gessinger  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 209

Raízes da Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul.

Oh! Tempos! Oh! Costumes!

…emergiu, em 1962, o Curso de Preparação para a Judicatura. Inspirado em atividade já existente, mantida, desde 1958, pelo Des. Mário Boa Nova Rosa, magistrado austero, exigente e rigoroso, e profundamente dedicado ao seu ofício; atento aos jovens, era ele uma daquelas pessoas que, antes de qualquer coisa, são professores em tempo integral. Dotado de vocação incomum e que o levava a ensinar até quando prolatava sentenças; tal entusiasmo o levava a estar dentre os jovens, para orientá-los e ajudar, afinal eles apontavam como os futuros julgadores, aqueles que seriam seus colegas, os que, um dia, o substituiriam no exercício da função judicante.
Agia assim por inteiro idealismo, com desprendimento; e o fazia por mero diletantismo.
Em 1974 jubilou-se, mesmo a contragosto, por restar implementada sua idade limite, isto em razão de norma constitucional cogente; mas deixou escancaradamente claro, na ocasião, que o fazia por mera imposição externa!

Nos primórdios, os cursos se desenvolviam em diversos lugares; num, que durou cerca de 03 (três) meses em que os candidatos inscritos se reuniam na Faculdade de Direito da UF da Capital. O Des. Paulo Heerdt, em depoimento* prestado, narra um fato assaz curioso, embora sem declinar ano, mas supostamente nos meados da década dos setenta, ainda no século passado e a envolver duas candidatas inscritas no decantado curso.
(…) *Entre os candidatos inscritos no concurso havia duas mulheres, … E as duas eram de Pelotas[RS]. Um dos grandes professores foi Mário Boa Nova Rosa, mestre em tudo, mas principalmente em sentença criminal. Ele nos dava técnicas de sentença naquele curso e em um daqueles intervalos a candidata H. - que, vamos dizer assim, era bastante comunicativa - se sentou na frente do mestre e disse: “Professor quais são as chances que eu tenho de ser aprovada no concurso?” Ele disse: ‘Nenhuma! Porque existem duas coisas contra a senhora, primeira: a senhora é mulher, segunda: a senhora é desquitada.’ E de fato naquele concurso as duas mulheres tiveram a inscrição (…) indeferida.
E no concurso seguinte a Maria Berenice foi admitida* [além de outra ainda].
Vez primeira que mulheres eram aprovadas em um certame para a magistratura no RS.

Fonte: Um Ideal de Humanismo na Justiça_
Escola Superior da Magistratura do RS;
Gunter Axt_ dez. 2009, das páginas 14 e 15.
< www.escoladaajuris.com.br >

( Colaboração ao blog,do des. Alfredo Foerster)

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