Arquivo de Janeiro de 2010

POSTURAS E PERGUNTAS INCONVENIENTES DE SEU ORACLIDES ( em unistaldês)

Conheci seu Oraclides num corredor ( te flagra, cola fina, que corredor é uma estradinha de campo). Chovia a cântaros ( te flagra burrinha e vai no dicionário ver o que é cântaro) e o vivente estava lá estaqueado, que nem palanque em banhado, cheio de compras do supermercado. Claro, havia recém descido do ônibus e agora lhe cumpria fazer a pé o trajeto de 7 kms até a estância onde trabalhava. Ele não quis subir na minha caminhonete, pois temia sujar de barro meus ricos tapetes powered by Mercedes. Mandei ( expressão típica de um coronelão) que subisse e pronto. Remanchando ( agora não vou explicar mais), ele embarcou.
Fomos conversando e tal e nos tornamos amigos. Mas isso é outra história.

Já o levei para conhecer o mar, num mês de janeiro, em que o Paulo Sérgio, da Pampa, dava churrasco pro Rigotto. Fi-lo cortar uma bombacha branca na altura dos joelhos, a qual se tornou uma bermuda. Entrou no mar, uma ondinha molhou sua cintura e as fibras de tecido de algodão colaram no seu corpo. Claro que a peça do bagual sobressaiu fazendo as gurias rirem nervosas, como eguinhas no cio. E ele - eu acho que já contei isso, foi ao grupo das meninotas e dos surfistas que tem peito de pomba e lhes disse:
- chê, mas o de vocês não murcha também quando entram na água?
Tá, mas isso eu conto melhor outro dia.
O Oraclides não pára de me perguntar porque o PP e o PMDB, que vão concorrer com candidatos próprios ao Governo, não largam as tetinhas meio murchas do PSDB e vão cuidar da vida;
- Seria o mesmo, seu Ruy, que eu ser seu peão e ficar rezando para Santa Bárbara lhe enviar um mandado ( putz, de novo tenho que dizer a vocês, jejunos em unistaldês, que mandado é raio).
Respondi ao nosso centauro dos pampas:
- amigo! eles falam em agricultura e nunca viram um pé de milho; eles não sabem quanto custam as coisas, pois têm diárias e cartão corporativo. Me acompanha num vinhote e vamos falar de terneiros…

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CENAS DE CAMPANHA

Aproveito o feriadão de Navegantes para andar na contramão. Deixo que hordas ensandecidas tomem conta do Litoral e recolho-me ao santuário campeiro. Volto a Capital dia 2.
Quer acompnhar-me por um passeio ao fim do mundo, ou melhor, a um mundo puro e intocado?

Imagine, primeiro, um quadrado de 9 km por 8km. Para se chegar ali só indo ali. Não é lugar de passagem. Dentro desse quadrado existem ilhas de floresta nativa: não há uma só árvore exótica. Quinze anos de preservação, fizeram reaparecer animais silvestres das mais diversas espécies. Como esse campo é nativo e de formação basáltica, não se presta para a agricultura de grãos. É preciso, pois, tino e juízo para não sobrecarregar de vacuns e ovinos para não deteriorar o Bioma Pampa.
Esse derrame basáltico, ocorrido há milhões de anos, abriu leitos que hoje são as sangas. Florestas ciliares garantem sua perenidade.
Também não é rota de aviões, de sorte que, estando-se dentro desse quadrado não se ouve nada de barulho artificial.
Andando silente a cavalo noto que , dada a abençoada chuva, os pastos nativos estão em abundância há anos não vista. Emas ( avestruzes) passeiam com seus filhotes e já nem se assustam mais com os homens. Os maricás já estão florindo, deixando um perfume incrível no ar. Pássaros, tatus, seriemas presentes. Os açudes são um viveiro de tudo quanto é bicho.
Pena, muita pena, que não ouvi um só ronco de bugio. Não mais os há em toda a área da fazenda. Morreram de febre amarela. Os vizinhos relatam a mesma situação. Será que não seria de caso de repovoamento ?
De notar apenas que não flagro sinais de possível estiagem para um futuro próximo. As formigas estão quietas e as cigarras sossegadas. Sem embargo, algumas árvores de folhas caducas já começam a amarelar levemente, assim como algumas áreas de campo nativo. Não será cedo demais para essa maturação precoce?
Ontem, banhando-me numa enorme piscina natural encravada no basalto, cercada de árvores, de difícil acesso, pensei: que bom que o destino me emprestou essa área, pois não deixo fazer nada impróprio ecologicamente. Até já pensei em destinar, “post mortem”, para uma entidade pública. Mas logo me lembrei que a burocracia para manter esses órgãos é autofágica e logo terminariam com esse paraíso.
Deixêmo ansim.

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A ESQUILA DO PASSADO SEGUNDO NICO FAGUNDES, A TOSA COMO É HOJE

Nosso ídolo Nico, que já esteve várias temporadas na minha fazenda, escreve no 2. caderno de ZH de hoje, como eram as esquilas no tempo de guri dele. Leitura imperdível e deliciosa.

Como cambiaram as coisas.

Hoje, ao menos nas fazendas mais modernas, a gente tosa mais cedo. Já lá por outubro. E por várias razões, entre as quais liberar as ovelhas de seus “casacos” mais cedo e porque geralmente se pega preço melhor para a lã.

Os tosadores chegam de carro, com um reboque, instalam-se no galpão, ligam os verdadeiros ” barbeadores elétricos” na tomada e tosam sem dar um beliscão sequer.
Não se imiscuem na vida da fazenda e fazem sua própria comida.
Classificam a lã bem direitinho: velo, garra, etc.
E tudo vai ensacado em sacos de polietileno e não mais de juta.
Agora não é mais lata e sim ficha que usam. Cada ovelha é uma ficha; o carneiro é duas e se for de cabanha é 4.
Me consta que antigamente sesteavam. Hoje tocam direto de manhã cedo até o meio dia. Dão só uma pausa de duas horas e vão quase à noite, pois seu trabalho é por empreitada. Quanto antes terminam, melhor para todo o mundo.
Mas é assim mesmo, hoje tudo talvez esteja menos romântico, mas está mais profissional.

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PILULAS DEVIDAS

* LEMBRAM-SE ?
Pílulas de vida, do dr. Ross… Pois é, sou obrigado, ante o bárbaro número de mails de gente se oferecendo para ser meu capataz, a esclarecer que nunca me levem ao pé da letra. Sou muito zombeteiro e sarcástico, irônico e corrosivo. Na post anterior eu apenas estava cutucando a nossa primeira mandatária, nada mais. O resto são lérias. Mas, claro, vou deixar o L. César ir no rodeio. Ele me convidou para ser seu dupla e laçar também, mas declinei pois meu cavalo está com garrotilho.

* 28. TORNEIO DE TENIS DE XANGRI LA
Inicia no próximo dia 12 de fevereiro o mais charmoso torneio da orla gaúcha. Patrocínio de Maquimotor e da Pecuária Gessinger. Wild cards já esgotados. Surpresa é o alto número de inscrições femininas. Deve ser pelo carisma de Unistalda que se projeta como um dos grandes centros de genética do Estado. Em março pretendo hospedar uma mega figura: me aguardem.

* COPA SANTIAGO
A imprensa da Capital ignorou completamente o Torneio. Mas é um trabalho hercúleo. Não é mole uma cidade relativamente pequena, longe dos grandes centros, realizar um torneio internacional. Mas a concorrência com a Copa São Paulo, com a Sub 20, com o campeonato gaúcho, contribuiu para isso. Eu sonhava com a possibilidade de uma Sport TV retransmitir para o resto do país. Mas não há de ser nada, em nível local parece que foi um sucesso. A final, com pouco dinheiro, tiraram leite de pedra.
Apesar de eu ter sido o primeiro vice-presidente do Cruzeiro de Santiago, este ano não pude comparecer. Depois que faleceu meu irmão, dr. Antônilo Cocentino, permissionário da Rádio Verdes Pampas, não achei mais graça em comparecer. E sempre encontro uma desculpa. Me perdoem, mas tenho que atender ao escritório, que é minha vaquinha de leite nesses tempos de crise.

* AINDA FUTEBOL
É abissal a diferença técnica entre a dupla GreNal e os demais clubes do interior. Eu , que já fui de várias Diretorias do Aimoré de S. Leopoldo, posso afirmar que um só jogador do Inter, da reserva mesmo, ganha sozinho mais que toda a folha de um clube do interior. Os caras vêm treinar de ônibus, assoberbados por problemas de saúde na família. São verdadeiros operários do esporte. E não tem como competir com seus milionários colegas dos grandes clubes.
Ademais, hoje você vê muito melhor o futebol de sua sala com ar refrigerado, numa baita tela plana, do que morgando ao sol. É por isso que não vejo muito futuro no futebol sem dinheiro e patrocínio. Mas igual , aplaudo a Copa Santiago que ao menos propicia, para o povo das redondezas, a possibilidade de ver jogos de futebol, com segurança, tranquilidade e alegria.

* PAMBA BOA NOITE NA TV - um aviso a minhas viúvas

Após um período longe, ” atendendo a inúmeros pedidos”, volto à telinha na 5a. feira próxima, sempre às 18 horas

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ASSUMINDO COMO CAPATAZ e PROGRAMANDO DÉFICIT ZERO NA FAZENDA

Luiz César, meu capataz há dez anos, e eu trocamos confidências. Ele, por exemplo, me diz que seu único vício é gostar de laçar em rodeios; não tem o vício do chimarrão, nem da bebida, nem de mulher da vida, pois é casado. Eu também já lhe confidenciei que meu único vício é embrabecer por pouca coisa e também outro vício é duvidar das unanimidades burras.

Deixando isso de lado, eu , como médico espiritual e espacial formado pela alemanha, conheço o Luiz César só pela voz no telefone. Quando ele , antes de falar, dá um pigarro é porque morreu uma vaca de raio; quando gagueja é porque faltou remédio. E quando enrola e demora para desligar o telefone é porque quer saciar seu único vício, laçar, e quer emprestado meu rico caminhão Cargo, zerinho, vermelho e prata. Não tenho como negar, mormente porque ele dá carona a outros cavaleiros e fica meio de líder.

Como esse rodeio vai durar todo o final de semana, e tenho que pagar o pessoal, vou liberá-lo por uma semana e acumular, eu mesmo, os cargos de proprietárioo e de capataz da fazenda.

Queee viagem do corvo, chê. Saí da praia 5 horas, passei rápido no escritório no centro de POA e só cheguei agora. É muito argentino na estrada e a dona Yeda que tão piedosamente sobrevoou a ponte caída ali em Agudo, não reiniciou a construção de outra. Mas ué? Não ia ser questões de dias?

Voltando e aproveitando o gancho da dona Yeda, vou me inspirar nela e fazer o DÉFICIT ZERO na fazenda. Nesta semana imitarei nossa bandeirante. Déficit azul, como se diz. Simplesmente não vou comprar remédios, não vou vacinar, não vou pagar as comissões que prometí sobre as vendas, aquelas telhas que voaram dos galpões eu não vou substituir e quero ver se não me sobra dinheiro.
hehehe. Depois vou escrever um livro contando.

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DE ASSOVIOS E RADINHOS

” Como cambian las cosas los años” diz a canção.

Agora de madrugadita, tomando meu chimarrão defronte a minha casa na praia, observo um jardineiro assoviando . Presto atenção na melodia. É bem bonita. E lá está ele, arrumando o jardim do meu vizinho e dê-lhe assovio.

Transportei-me, imediatamente, para minha infância dourada em Santa Cruz. Morávamos no que hoje é centro. Pela nossa rua passavam dezenas e dezenas de bicicletas das pessoas que iam trabalhar lá nos ” americanos”, como denominávamos as fumageiras e fábricas de cigarros que havia lá. Passavam assoviando.
Também era comum a gente caminhar pelas calçadas e passar uma pessoa reproduzindo em assovio uma canção.
Eu achava lindo. Mas me esquecera disso. Agora o jardineiro revolve esses guardados da minha memória.

Fazendo minhas caminhadas em direção à praia, por vezes retorno pela av. Beira Mar, onde há várias obras, tanto de construção como de reforma de casas. Sempre há um radinho ligado. Surpresa: os obreiros da praia não escutam nativismo gaúcho. Poucos, muito poucos música sertaneja. Sabem o que eles escutam? os pedreiros? Rock.
São jovens, são pedreiros, não gostam das patacoadas e nem de música de corno. Acho que até é bom sinal…. ( Pensei em sugerir a um grupo que tentassem a 1080 AM, Rádio da Universidade, que só toca música clássica, mas, temendo ser mal interpretado, desisti)

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LULA MIGROU PARA O CENTRO

Assim como há horas venho defendendo a tese que que o Direito , sua percepção essencial, não é território exclusivo dos ” iniciados” ( bacharéis, operadores do Direito), a Política é uma arte e uma ciência que exige do indivíduo uma constante evolução. É um navegar com ventos inconstantes, que exigem risagem ou arriamento de velas, e mais adiante, quiçá, até ” árvore seca”, só motorando. Não adianta você navegar radicalmente: os ventos mudam; no caminho se rasga uma vela, quebra o ,leme. Para que se chegue ao destino é necessário ser emocionalmente inteligente.
Foi o que assisti ontem no Forum Social Mundial.
Mas dou a palavra ao companheiro Flávio Pereira, da Rede Pampa;

“O rápido balanço que o presidente Luis Inácio Lula da Silva fez ontem durante o Fórum Social Mundial em Porto alegre, confirmou porque ele acumula êxitos repetidos tanto na área econômica como na área social. Contornando termas polêmicos,ainda assim Lula mandou ontem recados a companheiros,muitos deles instalados na platéia que ouvia atentamente a sua avaliação das ações de governo,especialmente em relação a temas tão delicados como meio ambiente, comunicação e direitos humanos.

Sem radicalismo
Lula mostrou que passou a ser um homem vitorioso depois que deixou de fazer política com o fígado, e deixou claro que os sonhos de um candidato muitas vezes não são capazes de se realizarem quando este candidato sonhador chega ao poder. Assim , observou que temas como a comunicação,abordada em recente conferência que recolheu conclusões que colocam em risco a liberdade de expressão no país,precisarão de um debate ainda mais ampliado. Da mesma forma, na questão dos direitos humanos,onde um núcleo radical do seu governo quer colocar no paredão alguns protagonistas dos governos militares, deixando de julgar os excessos cometidos pelos protagonistas do lado terrorista, Lula adiantou que este tema comporta um debate ainda mais amplo,considerando todas as razões. O que foi um recado claro a alguns ministros da sua platéia. É bom lembrar que na platéia encontravam-se, dentre outros,os ministros Tarso Genro – Justiça – e Dilma Roussef, da Casa Civil.

Despedida
A referência respeitosa feita ao prefeito José Fogaça,e as vaias de parte da platéia, materializaram o que Lula dizia e estabeleceu uma clara diferença, mostrando porque ele acumula êxitos sucessivos, cultivando a tolerância. Ao despedir-se do Fórum Social Mundial como presidente da Republica, Lula deixou este e outros recados aos seus companheiros e aos dirigentes das organizações ali presentes. E deu a entender que ali, entre os seus companheiros,poucos têm perfil semelhante ao seu, para sucedê-lo com a mesma capacidade de tolerar opiniões diferentes.”

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MULHERES, FORA! O PIOR É QUE ACONTECEU…..

Raízes da Escola Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul.

Oh! Tempos! Oh! Costumes!

…emergiu, em 1962, o Curso de Preparação para a Judicatura. Inspirado em atividade já existente, mantida, desde 1958, pelo Des. Mário Boa Nova Rosa, magistrado austero, exigente e rigoroso, e profundamente dedicado ao seu ofício; atento aos jovens, era ele uma daquelas pessoas que, antes de qualquer coisa, são professores em tempo integral. Dotado de vocação incomum e que o levava a ensinar até quando prolatava sentenças; tal entusiasmo o levava a estar dentre os jovens, para orientá-los e ajudar, afinal eles apontavam como os futuros julgadores, aqueles que seriam seus colegas, os que, um dia, o substituiriam no exercício da função judicante.
Agia assim por inteiro idealismo, com desprendimento; e o fazia por mero diletantismo.
Em 1974 jubilou-se, mesmo a contragosto, por restar implementada sua idade limite, isto em razão de norma constitucional cogente; mas deixou escancaradamente claro, na ocasião, que o fazia por mera imposição externa!

Nos primórdios, os cursos se desenvolviam em diversos lugares; num, que durou cerca de 03 (três) meses em que os candidatos inscritos se reuniam na Faculdade de Direito da UF da Capital. O Des. Paulo Heerdt, em depoimento* prestado, narra um fato assaz curioso, embora sem declinar ano, mas supostamente nos meados da década dos setenta, ainda no século passado e a envolver duas candidatas inscritas no decantado curso.
(…) *Entre os candidatos inscritos no concurso havia duas mulheres, … E as duas eram de Pelotas[RS]. Um dos grandes professores foi Mário Boa Nova Rosa, mestre em tudo, mas principalmente em sentença criminal. Ele nos dava técnicas de sentença naquele curso e em um daqueles intervalos a candidata H. - que, vamos dizer assim, era bastante comunicativa - se sentou na frente do mestre e disse: “Professor quais são as chances que eu tenho de ser aprovada no concurso?” Ele disse: ‘Nenhuma! Porque existem duas coisas contra a senhora, primeira: a senhora é mulher, segunda: a senhora é desquitada.’ E de fato naquele concurso as duas mulheres tiveram a inscrição (…) indeferida.
E no concurso seguinte a Maria Berenice foi admitida* [além de outra ainda].
Vez primeira que mulheres eram aprovadas em um certame para a magistratura no RS.

Fonte: Um Ideal de Humanismo na Justiça_
Escola Superior da Magistratura do RS;
Gunter Axt_ dez. 2009, das páginas 14 e 15.
< www.escoladaajuris.com.br >

( Colaboração ao blog,do des. Alfredo Foerster)

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ADERBAL AMORIM COMENTA ( E AINDA ENCHE A BOLA DO BLOGUEIRO)

FUI LÁ NO TEU BLOG!
POR INCRÍVEL QUE PAREÇA, O QUE MAIS ME IMPRESSIONOU NÃO FOI A DESPROPORCIONAL LOUVAÇÃO A ESTE APRENDIZ DE QUASE TUDO. NÃO. FIQUEI EMBASBACADO MESMO FOI COM TEU PASSADO VELEIRO, DE ORÇAS FORÇADAS, SAL NO CORPO E TUDO O MAIS. ALIÁS, NÃO SEI SE LESTE “QUATRO MIL MILHAS ALÉM - UMA TRAVESSIA, O HOMEM E O MAR” QUE ESCREVI EM 20001, DURANTE TRAVESSIA QUE FIZ NO ATLÂNTICO NORTE COM MAIS DOIS MALUCOS COMO NÓS (BALEARES, CANÁRIAS, GIBRALTAR….SAN MARTIN, NO CARIBE).
TINHA MESMO DE HAVER ALGO A MAIS NO RUY ARMANDO GESSINGER. ALGO ME DIZIA QUE “ESSE CARA TEM MAIS FARINHA NO SACO DO QUE APARENTA À PRIMEIRA VISTA”.
QUANTO A MIM, OLHA SÓ: VOLTEI SEMANA PASSADA DE PUNTA, QUE NÃO CONHECIA NO VERÃO. TAMBÉM DESPERTEI CERTAS “LOMBRIGAS MENTAIS”. AGORA, ESCOLHI LARGAR DE CARRO PARA A COSTA URUGUAIA OUTRA VEZ, JÁ NESTA QUINTA, INICIANDO, PORÉM, POR HERMENEGILDO (QUE NÃO CONHEÇO), LÁ PERNOITANDO, E FICANDO PELAS PRAINHAS URUGUAIAS QUE SE SEGUEM. MINHA CARA METADE TOPA TODAS. SEMANA PASSADA SUBIMOS NO FAROL JOSÉ IGNÁCIO. JÁ HAVÍAMOS FEITO ISSO EM LA PALOMA. SEMPRE ESCOLHEMMOS ESSE TIPO DE COISAS: VELEJAR PARA BURACOS ONDE NINGUÉM VAI (EXEMPLO: PASSAMOS O ÚLTIMO FINDI NO JACAREZINHO, AQUI MESMO NO GUAIBÃO, SÓ NÓS DOIS E O MOLECÃO. NINGUÉM VAI LÁ!!!).
GOSTEI DEMAIS DOS TEUS “CORONILLA” E “PUNTA DEL DIABLO”. IREI LÁ!!!
NO MAIS, OUTRA DE EMBASBACAR: DAR COLHER DE CHÁ PARA FUTURO CONCORRENTE, COMO ME DESTE? ESTOU PARA VER OUTRO…
ENFIM, COMO DISSESTE, “A gente tem que deixar de lado a mesmice e remar contra a corrente”. ESTA AINDA É A MINHA SINA: PREFIRO A OUSADIA À PRUDÊNCIA!
BONS VENTOS!!!
ATAMORIM

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ALVÍSSARAS ! TEMOS UM JURISTA DE VOLTA Á ADVOCACIA !

Ele tem olhos de águia. Porte esguio. Feições denotando um homem resoluto.
Ele é professor.
Ele escreveu várias obras jurídicas, de aquisição e leitura indispensáveis. Escreve com maestria. Sua pena é objetiva, arguta e afiada.
Ele é velejador. Conhece como um viking a dura arte dos ventos. Eu, que também por muito tempo velejei, arrostando ventos e navegando com orça forçada, com fortes salpicos de água salgada em todo o corpo, sei bem o que esse lobo do mar tem feito por todas as águas. Que se leia dele ” O Barco que não queria morrer”.
Ele acaba de deixar seu posto no eg. Tribunal de Contas, onde foi intimorato auditor e Conselheiro.
ADERBAL TORRES DE AMORIM volta agora à advocacia, com todas as suas intempéries, esperas, lágrimas e sofrimentos. Mas também à quase divina arte e munus de mitigar sofrimentos alheios e de volver, com mais intensidade, ao convívio de nossa classe e de amigos sinceros como o deste blogueiro.
A advocacia ganha qualidade.

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