Arquivo de Dezembro de 2009

NÃO ADIANTA - MINHA ALMA É CAMPEIRA

Acordei 4 da manhã. Não sabia onde estava. São tantos os lugares onde durmo. Minhas casas, os hotéis. Ok, estava em P. Alegre. Me deu uma baita nostalgia do meu FUNDO DE CAMPO, que há mais de 20 dias abandonei, como abandonara meus grandes amigos, meus campeiros. Sim, estava meio saturado. Acontece. Tomei uma ducha de povoeirice. Mas fazer o que? ficar ouvindo esses foguetes, torrar-me ao sol da praia? ir a Montevideo , onde está meu filho Armando?
De um safanão levantei-me , liguei as luzes e bradei:
- pessoal, levantem-se, vamos pra Fazenda.
Ah! que madrugadinha fresca e boa, 5 horas já estava passando por Guaíba.
Nesse momento são 20 horas, estou na estância. Acabo de desencilhar. Recorri algumas invernadas. Estão irreconhecíveis. Está tudo reverdejado, o gado estourando de gordo, os pássaros roucos de tanto cantarem para a minha volta.
Agora vou tomar um banho, calçar uns chinelos de couro e u assar uma costela de cordeiro. Se meu vivo zap funcionar, posto a matéria. Se não, fica para amanhã.
Não liguei tv, nem nada e desliguei meus celulares. Sei que tem gente que vai querer me ligar, mas é que durmo às dez.
Espero que amanhã, no hospital de queimados, sejam poucos ou nenhum , os que se lastimaram por foguetes.
Daqui não ouvirei nada. Só Sepé Tiaraju e seus violinistas.

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UM MAIL, UM TEXTO, UMA DICA

O MAIL

Prezado Dr Rui Gessinger,

Buenas Tardes.

Ao término de mais um ano, é com alegria e satisfação que formulo votos de felicidades, desejando que as benções de Deus (o senhor de tudo) continuem em sua vida e dos que lhes são queridos.

Sou leitor assíduo de suas matérias publicadas no seu Blog e no Expresso Ilustrado, cujo conteúdo traduz a estirpe de um homem culto, que no seu alforge carrega um cabedal de valor imensurável.

Impressiona-me sua devoção pelas coisas do campo, seu apreço pela aconchegante Unistalda e pela hospitaleira Santiago Grande do Sul, terra que desde guri tenho no coração.

Desde que encerrei minha jornada na vida castrense, optei em morar aqui em Campo Grande-MS, por conta do trabalho de minha esposa e do projeto de vida de minhas filhas. Diante do impositivo da prole, pra mim somente restou fazer continência, dar meia volta e curtir a saudade das plagas sul-riograndenses.

Dr Rui, como bem disse o poeta Jaime Brau: “Vou tenteando na cambona/Já bem abaixo do meio…” E na esperança de um dia volver aos pagos gaúcho.

Nem Paul Tillic ou Karl Barth tiveram a sorte de afirmar o que o Senhor intitulou na memorável matéria: Céu é um fundo de Campo.

Em tempo: tudo isso sobre o dorso do cavalo Poeta.

Saudações Fraternas.

Adaltro Albineli Pinto

albineli@ig.com.br

* bah! muito obrigado!!!
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O TEXTO
( foi-me enviado pelo meu amigo, cel. Edson Carvalho)

Eles são melhores
*Luiz Carlos Prates

Os guris são parecidos com os das outras escolas, e assim as gurias. Todos gostam dos mesmos folguedos, músicas, celulares, festas, grupos de amigos, tudo, tudo por igual. Mas são diferentes. Muito diferentes. E para melhor. Por quê?

A pergunta que faço é por fazer.

É rematada tolice a pergunta, mas ela se justifica em razão de muitos anarquistas da esquerda não admitirem.

Mas vão definhar engolindo a verdade: a ordem produz progresso. A disciplina faz gente melhor. A autoridade alicerçada sobre virtudes é o único caminho para a formação de jovens que serão mais tarde cidadãos de bem.

Já fui longe e não disse a que venho. Digo agora. Acabo de abrir a Zero Hora, nossa irmã mais velha e que “mora” em Porto Alegre, e esbarrei numa reportagem que tanto me irritou quanto me deixou feliz. Pode isso? Pode e explico.

A tal reportagem contava do avassalador domínio das escolas militares em formar bons alunos e ganhar medalhas de todo tipo em provas de âmbito nacional, como o concurso anual de matemática promovido pelo Ministério da Educação.

Isso me deixa feliz e também me irrita.

Fico irritado porque é muito óbvia a razão por que são melhores as escolas militares e muita gente teima, ou finge, não ver. Nos colégios militares há disciplina, ordem, uniformes, horários, responsabilidades. Todos andam na linha. Ninguém discute a disciplina. O guri sabe que não pode bobear como o fazem os outros, das escolas regidas pela “pedagogia do amor”, argh.

Numa escola militar, os pais não chegam atirando as chaves do carro sobre a mesa do professor e dizendo a ele, desaforadamente, que lhe pagam o salário, e que por isso exigem respeito com o seu menino… Numa escola militar, os pais dos alunos não erguem o queixo, não são bobos…

Além de tudo, as aulas são dadas por gente qualificada e séria, não há histrionismos para motivar o alunado, o pessoal sabe que ou estuda ou dança. A ordem é unida, sem risinhos histéricos de gurias dengosas nem guris abestados a mandar torpedos de celular durante as aulas. Ah, os colégios militares, todos tinham que ser como eles. A sociedade seria outra.

Aproveito a conversa para mandar um abraço de admiração aos diretores, professores e alunos do nosso Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires, de Florianópolis, um exemplo entre nós. Sei que a moçada do CPM anda na rua de peito estufado, sabem que são diferentes, sabem que estudam numa escola de ordem e progresso.

Se você puder, ponha seu filho ou filha num colégio militar. E durma em paz.

* COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO: se não puder colocar o filho no colégio militar, faça como eu: transforme sua casa numa caserna. Comigo deu certo…

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A DICA

Hoje fugi da praia, que virou coisa de louco e só vai sair do surto dia 5 de janeiro e voltei a P. Alegre. Almocei uma baita de um entrecot no Varietà Bistrô e depois fui ver, com meu filho Rudolf o filme

AVATAR.

É filme de ficção, é meio longo, mas não cansativo. É um filme para crianças. Mas gostei demais. Traz uma mensagem de paz e lida com muita ironia. É a história de humanos que conquistam um planeta distate, ainda puro. Como sempre querem empurrar goela abaixo dos nativos humanóides o ” progresso” e a noção do ” bem” ( bem pra nós, né?).
Leve seu filho, leve seu neto, ou vá ” avec” seu amor, de maozinhas…..

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AINDA O HINO NACIONAL

FROILAM DE OLIVEIRA REBATE MAESTRI.
Transcrevo o muito bem escrito texto do blogueiro

HINO NACIONAL (I)

Lendo os blogs nesta manhã, me chama (ou chama-me) a atenção a postagem do Ruy Gessinger, em que o blogueiro transcreve um artigo de Mário Maestri, doutor em História, que critica nosso Hino Nacional. Nenhuma observação quanto à música de Francisco Manuel da Silva, o que infere que o estudioso a aprova (a despeito de não cantar o hino). Não poderia ser diferente, uma vez que ela é extraordinariamente linda.
O “pernosticismo lexical” e o “preciosismo sintático”, ele cita, tornam incompreensível a letra para a “imensa maioria da população”, que canta o hino em diversos momentos.
Detenho-me (ou me detenho) a analisar o que o autor citado chama de “preciosismo lexical”. Num país em que o analfabetismo (funcional) é um fenômeno mensurável, as palavras “plácidas”, “retumbante” e “fúlgidos” da primeira estrofe do Hino Nacional, realmente, são do conhecimento de poucos. Somos uma nação plebeia, comunicamo-nos (ou nos comunicamos) por intermédio de uma linguagem recheada de plebeísmo (baixo calão, gíria e palavras informais). O universo lexical dos brasileiros é reduzidíssimo. Aprende-se (ou se aprende) que o Sol brilha, seus raios são brilhantes, mas não se avança nas outras formas de dizer a mesma coisa: a estrela fulge, seus raios fúlgidos…
A proposta de Mário Maestri é que seja reescrita a letra do Hino Nacional, devido a algumas palavras cultas e à figura de construção, chamado de hipérbato, que ele classifica como “preciosismo sintático”. O hipérbato, que é a inversão da ordem natural das palavras dentro da frase, foi forçado para que o poeta conseguisse o número de sílabas poéticas desejado e, por conseguinte, o ritmo. Na forma direta, ficaria “As margens plácidas do Ipiranga ouviram”, com sílabas a mais, ao invés das dez melhor ritmadas de “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas”.
Quanto a não saber o significado de uma palavra, como “plácidas” (serenas, tranquilas), penso que é mais fácil ensiná-lo ao povo do que mudar a letra do Hino Nacional.
(Mais tarde, continuarei a escrever sobre esse assunto, para analisar o que é melhor entre DAR EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA AO POVO e TOMAR O POVO COMO REFERÊNCIA LINGUÍSTICA, MESMO SENDO ELE ANALFABETO. Argumento tipo “navalha de Occam”.)

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FALTOU SOTAQUE GAÚCHO ÁS “CASAS BAHIA”?

Os jornais de hoje falam que Casas Bahia fechou suas lojas no Rio Grande por sua falta de sotaque gaúcho. Acho que é mais ou menos por aí, mas não é tudo.

O que os publicitários brasileiros têm de entender é que o RGS é outra praia. É quase um país diferente do resto do Brasiuuuu, não sei se melhor ou pior, mas diferente.
Daí o seguinte: eu , que tenho capacidade de consumo acima da média, portanto sou um bom cliente, sinto meu estômago se revirar e quase vomito quando ouço uma propaganda falando em ” hómem”, em ” fêichta”, em ” ais veizich”, em “quilómetro”.
Claro, os babacas geram as publicidades para o país inteiro com sotaque paulista e carioca. É dar tiro no pé.
- mas cê queir u quêee? Num tô inteideindu ! me pergunta um publicitário de Sampa.
E eu redarguo:quero que falem a minha língua. Não precisa ser unistaldês, mas tem de ser gauchês.

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CRÍTICA FORTE AO HINO NACIONAL ( Mário Maestri)

O pernosticismo lexical e o preciosismo sintático usados por Osório Duque Estrada, na construção, em 1909, da letra definitiva do Hino Nacional, foram tão radicais que ele ainda hoje é praticamente incompreensível para a imensa maioria da população, incapaz de dar sentido a vocábulos retorcidos como “plácido”, “retumbante”, “fúlgido”, “resplandecente”, “impávido”, “florão”, “garrida”, “lábaro”, “verde-louro”, “clava” etc.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante

A linguagem do mito

A esquizofrenia patente de uma população cantando hino que não entende, ensejou propostas de simplificação linguística ou modificação radical da letra da canção pátria, para que o povo pudesse compreender o que cantava. Essas tentativas de remendo ignoram a funcionalidade, na ótica das classes proprietárias brasileiras, do caráter estrangeiro da língua em que foi composto o Hino Nacional.

O linguista marxista Mikhail Bakhtine lembrava que, por além da compreensão, na “consciência histórica dos povos, a palavra estrangeira fundiu-se com a idéia de poder, de força, de santidade, de verdade”. Por isso, em geral, o discurso religioso dá-se em língua impossível ou difícil de ser compreendida pelos crentes. Comumente, seu caráter evocativo se dissolve como sorvete exposto ao sol ao ser traduzido em língua de gente.

Foi com indignação e perplexidade que ouvi meu professor de latim explicar que o mágico e magnético “It missa est” de minha infância queria dizer qualquer coisa como “podem ir jogar futebol que a missa já terminou”. Os conteúdo irracionais de uma narrativa podem ser mais facilmente veiculados quando o estranhamento linguístico que produz nos receptores dificulta eles penetrem racionalmente os conteúdos sociais e ideológicos reais da mensagem.

A linguagem esotérica e arcaica galvaniza comumente sentimentos mágicos e aristocráticos imprecisos e difusos. No mundo das percepções invertidas e alienadas, a sentimentos superiores não pode corresponder, jamais, linguagem e conceitos inferiores. Ou seja, comumente, para que conteúdos elitistas alcancem efeito popular, eles não podem ser vertidos em linguagem popular compreensível.

A linguagem mandarinesca supera a impossibilidade de escrever, em língua de gente, canção que registre, no seio de espaço geográfico nacional, os inexistentes interesses comuns a banqueiros e bancários, a empregadores e empregados, a investidores e desempregados, a latifundiários e sem terra. Assim sendo, a linguagem rebuscada e incompreensível materializa facilmente sentimentos produzidos na esfera da irracionalidade social.

Nesse sentido, a repetição de uma produção verbal semi-compreensível, associada a sentimentos alienados e irracionais sacralizados, enseja que o homem comum, educado na repetição do rito desde criança, associe-se, periodicamente, a ato unitário de celebração nacional que consolida a perpetuação de Estado fundado e construído através da produção e reprodução consciente da miséria, da exploração e da desigualdade. Por tudo isso e mais um pouco, não canto o Hino Nacional.

* Mário Maestri, 61, rio-grandense, historiador, é doutor em História pela Université Catholique de Louvain (UCL), Bélgica, e professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Passo Fundo (UPF).

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PAPO DE BEIRA DE PRAIA COM UMA ESTADOUNIDENSE

Sempre digo a algum jovem amigo quando fica meio ufaninho do medíocre: chê, tá faltando pra ti uma bela viagem, nem que seja de mochila. Vais ver que certas coisas no Brasil vão de mal a pior. É, por igual, o que acontece com alguns campeiros que conheço: de tanto comerem a gororoba que lhes prepararam a vida inteira, sentem-se mal ao comerem algo melhor.

Estava eu fazendo minha caminhada matinal pela praia quando cruzo por uma jovem que emigrou para os EUA faz uns 20 anos, casou-se e tem dois filhos que a corrigem do seu “péssimo inglês”. Ela veio com o marido que, ante os foguetes do nosso suarento Natal se mandou de volta no dia 25 de manhã. Ela ficou porque viera visitar a mãe que tem casa em Xangri La. Planejava ficar até 15 de janeiro. Vai agora de tarde de volta a P. Algre e embarca amanhã back home . Não me acostumo mais ao Brasil, disse-me ela.

Interessante.Até vocês vão se admirar das queixas da moça.
- ela foi à praia com as duas crianças, estendeu uma toalha o colocou os brinquedinhos em cima. De repente uma bola de futebol derrubou o menor após acertar-lhe o peito. Era uma turma que jogava uma pelada a metros dali.
- ao voltar, caminhando ainda na praia viu indignada um automóvel andando sobre a orla.
- não entende como no supermercado os homens vão sem camiseta e de sunga e muitas mulheres vão de biquini.
- não se conforma com os vizinhos que, ou falam alto, aos berros, ou usam o som para todos ouvirem.
- sobressalta-se com as cornetas dos picolezeiros na hora da sesta.
- impressiona-se com a sucessão de casas cercadas de telas, arames farpados, alarmes, se isso é praia, lugar de descanso.
- aturde-se pelo fato de em Atlântida, considerada a praia mais fashion do RGS ,não haver um boulevard à beira mar, para passeios, com bancos à sombra..
- esfrega os olhos ao vislumbrar matilhas de cães soltos, defecando na praia.
Perguntou-me: mas eu li que o Brasil está progredindo e então como é isso?
Respondi-lhe que podemos estar, sim melhorando em termos econômicos, mas somos um povo cada vez mais sem educação. E a falta de bons modos, a falta de lustro, não tem nada a ver com dinheiro.
Sempre digo que os caras mais educados que conheço são os campeiros da região da campanha. São gente fina mesmo.
Nos EUA tem gente ” maula”? tem.Mas se ele passa dos limites vai algemado e sem conversa, tendo dinheiro ou não.
That makes the difference….
( tá, eu sei, tu que estás de má vontade comigo já vais me perguntar, então porque não te mudas se achas aqui ruim?respondo: no momento ainda tenho esperança de ajudar a fazer as coisas melhorarem, faço como aquele passarinho que ajuda a apagar o incêndio na floresta levando água no biquinho…)

Comentário de Jorge Loeffler:
Pois meu caro Ruy o comportamento de nosso povo é triste. Na véspera do Natal foi um foguetório danado aqui perto de casa. Dia 25 fomos visitar os netos em Estrela. Saímos daqui um pouco antes das 14 horas e até Osório não havia policiamento na Estrada do Mar. Confesso que levei medo, pois os malucos me puseram quase no mato por várias vezes. Ao retornar à noite vim pela RS-407, já que a Estrada do Mar nessa época sem policiamento é risco demasiado.

Ontem ao entardecer levei meu neto para brincar na areia e passou por nós uma camioneta pick-up, penso queda marca Ford, pela área de banho. Como se explica isto me pleno veraneio?

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FOGAÇA - LOEFFLER FOI RÁPIDO NO GATILHO

Fogaça: o popular

É deveras impressionante a capacidade que os barões guascas da mídia têm de cacifar seus “escolhidos” na política e deixar os caras na mídia o maior tempo possível. O prefeito fantasma de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB), aparece em terceiro lugar como o prefeito mais popular entre nove capitais, segundo uma pesquisa feita pelo Datafolha (ahahaha). Inicialmente, o ideal seria fazer uma pesquisa na Capital para saber se a população sabe quem é o prefeito da cidade, ou se sabe quais são obras importantes da sua gestão na condição de alcaide. Digo isso porque nesses cinco anos de admistração, ou da falta dela, pouco se viu, assistiu ou ouviu falar das realizações da gestão Fogaça. Os problemas com os buracos, lixo, alagamentos e a falta de iluminação pública parece até que não são de responsabilidade de ninguém, e o tal prefeito da mudança mais parece uma entidade fantasma.
Essa estratégia de mídia e da mídia de “esconder” para não queimar até funciona por um tempo, mas assim como a mentira, chega uma hora que a população começa a ver e sentir também os frutos da competência ou a incompetência de uma gestão. No caso de Fogaça a segunda opção é a que mais se encaixa ao seu perfil. Aposto o que quiserem que mesmo na condição de candidato “novo” ao governo do RS, o nome Fogaça não é mais novidade, e seu estilo de fazer não fazendo começa a aparecer no dia-a-dia da cidade.
Além de ter sido um senador do RIO GRANDE que NÃO SE PAGOU e um prefeito incompetente, uma espécie de clone piorado de Rigotto, Fogaça consegue arrancar elogios apenas de quem tem grandes intéresses em manter-se no poder, ou seja: os mesmos que dão sustentação política para o desgoverno Yeda, fazendo o Estado crescer como rabo de cavalo, para baixo.
Fogaça é uma versão piorada de Rigotto.

Fonte: http://tomandonacuia.blogspot.com/

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TARSO: TE CUIDA PARA NÃO LARGARES PARADO !

Reproduzo a postagem que hoje fez Julio Prates. Ok, vocês vão dizer que ele se desfiliou do PT. Mas nem por isso ele é uma pessoa desqualificada. Concorreu a Prefeito pelo PT em Santiago, terra que, no passado, teve muitos intelectuais, teve um comunismo bem organizado. E ser candidato a prefeito pelo PT não é para qualquer um.
A coisa já esteve melhor para Tarso.
O problema é que o PT arranca sempre com uma quota de 30% dos votos. O restante ele tem que buscar nas pessoas não atreladas e que ficam seduzidas pelas propostas.
Aí vai o texto.

Desdobramentos
Analisando os desdobramentos da sucessão estadual, é preocupante o isolamento do PT. Com o quadro polarizado entre Tarso e Fogaça, dificilmente o PT sairá do isolamento e a tendência, começando o pleito, é aumentar a vantagem de quem tem mais partidos coligados, mais candidatos a deputados na rua, mais cabos eleitorais nas cidades. E nem estou falando no absurdo tempo a mais de TV e rádio que Fogaça terá.

Talvez, sobre ao PT uma coligação com o PSB, dando a vice a Beto, que nessas alturas faz qualquer negócio. Beto não vai ganhar o apoio do PP e seu projeto ao governo do Estado já naufragou. A concepção de terceira via está fracassada. Ademais, a área do senado tumultuou sobremaneira, especialmente com Paim, Lasier, Ana Amélia…Sozinho, Beto não vai. Está isolado, como Tarso. A saída é a união de ambos.

O PT foi muito mal de costuras, até aqui.

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SUPREMA IRONIA - ESTOU RECLUSO NA CASA DA PRAIA, COM TODOS OS SPLITS LIGADOS.

Essa eu ainda não tinha visto. Agora os termômetros marcam 32 graus em Atlântida. Na Beira do Mar não corre um ventinho sequer. O abafamento é de sauna. O sol queima inclemente, a areia torra. Volto para casa respirando labaredas . Atiro-me na piscina, cuja água também está quente demais.

Solução, fecho toda a casa e ligo todos os splits em quinze graus. Lá fora as pessoas sufocam e eu me estiro na penumbra e faço de conta que estou nos Alpes. Ligo o canal 481 da Sky -música erudita - a todo volume para abafar o barulho que teima em vir das proximidades, onde um bando urra em torno da churrasqueira.

Penso em ir embora a P. Alegre. Ligo para um amigo. Ele me relata que está pior por lá. Fala que está dentro da banheira, também com os splits ligados, lendo um livro, que não dá para sair à rua. Telefono para a Lufthansa: que horas sai o primeiro voo para Berlin? Só tem lugar para depois do Ano Novo.

Ligo para meu capataz na estância. Me diz que sao obrigados a dormir sobre toalhas molhadas de tanto calor.
Resta uma esperança: engolir meu sarcasmo e ligar para o Laje de Pedra em Canela. Lá está mais quente que aqui, me informam.
Não tem jeito: vou ter que vender meus gados e comprar uma quitinete nos Alpes para ter onde ficar de dezembro a março, todos os anos.
Mas antes vou ter que me informar se as geleiras ainda não derreteram…..

Agora falando mais sério ainda: e nessas vila periféricas, perto da ponte do Guaíba, naquelas favelas, o que estará acontecendo com as crianças. com as pessoas doentes? que horror.
Não sei por que, mas me vieram aquelas imagens de 1972, com todas aquelas matas entre Ijui, Santo Ângelo e Santa Rosa, destruídas para dar lugar à soja.
E nas praias, destruiram os banhados e a floresta atlântica. Tá aí….

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NO BRASIL QUASE NÃO SE FALA MAIS EM POLÍTICA, NÃO SE CONSPIRA E NEM SE CRITICA MAIS

A desmontagem super bem planejada deu certo. Acabaram, pouco a pouco com a Filosofia, com a carreira dos professores, com a escola pública de qualidade. Mas o golpe de mestre nessa desmontagem das cabeças pensantes foi o Curso Superior por cadeiras, por semestres estanques e não por turma. Explico-me: eu me formei lá na UFRGS. Você entrava no primeiro ano, com os mesmos colegas até o último . A gente passava discutindo, conspirando, criticando. Depois as Universidades, principalmente as particulares, passaram a facultar aos alunos escoherem as cadeiras que queriam cursar. O pobre do formando , no dia da solenidade, não conhecia o paraninfo, nem seus colegas. Nunca trocou idéias com ninguém.
Tem mais: ensinaram ao jovem que o negócio era se fazer na vida, era ser bem remunerado, era levar vantagem em tudo.
Maravilha. A maioria dos jovens só pensa ” no seu lado”, e é assim que eu explico porque pessoas bem jovens filiam-se a partidos reacionários e conservadores.
Pombas: quando eles fizerem 40 anos: a quem vão se filiar?

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