REFLEXÕES DE CORREDOR DE CAMPANHA
Corredor, meu preclaro cola fina, é a estradinha de chão que serpeia, na campanha, entre as diversas propriedades. Cerca de ambos os lados, de vez enquando uma patrolada, lá estão aquelas estradinhas seculares que ainda são corredores de tropa.
Bueno, dei as últimas instruções aos meus companheiros de lida e vou tomando o rumbo da Capital, onde está instalada, no 8. andar do edifício Tribuno, a minha vaca de leite, ops da Freixenet básica. Não dá para parar porque como é que vou poder dar bóia a rodo para meus campeões das Cabanhas se não trouxer dinheiro de fora? Sim, porque só com o que a estância produz, com o boi gordo a 2,30, acho brabo.
Os 7 kms que me separam do asfalto estão literalmente destruídos pela enxurrada e pela correnteza. Nas baixadas a rocha aparece desnuda da pequena camada de terra que a recobria. Em outros lugares, pedras e mais pedras fincaram posse no meio da estradinha.
Agora me acompanhem. Lá dentro da fazenda, entre uma sede ( Mimosa) e a outra( Capela), medeiam uns 7 kms. Vai-se, por dentro, de uma a outra por um trilhozinho no meio do campo, deixado pelas rodas dos tratores e das caminhonetes.´São só os dois trilhozinhos onde a grama é rapadinha ou aparece o chão. No resto tem grama. Resumo: aquela estradinha interna nada sofreu. Lá está, dando passagem até para a Mercedes último tipo do dr. Nestor Hein. E lá onde o homem inventou de passar a patrola, para deixar a estrada mais bonita, onde espalhou cascalho e terra, a paisagem é lunar. Ou seja, como dizem Lula e Muricy Ramalho, se a estrada vicinal, ou o corredor, não tivesse recebido as ” benfeitorias” das patrolas, ficando aquele antigo caminho de campo, com grama para evitar a erosão, talvez se pudesse correr um pouco menos, mas não estaria destruído.
Estou sendo chato ou o progresso tem que se repensado?
( meu mail está pendurado aí ao lado)