BLOG PEGADOR DE URUGUAIANA
Surge um vigoroso blog em Uruguaiana.
www.blogdofernandoalves.blogspot.com
Abaixo, um aperitivo. É de refletir.
HORA DA VERDADE - OU, URUGUAIANENSES CONTRA URUGUAIANA
“Uma manifestação para aparecer precisa causar um certo impacto.” Roberto Duro Gick, presidente da Subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, na rádio Charrua, hoje, perto das 14h30. Foto tirada do www.tribunadeuruguaiana.blogspot.com>
O que distingue Uruguaiana doutros municípios gaúchos de semelhante perfil econômico? A Ponte Internacional Rodoferroviária Presidente Getúlio Vargas/Agustín Justo, penso eu. (Como Itaipu em relação a Foz.)
Comércio, transportes e prestação de serviços diferenciados (inclusive, de advocacia), são decorrências dela. Sem a Ponte, só teríamos o arroz e a pecuária. E esta talvez sem a excelência que conquistou. É, pois, nosso maior símbolo. O diferencial que justifica - e alicerça - nossa liderança regional.
Todavia, não há consciência disso entre nós. Às tais ‘forças vivas da comunidade’, e ao meio político, a Ponte nada mais é que um palanque. E palanque de qualquer causa barata, diga-se.
Os sem-terra já a fecharam. Arrozeiros que não gostam das regras do livre-comércio - quando elas não lhes favorecem, também. Taxistas, moto-boys, caminhoneiros, marajás da Receita Federal, todo mundo, quando quer protestar, faz o mesmo.
Interessante como ainda conseguem dar ares de bravura à já banalizada (e delinqüente) fanfarronice: - Vamos fechar a Ponte Internacional!, afirmam nas rádios, com afetada indignação. Aí, à hora marcada, organizados e na companhia de algum vereador al pedo, fotógrafos e carro de som, vão lá e repetem a inútil proeza.
E o que fica depois que voltam pra casa? Na minha opinião, fica só a certeza da vulnerabilidade do nosso mais importante símbolo. Que não é uma riqueza natural, como o rio que transpôs, foi construída; antes disso, foi conquistada. Enfim, fica a certeza de que a comunidade (ou, suas pretensas lideranças) não o respeita. Não o considera intocável. Não o defende.
Aliás, quando a PF, a PRF e o MPF vão agir para coibir tais abusos, que são anunciados previamente?
Não há propaganda maior para a ponte São Borja-Santo Tomé que a foto acima. Nem para o projeto de uma outra entre Itaqui e Alvear.
Se a comunidade (suas entidades e poderes constituídos) não passar a repudiar essa forma, digamos, pouco inteligente (e, repito: criminosa) de protesto, poderia ao menos começar a cobrar de São Borja e Itaqui pelos serviços que nossos piqueteros lhes prestam.
Devem ter algum valor …
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