Arquivo de 21 de Novembro de 2009

O PODER CRÍTICO E POLÍTICO DOS BLOGS COMO AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO

Hoje bem cedo publiquei o texto de um blog de Uruguaiana do Fernando Alves, que repercutiu muito. Aliás, por uma dessas foi que renunciei ao cargo de Presidente do Sindicato Rural de Santiago. Foi quando fecharam a Br 287, à minha revelia. Quer dizer: o MST não pode fechar estradas; os produtores rurais, sim.
Tá. Mas isso já passou, já fiz as pazes com meus colegas.

Lá em Xangri La tem um leão, o Jorge Loeffler, trazendo as mazelas locais e colhendo resultados. ( praiadexangrila.com.br)

Em Santiago tem um medonho que é, como dizia Odilon Rebés Abreu, a mutuca que tira o boi do mato.
Leiam abaixo o que diz Julio Prates e vejam se na sua cidade não há problemas semelhantes:

Santiago e a sodomia social municipal

Não é de hoje que se verifica uma profunda crise de identidade na sociedade santiaguense. Alguns setores, incrustrados no meio empresarial da cidade, apenas pensam nos seus próprios interesses, auferem ganham pessoais e individuais e esquecem-se da coletividade. Aliás, usam-na como massa da manobra de seus interesses e fingem serem lideranças empresariais.Não sem razão, temos uma safra de líderes míopes, que pensam o desenvolvimento regional de forma arcaica, ridícula, tosca, limitada. Se é que pensam alguma coisa.

Santiago está estagnada. Não existem propostas ousadas que pensem o desenvolvimento integral, unindo ciência e tecnologia à base da matéria-prima do nosso setor primário. A consequência é um comércio cambalido, alimentado por cursinhos de vendas, auto-ajuda e pensamento positivo. Quase uma piada, não fosse triste o quadro que se apresenta.

Propostas “modernas” de racionalização e otimização - que ensinam a poupar uma folha de papel, uma ligação telefônica e energia elétrica, são tão velhas quanto a chegada dos jesuítas da companhia de Jesus no nosso solo, em 1549. Aliás, só que não conhece a administração racional dos jesuítas e seus quase cinco séculos no Brasil é que se encanta com esses cursinhos, que visam arrecadar fundos e justificar uma existência enquanto razão de ser das entidades empresariais de Santiago.

O Centro Empresarial não tem um rumo. Mal administa o que é como está, numa posição profundamente conservadora das atuais estruturas. E nem vamos falar da politicagem, da discriminação contra setores da sociedade que não rezam pela cartilha do comodismo pelego, acrítico e subserviente.

Posturas coronelísticas como a perpetrada contra um candidato a presidência do Centro apenas corrobora o entendimento que arremete no sentido das críticas que aludem que uma mentalidade parasitária e inoperante invadiu o CES e está acomodada, mamando nas estruturas empresarais e tirando proveito em nome de todos.

Por mais que justifiquem um calendário de eventos, incentivos aqui e acolá, campanhazinhas fajutas, a Verdade é que está chegada a hora de uma profunda reflexão.

A impunidade e a certeza da ausência de questionamentos tem gerado arrogância, ausência de diálogo com a sociedade, não prestação contas dos atos, e virou um vale tudo na mentalidade dominante das pessoas que representam Santiago. E quando o poder sobe à cabeça e embebeda, proliferam-se os escândalos, de traições sexuais ao chicote, para correr com quem não pensa igual.

Enquanto isso, Santiago afunda.

Engane-se quem quiser. A crise é profunda e muito mais séria do que os vaticínios dessas cabecinhas conseguem imaginar.

Não pensem que os fatos escabrosos que estão acontecendo nos último dias são fatos isolados. Não, eles integram um contexto e são fruto de uma mentalidade dominante. Nem é culpa individual dessa ou daquela pessoa. É culpa dum contexto, repito. As pessoas são produtos de um meio e refletem - em suas condutas individuais - a soma dos comportamentos coletivos e a aceitação social de suas práticas.

Se todas essas entidades de princípios nobres e outros bichos mais de abundam em Santiago realmente incentivassem o cultivo da decência, da civilidade, da ética, da transparência e do respeito, seus membros teriam poupado a sociedade santiaguense de tantos escândalos como esses últimos, que envolvem pedofilia, agressões e vilipêndios que geram quase um quadro de sodomia social municipal. E eis que me refiro apenas a fatos públicos e notórios, pois se fosse escrever tudo o que sei, só uma “chuva” de sal nos livraria da catástrofe maior. Se é que existe salvação alguma e não estamos ainda completamente podres e perdidos.

E, afinal, pobres de nós se formos apenas reflexo da sociedade brasileira e sua malversação midiática.

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COLUNA DE FLÁVIO PEREIRA EM OOOOOOO SUL

PMDB 1
O prefeito da capital José Fogaça , ao perceber o movimento forte de Germano Rigotto,que cobra do PMDB uma definição até o início de dezembro, tem afirmado que o ex-governador é o único que, por não deter mandato, está livre para assumir qualquer candidatura,ao contrário dele, Fogaça.

PMDB 2
Fogaça tem afirmado – de forma não peremptória, é verdade – que pretende cumprir seu mandato como prefeito até o fim. Não interessa ao prefeito, antecipar uma decisão que ele pretende,o partido anuncie apenas no final do mês de março do ano que vem, ultimo prazo para desincompatibilizar-se.

PMDB 3
O problema todo é que, escaldado pelos erros do passado, quando demorou em assumir uma candidatura tida como vitoriosa à reeleição, Rigotto agora quer decidir logo a candidatura ao Senado, ou ao Piratini. O Senado é a sua preferência.

PMDB 4
A candidatura de Rigotto ao governo do Estado porém,resolveria todos os problemas do PMDB: Fogaça cumpriria seu mandato até o final,e o partido poderia lançar para as duas cadeiras ao Senado,os dois nomes que vêm sendo incensados nos encontros pelo interior: o deputado federal Eliseu Padilha,e o presidente da Confederação Nacional dos Municípios,Paulo Ziulkoski.

Frente Trabalhista Democrática
O DEM não vê como mero balão de ensaio a frente ao lado do PTB e PDT, segundo o ex-prefeito de Lagoa Vermelha,e pré-candidato dos liberais ao governo,Moacir Volpato. Ele disse ontem no programa Pampa Entrevista na Radio Pampa, que abre mão de sua intenção, pelo êxito da aliança. Na segunda-feira o DEM vai levar o assunto à deliberação da sua executiva estadual. Já, no PDT e PTB, a proposta, por ora, é levada como alternativa viável. Mas não definitiva.

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BLOG PEGADOR DE URUGUAIANA

Surge um vigoroso blog em Uruguaiana.

www.blogdofernandoalves.blogspot.com

Abaixo, um aperitivo. É de refletir.

HORA DA VERDADE - OU, URUGUAIANENSES CONTRA URUGUAIANA

“Uma manifestação para aparecer precisa causar um certo impacto.” Roberto Duro Gick, presidente da Subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil, na rádio Charrua, hoje, perto das 14h30. Foto tirada do www.tribunadeuruguaiana.blogspot.com>

O que distingue Uruguaiana doutros municípios gaúchos de semelhante perfil econômico? A Ponte Internacional Rodoferroviária Presidente Getúlio Vargas/Agustín Justo, penso eu. (Como Itaipu em relação a Foz.)

Comércio, transportes e prestação de serviços diferenciados (inclusive, de advocacia), são decorrências dela. Sem a Ponte, só teríamos o arroz e a pecuária. E esta talvez sem a excelência que conquistou. É, pois, nosso maior símbolo. O diferencial que justifica - e alicerça - nossa liderança regional.

Todavia, não há consciência disso entre nós. Às tais ‘forças vivas da comunidade’, e ao meio político, a Ponte nada mais é que um palanque. E palanque de qualquer causa barata, diga-se.

Os sem-terra já a fecharam. Arrozeiros que não gostam das regras do livre-comércio - quando elas não lhes favorecem, também. Taxistas, moto-boys, caminhoneiros, marajás da Receita Federal, todo mundo, quando quer protestar, faz o mesmo.

Interessante como ainda conseguem dar ares de bravura à já banalizada (e delinqüente) fanfarronice: - Vamos fechar a Ponte Internacional!, afirmam nas rádios, com afetada indignação. Aí, à hora marcada, organizados e na companhia de algum vereador al pedo, fotógrafos e carro de som, vão lá e repetem a inútil proeza.

E o que fica depois que voltam pra casa? Na minha opinião, fica só a certeza da vulnerabilidade do nosso mais importante símbolo. Que não é uma riqueza natural, como o rio que transpôs, foi construída; antes disso, foi conquistada. Enfim, fica a certeza de que a comunidade (ou, suas pretensas lideranças) não o respeita. Não o considera intocável. Não o defende.

Aliás, quando a PF, a PRF e o MPF vão agir para coibir tais abusos, que são anunciados previamente?

Não há propaganda maior para a ponte São Borja-Santo Tomé que a foto acima. Nem para o projeto de uma outra entre Itaqui e Alvear.

Se a comunidade (suas entidades e poderes constituídos) não passar a repudiar essa forma, digamos, pouco inteligente (e, repito: criminosa) de protesto, poderia ao menos começar a cobrar de São Borja e Itaqui pelos serviços que nossos piqueteros lhes prestam.

Devem ter algum valor …

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