Arquivo de 20 de Novembro de 2009

CURTAS & GROSSAS

* A CHAPA DOS SONHOS DE MENDELSKI

“O PMDB tendo José Fogaça como candidato a governador adquire reais condições eleitorais de voltar ao Piratini e passa a ter musculatura para buscar novas alianças com o PTB e com o PP, além, é claro, do PDT.

Tal aliança poderia apresentar uma chapa para sair na pole position e não abandoná-la a não ser para tomar posse no governo estadual em janeiro de 2011. Dá até para arriscar essa composição. José Fogaça (PMDB), governador, Vieira da Cunha (PDT), vice-governador, Elói Guimarães (PTB) e Celso Bernardi (PP), ambos para o Senado. ”
( DO SITE DE MENDELSKI)

* LULA E BATTISTI

De propósito silenciei sobre esse assunto, eis que não quero queimar demais meu filme.
Vou dar minha opinião desapaixonada e não adianta virem me dizer que o gringo esse é terrorista e coisa e tal, porque o mundo dá muitas voltas. Basta ver o caso de Tiradentes. Ou do próprio Lula. Ou , por fim, de Jesus Cristo.

Para meu gosto alguns ministros do STF andam falando demais fora dos autos. Claro: não quero voltar àquela burrice do tempo do ” juiz só fala nos autos”. Mas impende que o juiz seja curto e grosso, rápido e rasteiro, sem adjetivações. E que não brigue na frente das câmeras.

Esse caso aí poderia ter sido muito mais didático. O eminentes deveriam ter sido bem concisos e dito: estão ou não estão postas as condições legais para que o Executivo tenha dado abrigo ao cidadão italiano. Só isso. Mas não. Foi um desfilar de caras e bocas, mais eructações de sapiência de causar enfado. E, no final, aquele tiro no pé.

Bueno seu Lula. Como o acórdão vai demorar até as calendas gregas para ser lançado, revisado, lido e achado conforme, devidamente assinado, publicado, embargos declaratórios, etc. o senhor aproveite , viaje e deixe o sr. Alencar decidir. Também o senhor pode decidir não decidir. Ou, finalmente, sentar-se com o Berlusconi , sem companhias femininas, e entrar num acordo.

* QUANTO MENOR A ALDEIA , PIOR A POLÍTICA

Vocês acreditam que numa minúscula cidade deste Estado , com uma população que cabe no Foro Central de P. Alegre, mas nem por isso de muito valor, próceres políticos continuam , raivosos, soltando rojões perto das casas dos derrotados? É mole esses pelados gastando dinheiro com foguetes, dando vazão à sua raiva? E quando amanhã ou depois alguém embrabecer… como é que fica? Enquanto gastarem seus trocados tudo bem, quando avançarem no que não lhes pertence vem ação popular por aí..

* CULTO AO LADRÃOZINHO
E vocês acreditam que nessa mesma cidade mora um ladrão, de todos conhecido, chamêmo-lo de ” austríaco”, que assalta fazendas e depois vai contar nos bares e botecos. Sim, amigos, esse lombrosiano que se jacta de furtar e transita lépido e fagueiro, será minha tese de doutorado. Salvo se antes, em legítima defesa, num assalto, alguma vítima agir, como permitem a Constituição e as leis.

Comentários

COMO NÃO CHORAR?

Estou no campo há 13 anos. Antes eu era um babaca, crédulo, irresponsável, que ia ao supermercado,pagava o que me pediam e achava que tudo ia bem para todo o mundo.

Precisou eu me meter no campo para ver o que é bom para a tosse.
Nesses 13 anos, 8 foram de seca no verão e geadas fortíssimas no inverno. Não, não comparecem com Israel porque se eu tiver montanhas de dinheiro a fundo perdido, crio até elefantes na seca.

Passou a estiagem e agora vem o dilúvio. É mole? Os tratores e as colheitadeiras estão imobilizados no barro. No gado o carrapato anda de a cavalo nos bichos. E as ovelhas, tudo abichado.

Meu amigo Hadler, de Pelotas, me manda a matéria abaixo.

Federarroz alerta para perdas na lavoura gaúcha

Depois da estiagem que limitou a área de produção, agora é o excesso de chuvas em curto espaço de tempo que atrasa a semeadura e gera prejuízos

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) divulgou comunicado nesta quinta-feira (19/11) informando que é preocupante o volume de perdas esperado para a safra 2009/10 na lavoura gaúcha de arroz. A orizicultura do estado contribui com 62% da produção nacional. “Depois da estiagem no inverno, que deixou os mananciais hídricos sem volumes necessários de água para manter a área plantada, agora é o grande volume de chuvas em pequeno espaço de tempo que está causando estragos e, fatalmente, reduzirá a previsão de safra”, explica Renato Rocha, presidente da Federarroz.

O resultado, segundo ele, é que somente 66% da lavoura gaúcha está plantada, em alguns pontos já contabilizando perdas, e com um atraso próximo de 10 pontos percentuais. Falta ainda um terço da lavoura gaúcha para ser cultivada e a melhor época de plantio para as variedades de ciclo médio, já passou. “Faltando plantar 350 mil hectares, começamos a contabilizar perdas pelos estragos das chuvas e a estimar os prejuízos futuros, decorrentes dos problemas climáticos”, reconhece. boch

Ainda de acordo com Rocha, da área que falta ser plantada, 350 mil/ha, haverá pelo menos uma redução de 100 mil hectares que não poderão ser cultivados, o que pode representar 700 mil toneladas de arroz a menos na produção do estado. Nos 720 mil hectares já semeados, parte destes haverá necessidade de replantio e as perdas são estimadas, no momento, em mais 320 mil toneladas (500 kg/ha), totalizando 1,020 milhão de toneladas, entre redução de área e de perdas.

Segundo o dirigente, os especialistas da federação estimam perdas de produtividade de 500 quilos por hectare, em média. A Conab, em seu levantamento de novembro, já havia previsto uma queda de 480 quilos por hectare na produtividade gaúcha da safra 2009/10. As perdas são enumeradas pela Federarroz pelos danos como os alagamentos de lavouras por longo período, que provocam apodrecimento de sementes, carregamento das plantas, fertilizantes e nutrientes do solo, a ação de aves nas sementes em estágio de emergência, além de estragos de taipas, canais de irrigação e drenagem devido às correntezas e arrombamento de barragens e diques.

O problema aumenta porque, com as lavouras alagadas, há atraso no manejo, como a aplicação de uréia, herbicidas e o controle da lâmina d´água, o que interfere negativamente na produtividade das áreas irrigadas. “A falta de condições climáticas para realizar o plantio, atraso na época de semeadura - até 10/11 para variedades de clico médio e até 30/11 para precoces - e a falta de cultivares de ciclo precoce e super-precoce no mercado para atender à demanda neste momento, afetarão o resultado da safra”, afirma Renato Rocha. “Apesar da alta eficiência tecnológica da lavoura, a agricultura é uma atividade de risco quando se trata de clima”.

O represamento das operações de plantio gera déficit de mão-de-obra especializada nas regiões arrozeiras para atender o acúmulo dos serviços de manejo da lavoura, recomposição dos estragos e, em muitas propriedades, o plantio da soja que é feito imediatamente após encerrar a semeadura do arroz. Rocha afirma que o cenário ainda pode piorar, com a previsão de tempestades no Rio Grande do Sul pelo menos até o próximo domingo. A boa notícia, em meio a todo esse quadro, seria um ajuste ainda maior nos estoques para 2010 e uma provável elevação dos preços ao produtor.

o Área plantada por Regiões no RS (até 13/11/09)

Região
Percentual Área plantada até 13/11/09

Fronteira Oeste
76,35%

Campanha
69,68%

Depressão Central
48,25%

P. Costeira Interna
65,41%

P. Costeira Externa
41,00%

Zona Sul
77,83%

RS
65,92%

FONTE: IRGA

o Municípios atrasados (até 13/11/09):

Município - Área total safra 08/09
Percentual de Área Plantada em há

1. Palmares do Sul
15,99% (3.149 há)

2. Formigueiro
32,62% (3.132 há)

3. São Sepé
34% (7.031 há)

4. Cachoeira do Sul
35% (14.581 há)

5. Capivari
38,50% (4.389 há)

6. Cacequi
40% (6.480 há)

7. Mostardas
40,35% (16.600 há)

8. São Francisco Assis
45% (2.115 há)

9. São Pedro do Sul
45,70% (2.701 há)

10. Santa Maria
45,80% (5.954 há)

11. Viamão
46,14% (12.180 há)

12. São Vicente do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Tapes, Rio Pardo, Candelária e Livramento
Entre 50 a 60%

FONTE: IRGA

Fonte: Imprensa Federarroz

Crédito: Gabriela Pötter

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