TRIBUNAL DE CONTAS - REFLEXÕES
Exercí vários profissões na vida. Vocês não têm nem idéia.E cada uma é um globo, um cosmos, um universo, cheio de fios e tentáculos.
Uma das mais difíceis é ser da Polícia. Você tem de resolver na hora; não dá para, como o juiz, escrever: venham conclusos, ou vista ao M.P. ou, diga a parte adversa.
Outro cargo medonho é do Prefeito. O princípio da legalidade, em Direito Administrativo é diferente do princípio da legalidade em D. Penal. Neste é assim: o que posso fazer? Tudo. Menos o que é proibido. O que é proibido tem de estar expresso na lei e anteriormente à minha ação. Em Direito Administrativo : o que posso fazer? Nada, a não ser o que a lei permite. Isso, de forma didática.
O Prefeito, portanto, não pode agir como se fosse dono de um hotel, motel, hospital, bolicho. tem que seguir a pauta legal e não pode dar um acorde dissonante.
O Tribunal de Contas é uma mescla, ente os Conselheiros ,de técnicos e políticos. Tive inúmeros patrocínios no T. de Contas e os tenho ainda. Sempre achei que os Conselheiros egressos da Política trazem lá para dentro as peculiaridades que a pura técnica não contempla. Trazem aquela visão pragmática que, a exemplo dos Tribunais, o quinto constitucional aporta.
Marco Peixoto é um homem ” de fora”, do campo, de família tronco do centro-oeste, metade de seu peso é de pó da estrada. É leal, tem lado, se assume e a região centro-oeste lhe deve muito.
Se for para o Tribunal de Contas, na quota dos políticos, trará uma visão humana e compreensiva.
E quero deixar um abraço para meu amigo João Luiz Vargas. Homem do campo, olha nos olhos, músico. Em seu prol milita a presunção de inocência.
A prova de que não teme nada é que se aposentou, renunciando a qualquer foro privilegiado.
E acredito que,se candidatando, elege-se de novo para deputado.
Desculpem se contrario alguns. Mas meu pensamento é livre e não devo um pila pra ninguém.E não tem quem me coloque o cabresto.