Arquivo de Novembro de 2009

O PARADOXO GRÊMIO X FLAMENGO: QUE CAMPO FÉRTIL PARA FILOSOFAR.

Vamos iniciar deixando claro que futebol é muito mais que um jogo. Envolve interesses, nacionalidades, dinheiro, túneis, construção de metrôs, justifica falhas ao serviço e até guerra entre dois países já deu.

Futebol tem poucas regras e é a maior vitória do Direito Consuetudinário sobre o analítico ou escrito ( exemplo é a Constituição Brasileira que, apesar de ter um quaquilhão de artigos, não funciona).

Fifa e Conmebol, por exemplo, se lixam para nossa Constituição, onde está escrito que nenhuma lesão poderá ser subtraída ao exame do Judiciário. O Inter quase foi rebaixado à 2a. Divisão por ter um torcedor seu, sim : um torcedor ter entrado na Justiça contra a CBF. Fifa e Conmebol odeiam que os clubes as desobedeçam. E é por isso que o futebol funciona.

Os Tribunais Desportivos punem atletas flagrados pela TV, mesmo que nada conste da súmula.

O Grêmio não tem justificativa plausível para mandar os reservas contra o Flamengo. Antecipar férias é lorota. Está escancarado, pois, o desiderato de perder.

Sou colorado, mas a maior parte de meus amigos são gremistas. O Grêmio sempre teve grandes dirigentes, homens probos e vencedores.
Que dilema ético para Duda Kroeff, filho do patrono do Grêmio. Que dilema para homens inatacáveis como Adalberto Preiss, Raul Régis, Paulo Odone e tantos outros.

Pessoalmente acho impossível o Grêmio, mesmo com os titulares, ganhar do Flamengo no Maracanã. Não ganhou de ninguém, quanto mais de um time que está voando.
Também não torço por nada, pois o Inter está garantido na Libertadores e, realmente, não merece o Campeonato, depois de absurdas derrotas e da pífia atuação no 2. turno.
Apenas estou curioso a ver como vai se desdobrar tudo isso.
O que eu faria, se fosse o inverso?
Como torcedor, torceria para o Inter perder.
Como dirigente? Salvava minha biografia. Mandava jogar às ganhas.
——–

comentário de Loeffler:

Bom dia Ruy.

Na minha juventude fiz o curso de formação de árbitros da FGF. O Diretor do Departamento de Árbitros era o Major Rudi Auler, do Exército, filho de Igrejinha. O professor do curso o então Sargento Ludendorfe Xavier, se a memória não me trai já formado em Ciências Jurídicas e Sociais. O Rudi faleceu já faz tempo. O Xavier ainda vive. As regras são 17 no papel. Tratam desde o tamanho e peso da bola até o número de atletas em campo, cujo número não pode ser inferior a sete. Coincide com a Maçonaria, mas neste aspecto fico por aqui. Há a décima oitava que não está no livrinho. É o bom senso. Atividade penosa esta, pois, durante uma disputa há 22 bandidos em campo, 11 para cada lado, fazendo de tudo. Socos, pontapés, tostões, cuspida no rosto e por aí vai. Terminado o jogo sai o árbitro filho da maior puta do mundo, sempre. E os jogadores geralmente vão tomar uma ceva em algum puteiro. Que atividade desgraçada. Mas não fica por aí. Ser dirigente é algo um tanto estranho em minha maneira dever. Eles não são remunerados, abrem mão de suas atividades profissionais por dois anos ou mais e continuam muito felizes. Algo de errado há não te parece? Lembro-me do caso de um Presidente do meu Grêmio, envolvido numa trampa com um gordo cheque em dólares. Ele e alguns figurões mais. Restou condenado e o processo anulado. Desmoralizado está. Podes concluir deste texto que sou gremista, mas não perco os poucos cabelos que me restam, ganhando ou perdendo qualquer jogo. Este do final de semana confesso que nem mesmo quero saber em que horário será realizado.

Abraço.

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A SINA DO AGRICULTOR - UMA SÁTIRA BEM HUMORADA

Recebí do des. Eliseu Gomes Torres para um bom início de semana!

Carta do Zé Agricultor, para Luis, da cidade

Luis, quanto tempo!

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite

De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.

To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né …) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender
no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia,isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pran fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava
morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia.. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.

*(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *
“Na prática, a teoria é outra.”

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CARTA A MÁRIO SÉRGIO E FERNANDO CARVALHO

Oi, Mário Sérgio, vulgo Filé ou Vesguinho! Claro que tu te lembras de mim. Logo que largaste ( ou como dizem os catarinas, largasses) o futebol, joguei contra ti no campo da Associação Catarinense de Magistrados, ali na Praia da Cachoeira do Bom Jesus, em Floripa. Tu, como sempre, olhavas para um lado e largavas a bola para outro, até que te dei um carrinho, que resultou num carro te levando para o ambulatório.

Oi Fernando Carvalho, colega e bom amigo.
Seguinte: peço, em nome da torcida da Vila Manoel de Freitas, Unistalda, composta por 24 colorados que eu virei do Grêmio, dando uma ovelha para cada um, que prestem bem atenção.

a) O nosso valoroso Grêmio vai abrir as pernas para o Flamengo que nem a vaca pro touro, mas não só uma vez como as vacas decentes fazem. Vai tomar 4 ou 8 gols. Portanto o Flamengo é campeão.

b) Nós temos que jogar fechadinhos contra o S. André e empatar. Com isso vamos para a Libertadores e seremos campeões no ano que vem. É só contratarmos outro goleiro, quatro caras para a defesa, só três pro meio do campo e trazer mais uns três pro ataque.

c) Já nossos co-irmãos ” códigos de barra” vão ser relegados à 2a. Divisão pelo sr. Blatter da Fifa por comportamento anti-desportivo. Falei agora mesmo com a empregada de um cunhado da copeira de um bar da frente onde ele sempre vai. E me deu a notícia quentinha.

Saudações Unistaldenses.

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A BAIXARIA COM LULA

Quando recebí a matéria assinada pelo sr. Benjamin, reenviei-a a um dos meus gurus, o engenheiro Armando Koerig Gessinger, que vem a ser meu filho mais velho, empresário ( empresário de verdade, não esses que surgem do nada, sacaneiam os outros e se intitulam de empresários).
Armando me respondeu com indignação. Disse estar de saco cheio desses mails, matérias, etc, circulando pela internet e detonando o Lula e que aquilo não era crível.

Deixei passar uns dias e , relendo a matéria, filtrada pelo meu olhinho medonho de quem já foi juiz, ouvindo miles de pessoas e sacando os sacanas e mentirosos à vista desarmada, firmei a convicção seguinte: acho que o tal Benjamin insistiu demais em dizer que não passaram nem a mão no lugar onde se guardava o pente antigamente. ( No meu tempo de piá a gente passava a mão na bundinha dos caras meio bundinhas e perguntava: ” tens pente?”.) Teve gente que deu e teve gente que comeu. Mas o seu Benjamin insistiu demais e meticulosamente , que os bondosos bandidos, reclusos há meses não lhe perguntaram, ao menos: ” tens pente”?

Eu apertei a mão de Lula num encontro em Novo Hamburgo, há anos e gostei do jeito dele.
Pombas, agora que o cara é um sucesso, que bem ou mal o concerto internacional das nações o aplaude, eu pergunto: eu, Ruy, estava certo nunca tendo votado nele? E não votei por preconceito contra um que não tinha curso superior e votei naquele engomadinho do Geraldo?
Agora os caras vêm desenterrar lorotas, logo contra o Lula?
Isso só pode ser coisa de um yankee extraviado que, como eles gostam, remexe em escândalos sexuais.
É o desespero.
Essas baixarias só me afastam dos raivosos. Sou viajado demais, independente demais, nunca fui CC, nunca pedí penico para ninguém e falo o que quero.

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MOINA FAIRON RIDES AGAIN II

Ruy, muito obrigada pelas palavras bondosas em relação a mim e ao meu novo livro, que foram publicadas no blog. Gostei muito e me senti muito importante, principalmente com o título : Moina rides again. Sentí-me a própria John Wayne, riding against the wind in the wild West!

Obrigada pelo carinho e incentivo. Eu no fundo, continuo sendo uma simples dona de casa , e fico contente quando as pessoas leem o que escrevo.

Quanto ao teu blog, Ruy, gostei muito. É da mais alta qualidade e very high brow. Parabens.

Um abraço , moina

—-
Agora digo eu: lá na gloriosa Santa Cruz, esse cadinho, esse criatório de cultura e arte, reside uma das mais interessantes escritoras do país. Quietinha, quietinha. Mas mesmo o ouro escondido no fundo de uma mina, não deixa de ser tão ouro quanto uma pepita na Tiffany’s.

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MEUS PEDIDOS ANTECIPADOS A PAPAI NOEL

Eis aqui alguns pedidos. Peço aos leitores que me ajudem na confecção. Entre os mais criativos sortearei e depois enviarei pelo Correio meu CD ” Pampa -Sons e Reflexões”. Entre os piores, uma passagem só de ida, de ônibus, ao Rio de Janeiro, para o reveillon no Piscinão de Ramos.

Meus desejos:

* Que não seja obrigado a ouvir o Rei cantando ” Emoções” vestidinho de marinheiro e segurando aquele microfone torto.

* Que não seja aborrecido com algum amigo meio tchuco insistindo que ” mas Ela saneou as finanças, mas ela fez déficit zero”.

* Que não ouça nas “rádias”, dia 26.12, votos de Feliz Natal e que não veiculem a criativa frase ” e pague só no ano que vem”.

* Que não seja obrigado a ouvir as previsões, nem com que cor de calcinha as meninas devem se aprontar para o Ano Novo.

* Que não seja obrigado a esperar suarentas e opressivas horas, até a meia noite, para só então pode me servir da ” santa ceia” e ser pequeno para tantos abraços e votos de ” muita paz, muita paz”, enquanto os foguetes em honra de ” Jesus menino” espoucam e os parentes voltam a discutir as 0,15 da madrugada.

* Também que o Jesus Menino me livre de ver a gravação do reveillon da RBS, feita já em Novembro, nalgum clube da Grande P. Alegre, com aquele postiça e fatídica contagem regressiva.

* E, finalmente, Papai Noel querido, como eu só acredito em resultados advindos do trabalho, da reflexão , do foco, que todos os meus circunstantes se abstenham de me desejar ” muito dinheiro no bolso”.
Então vamos lá, mandem-me suas sugestões - ruy@gessinger.com.br

INICIADA A LISTA DOS LEITORES.

1.-Que ao entrar nas lojas comerciais, não tenha que aturar e ver, num verão escaldante como o nosso, aqueles homens enterrados naquelas roupas vermelhas e grossas importadas do clima europeu, achando que isso agrada a todos ( Nilso J. Turchetti)
2.- Uma boa sugestão para vossa excelência é se embrenhar num fundo de campo e retornar somente na primeira segunda-feira de 2010, só não esqueça das freixenet de preferência a Cordón Negro!

Obs: não leve o celular ( Guilherme Bertollo)
3.- Mas me diga: ela não zerou as contas? ( Mônica Leal)

4. - Que Papai Noel delete da memória dos comunicadores de rádio e Tv os ” com certeza”, os ” né” e os ” houveram”. ( Marialva Black)

5. Amigo Ruy, neste Natal, peço ao Papai Noel que deixe os presentes na Lapônia e venha até nós com seu saco vazio, para que possa recolher alguns deputados e senadores, levando-os para bem longe. (Luis Tusi)

Forte abraço

6.Ruy essa tua iniciativa é genial.

“Que Cristo continue tolerante e com aquele saco enorme prá aturar tamanha exploração de seu nome.”

( Jorge Loeffler)
( Comentário de Loeffler no seu festejado blog praiadexangrila:

“Diz o blogueiro – este texto do Ruy é um desabafo, pois isto eu também sinto. Temos uma exploração nojenta dos princípios do cristianismo. É igualmente um protesto contra a publicidade que cria necessidades artificiais. Exemplo e essa história da cor da calcinha. Penso que não haja nada mais idiota, mas é uma verdadeira febre. As pessoas não param para pensar e seguem como o boi é conduzido ao matadouro. Vamos começar a pensar e aí por certo começaremos a criar um Brasil melhor para todos” )

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RIGOTTO DÁ SHOW DE CLARIVIDÊNCIA

Ouvido agora na Rádio Gaúcha por André Machado, Rosane de Oliveira e Ana Amélia, Rigotto foi muito bem.
Disse , claramente, que deve haver um novo projeto para o Rio Grande, com o que concordo. Bem, agora concluo eu, isso quer dizer que um novo projeto deixa fora Yeda e seu partido - o PP. Sim, o partido de Yeda é o PP, porque o nominal dela está rachado: Sanchotene Felice, Adroaldo Streck, o PSDB nacional que o digam. Até aqui, afirmações minhas.
Prosseguindo: Rigotto disse, cristalino, que gostaria de ir para o Senado que é o único desafio que lhe falta.

Apoia a candidatura de Requião para a Presidência, para que o PMDB tenha uma proposta e volte a ter identidade.
Tá. E como é que Fogaça, o único que está nas caixas e largou parado, se quiser arrancar, vai se defender da maldição do ” peremptoriamente”? Como vai se esquivar das críticas de não terminar o mandato ( o que para mim sempre foi um falso dilema, mas Tarso com sua privilegiada inteligência , não soube dele sair).

Com essa mexida no tabuleiro, vão ficar Tarso e provavelmente o PDT e, de outro lado, na falta de projeto melhor, Yeda e seu partido, o PP, com Lara e outros da ala atual.
E na TV vai ser um massacre. Me aguardem.

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POUCAS & BOAS

INICIEMOS PELO INEFÁVEL FLÁVIO PEREIRA DA REDE PAMPA

Movimento de Rigotto enquadra o PMDB.

Ex-governador sinaliza para candidatura ao Senado.

O ex-governador Germano Rigotto deixou claro ontem, no movimento que anunciou para o grupo de jornalistas que foi ouvi-lo no Hotel Everest na capital, que , no tabuleiro da política estadual cansou de ser o “plano B’ do seu partido,lembrado para a disputa ao Palacio Piratini sempre que o prefeito José Fogaça anuncia algum recuo nessa pretensão. Rigotto disse inspirar-se no líder maior do partido Pedro Simon que,em 2002 recusou a indicação ao governo,por já ter sido governador. “Agora, eu digo ao partido que já fui governador,e que estou fora dessa disputa”, sinalizou. Em outras palavras, Germano Rigotto oferece seu nome para uma das cadeiras ao Senado. Ou está fora do jogo.

Olhar do PDT 1
Indagado sobre tantos balões de ensaio divulgados nos ultimos dias,o deputado federal Pompeo de Mattos,do PDT disse no programa Pampa Entrevisata na Radio Pampa que “o encontro dos trabalhistas com o DEM, era melhor que não tivese acontecido”. Frisou que “estao dando importancia para o que nao tem qualquer futuro ou relevância.”.

Olhar do PDT 2

Pompeo avalia que o encontro dos trabalhistas, reunindo PDT e PTB “tem logica, porém na pratica lamentavelmente nao. O PTB é um partido decente, ideologicamente aceitavel,desejavel até. Qual a dificuldade na pratica? Ora, o PTB gaucho esta no governo Yeda. Assim, fica dificil prosperar na pratica porque nao vejo como o PTB vai sair do governo da Yeda. Além disso, nós do PDT temos nomes melhores que o deputado Lara. E o PTB deve achar que tem o Lara e outros nomes melhores que os nossos. E termina aí o entendimento”.

Olhar do PDT 3

Sobre o encontro que debateu uma hipotécnica frente trabalhista-democrática com o DEM, antigo PFL, Pompeo de Mattos afirma que foi um erro, “com todo o respeito ao Vieira da Cunha”. Justifica que “o DEM se isolou do processo politico gaúcho e do processo nacional. Aqui eles falam mal da Yeda desde o final da campanha,onde estavam juntos, e seu aliado eventual o PT não quer saber dele para qualquer projeto eleitoral. Então, isolados, foram procurar o PDT para propor um abraço de enforcado,senão não elegem ninguem para a Camara dos Deputados ou para a Assembléia”. E se saísse esse acordo, teríamos de estar junto com ACM Neto?”. Pompeo afirma que “respeito o DRM como partido,como proposta,mas eles atrapalham a nossa vida,e nós a deles. Cada um na sua”.

Olhar do PDT 4
“Ao PDT sobra a candidatura própria, ou discutir seriamente um entendimento com o PMDB ou com o PT. Com o PMDB, isso apenas seria possível com Fogaça sendo candidato a governador,mas neste caso precisaríamos ter o candidato a vice para trazer para o nosso lado muitos companheiros do PDT que hoje estão mais proximos do PT”. Já,o Tarso Genro disse claramente que nos quer ao lado dele. Mas precisa nos dar condições, garantir espaço no governo, acolher nossas propostas que históricamente defendemos”.

Cartão vermelho
A governadora Yeda Crusius exonerou o secretário adjunto da administração,Genilton Ribeiro. Desconhecido na politica, teve há poucos diasseus minutos de fama ao envolver-se numa polemica de duvidosa qualidade com o ex-presidente do Detran, Sergio Buchmann.
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VEREADOR HAROLDO DE SOUZA CONVIDA

O Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre,
Vereador Sebastião Melo,

tem a honra de convidar Vossa Excelência para a Sessão Solene de outorga do Título Honorífico de Cidadão Emérito de Porto Alegre ao Senhor Fernando Chagas Carvalho Neto, proposta pelo Vereador Haroldo de Souza, a realizar-se às 19 horas do dia 1º de dezembro de 2009, no Plenário Otávio Rocha do Palácio Aloísio Filho, na Avenida Loureiro da Silva, 255, em Porto Alegre.

Traje: passeio completo

uniforme correspondente

Pergunta que não quer calar: para ir homenagear meu querido Presidente, o único Campeão Mundial Fifa, ali onde diz uniforme, será o uniforme do Inter?

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MAS BAH, O QUE APERTARAM O MARQUINHO PEIXOTO !

Impressionante como foi mal meu contra-parente Marquinho nessa sabatina. Devia ter decorado o artigo 5 da Constituição e demais incisos. Foi muito mole pro jogo. Ou não se assessorou.

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HOJE FOI A PRIMEIRA VEZ QUE FUI ÀS LÁGRIMAS NO TRIBUNAL

Um rapaz de 21 anos, morador da Grande P. Alegre, estudante de Biomedicina, foi acusado de matar um colega, um amigo.

A Juíza decretou sua prisão cautelar e o moço foi parar no Presídio Central de P. Alegre. Um excelente advogado foi contratado para o defender. O processo foi seguindo e o advogado ingressou com um Habeas Corpus no Tribunal de Justiça, alegando falta de justa causa para a prisão processual.

A Câmara negou a ordem e o rapaz continuou preso.

Nesse meio tempo, o advogado do jovem, meu amigo, contratou nosso escritório para o auxiliar.

Como já tinham se passado 230 dias, sem que todas as testemunhas da acusação tivessem sido ouvidas, entramos com um novo HC, alegando, em síntese, excesso de prazo eis que o acusado nenhum perigo oferecia e era de excelenetes antecedentes. Rememoro que é de nosso sistema e das nações civilizadas que a pena só é cumprida após o trânsito em julgado da sentença. Ora, não tínhamos nem sentença, nem perigo, nem razão para uma prisão cautelar, preventiva, ainda mais numa masmorra como o Presídio Central.

Hoje foi o julgamento do Habeas. Sala de Sessões repleta, inúmeros advogados esperando seus processos irem a julgamento, estudantes de Direito.

O pai do menino, dono de uma oficina mecânica, era o retrato da dor. O guri perdera o semestre na faculdade e estava há quase 8 meses no Presídio.
O voto do relator foi pela denegação da soltura. Mas o voto seguinte acolhia a alegação de excesso de prazo. E o Presidente desempatou, concedendo a ordem.

Até aí nada era novidade para mim. Há 35 anos convivo com isso. Com vitórias e com insucesssos.
É que, antes do julgamento, tinha pedido ao pai do acusado que sentasse bem na frente e prestasse atenção ao que diziam os desembargadores, para que saísse daí sabendo porque o filho permaneceria preso ou porque se livraria solto.

Pois quando ia tirando a toga, ví o pai com a cabeça sobre os joelhos, chorando convulsivamente. Não, ele não chorou antes do julgamento, nem durante. Chorou quando a vitória estava assegurada.

O Tribunal estava mudo. Amparei o pai, de uns 50 anos e o fui conduzindo para fora e ele abraçado em mim, cego de tanto chorar. Saímos da sala do Tribunal e, no corredor, fi-lo sentar e uma pressurosa ex aluna, serventuária do Tribunal acorreu trazendo um copo d’água.

E o pai soluçava:
- doutor, me jura que isso não é engano, que concederam a liberade ao meu filho!
Piegas? Novela das oito?
Não, queridos amigos!
O pai, quando se acalmava, só dizia, ” oito meses no meio de ratos e baratas”.
Não sei se o rapaz é culpado ou inocente. Por enquanto é inocente.
Mas quem sofreu oito meses de suplício, mais que ele, foi seu pai.
Ser pai, ser pai!
Graças a Deus agora também os pais - e não só as mães - choram e gemem pelos seus filhos.
Que diacho, também sou gente ! Quando aquele pai me agarrou de novo e me beijou, que diacho, ” flochei”.

Todas as profissões são lindas, todas. A de advogado é assim: quando você se faz veterano, aí é que chora como um principiante.

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Comentário de Loeffler

Pois é meu caro Ruy, se a memória não me trai vez que já se vão mais de 16 anos fora das lides, o prazo determinado no texto legal seria de 83 dias. Isto é que a cidadania ainda que leiga não consegue compreender e muito menos aceitar. Chorar não é uma fraqueza, pois quando um dos meus filhos partiu ao Oriente Eterno chorei e estou chorando depois de ler esta narrativa, pois pai é pai e essa história de que o homem não chora é tertúlia flácida para dormitar bovinos. E dizer que o Papagaio que já foi posto em regime semiaberto e deitou o cabelo e não só uma vez. Falando nele faz poucos dias que pleiteou cumprir o restante de sua pena no Ceará. No meu blog ao comentar a matéria veiculada num determinado jornaleco de nossa Capital, indignado o qualifiquei de f.d.p. Em menos de 24 horas surgiu um comentário de uma senhora dizendo-se inconformada com minha opinião, assim como o havia qualificado. A mesma não se identificou como sua defensora, mas pesquisando o nome dela no Google soube tratar-se de sua defensora. Respondi a ela de forma educada como manda o figurino, pois as mulheres merecem de nós todo o respeito possível já que uma delas nos trouxe ao mundo. Os cães ladram e a caravana segue seu curso.

COMENTÁRIO DO MESTRE ROGOWSKI

Ruy, não é fácil, nunca é! Por mais “quilômetros rodados” que tenhamos nas lides forenses, por mais que tentemos nos proteger emocionalmente enquanto profissionais, a emoção pega. Daí a meu ver a simbologia das vestes talares, a “capa preta” com o povo costuma dizer, para criar um estado de proteção psíquica. Mas a “capa” não consegue ocultar o coração no peito do homem. Como bem disse o mano Loeffler, chorar não é uma fraqueza. Tem que ter muita coragem e é preciso ser macho para chorar ante da dor alheia.

Fraternal Abraço.

Rogowski

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UM ANO DE BLOG

YO SOY YO Y MIS CIRCUNSTANCIAS.

E assim somos todos nós: nós e tudo ” quod circum stat”, o que existe e é importante e que nos cerca.

E eu tenho várias circunstâncias: minha vida familiar, minha vida profissional na Capital, nossa empresa rural familiar, o avanço no escuro e incerto mundo da genética, o estranho , estranhíssimo mundo do interior, para onde quis ir de forma perene, mas não consegui.

É com essas perquirições que me ocupo no meu blog.

Procuro não me ater a assuntos que possam desinteressar ao leque grande de meus amigos, salvo quando tenha uma pitada generalizante.

Tenho postado quase todos os dias.

O que mais gosto de fazer é descrever a vida campeira e, de outro lado, ser didático nas questões jurídicas.

Mas, no fundo no fundo, não sou e nunca serei um morador de estância, nem de cidade do interior, nem de Gramado, nem de Xangri La.
Não posso ficar muito tempo longe do meu escritório no Edifício Tribuno, em P.Alegre, da TV Pampa, dos almoços intermináveis com meus confrades e amigos de décadas.
Estou, pois, docemente condenado a passar na estrada, fazendo 5.000 kms por mês, no mínimo.

Mas essas idas e vindas são minhas ” promenades”,minhas vilegiaturas. E nesse andejar vou mandando notícias.

Agora dia 15.12 me mudo, até início de março,para a frente do mar. E vou relatando.

Obrigado pela companhia e pela força.

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