Arquivo de 30 de Outubro de 2009

FINADOS

Finados

No próximo dia 2 cumpre-nos reverenciar nossos mortos.

É importante esse culto aos antepassados, pois eles, na maioria das vezes, são os responsáveis pela correção de nossas vidas. Nas mais variadas culturas , mesmo nas mais antigas, está presente essa memória dos que nos antecederam.

Gosto muito de visitar cemitérios. Cada povo tem seu jeito peculiar de os construir e organizar. Na cidadezinha de Zeltingen-Rachtig, Alemanha, de onde vieram meus avós, o cemitério é lugar de visitas todo o ano e, inclusive, o que é comum na Europa, há uma enorme parede onde se encontram os nomes dos soldados locais que tombaram nas duas guerras.

Já na minha cidade natal, Santa Cruz, vale a pena um passeio no cemitério, para se ver a quantidade de inscrições em alemão e conhecer a história das famílias germânicas que fizeram o poderio daquela terra.

Também gosto de visitar o campo santo de Santiago, com construções de muito bom gosto, onde repousam homens e mulheres de famílias-tronco daqui. Por igual aprecio muito visitar os cemitérios de campanha, com suas cruzes isoladas, enfrentando sozinhas as invernias, as secas, as geadas, as noites, as tempestades, abrigando aquele campeiro que lá jaz.

Não sou um campeiro propriamente dito, mas nada me impede de tentar ser um. E como tal, quero ter meu último descanso. Pensei bem onde fincar minha cruz. Acabei me resolvendo por um jardim que cultivo há 10 anos, bem na frente da estância. Retirei as pedras, cerquei, plantei árvores, flores, sempre corto a grama, ergui uma parede de pedra-ferro e ali coloquei duas poesias que fiz: uma para Santiago e outra para Unistalda. E é na Unistalda, que tanto adoro, que ficarão minhas cinzas.

Está tudo pronto.

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MOINA FAIRON RECH RIDES AGAIN

Santa Cruz do Sul é um criatório de artes e letras. Sempre foi. Lya Fett Luft é de lá. E Moina também.
Pois a irrequieta Moina aflora toda sua perspicácia em mais um baita livro, gostoso do princípio ao fim:

AVENTURA NA AMAZÕNIA

o LANÇAMENTO SERÁ NA FEIRA DO LIVRO, EM P. ALEGRE, DIA 11 DE NOVEMBRO, 16,30.

E ela me manda um chasque dizendo assim: ” como dá para ver pelo convite, serão 50 minutos de suspense para ver se aparece alguém para pedir autógrafo. Espero que sim.”

Vou dr uma palhinha do livro para vocês:

” E poderia continuar desfiando: em casa, na cozinha, no tanque e no quartel.. Foi assim que dei o grande passo em direção ao futuro: unir minha vida à do homem que eu amava. Aos 19 anos de idade casei-me com um militar! Desse modo, posso afirmar que foi no começo dos anos 50 que sentei praça no Exército Brasileiro. ( ….) ”
Moina, que até então se dedicara às aulas de piano e canto, teve que aprender a viver uma nova realidade, na qual viveu peripécias que…
Paro por aqui…..Vocês imaginam como ela foi parar na Amazônia? Isso nos anos 50?

O livro? Comprem na Feira. É bom, bonito e barato.

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