Não sei porque me lembrei hoje dessa musiquinha capira.
Atrasei meu retorno à Capital por ter ido a São francisco de Assis entregar dois touros Angus ao meu cliente Gilberto Hünning que, além de dono da Rodosinos ,é fazendeiro. Vim dirigindo meu caminhão pela estrada de chão e, ao cruzar por um açude , me encantei vendo um monte de marrequinhas, ainda filhotes, naquele mar verde que é a nossa Campanha.
Segundos antes de as ver, fazia meus cálculos sobre a hora em que ia chegar de volta, estacionar o Cargo no galpão, tomar um banho, pegar minha Kyron e sair zunindo para P. Alegre.
As marrequinhas nadavam e nadavam como se o centro do Universo fosse aquele açude. Nenhuma preocupação.
Pensei: tenho que estar às onze da manhã de amanhã em P. Alegre. Muito simples, acordo às 4 e às dez lá estarei, sem correrias.
Fiquei pelo menos 30 minutos contemplando as marrequinhas. Mas como os colegas caminhoneiros que iam passando paravam e perguntavam se eu tinha quebrado o caminhão ou se precisava de algo, resolvi seguir em frente.
Neste momento, 3 da tarde, estou sob uma frondosa figueira, na sede de nossa estância, com meu notebook e seu vivo Zap no colo, postando esta matéria, sob o olhar atento da cuscada.Esta é a hora em que a ressolana impõe o silêncio total nos campos. No máximo o alarme de alguma galinha. Até os pássaros sesteiam. Como aqui por cima não passa nem avião, só ” satélico”, a gente fica meio com medo de ir para a capital. O silêncio e a paz viciam.
Vou amanhã. Depois vou ao Rio de Janeiro com uma equipe da Ajuris participar de um torneio na Barra da Tijuca.
Vou ou não vou de bombacha e alpargatas? Será que serei vaiado ?
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