Não , caro leitor. Não me subestime. Eu tenho uns 400 leitores por dia. Mas meus 400 tem bala na agulha, meus 400 são formadores de opinião. Meu blog não é chacachaca. É como sempre digo: num programa de TV ou rádio não adianta ter uma quaquilhão de idiotas te sintonizando se tu mesmo és um idiota.
Tá. Dada essa aplainada, para vocês verem com quem estão falando , vamos aos fatos.
Há horas venho batendo na mídia chapa branca, babaca, feita por gente que nunca sai dos estúdios, que tudo o que sabe é pela internet e vive crocitando repetições. São sempre os mesmos que eles ouvem. E dê-lhe:
- essa foi a maior expointer do século!
- euforia entre os fazendeiros!!
E eu batendo nessa gentalha mistificadora.
Finalmente ZH, no Caderno DINHEIRO , EDIÇÃO DE AMANHÃ, cai de joelhos, no meio da bosta de vacas, mas ao menos arrependida e reconciliada com a verdade, para dizer:
O BRETE GAÚCHO!!!!
Resumo da comédia, de chorar: o setor primário está pelas caronas, temos no governo quem só se defende de crescentes acusações, não sabe nada de nossa realidade e a base do governo já sabe que agora não dá mais para iludir nem os colas finas da cidade. O campo vai mal. Há horas ia mal, mas alguns produtores, com medo do Tarso Genro, iam dizendo que ia tudo bem. Sim, porque o MST sozinho já não bastava como inimigo.
Que Estado o nosso em que só se faz de conta: são Feiras maquiadas, números duvidosos e um monopólio brutal de abates se abate sobre nós.
Bueno. ZH acordou. Menos mal, espero que prossiga dizendo a verdade.
O campo está falido e espero que ao menos tenhamos opções para as próximas eleições.
17 de Outubro de 2009 às 21:09
Ruy Gessinger
Como, por exemplo, sua atividade lucrativa ser socialmente justa e ambientalmente correta. Não tem volta, não adianta espernear.
E que bom que assim seja. Há exageros? Pode ser.
Posso até me incomodar com o que vou dizer ( me incomodar com alguns amigos ultra conservadores).
Se para você tocar seu negócio, sua quitanda, sua borracharia, sua fazendola, vai precisar que seus filhos menores faltem à escola, feche e vá trabalhar de empregado. Mas não há emprego. Bueno, aí é tudo com Iemanjá, ou Jesus ou Deus, ou Jeová.
Se lá no seu sítio ou na fazendola ou na fazendona, você não conseguir dar botas de borracha ou calçados adequados para a lida, se não conseguir arrumar um quarto para o peão dormir em que não haja frinchas por onde entra o vento gelado, pare e arrende para outro.
Penso nos meus tempos primevos de faculdade e me lembro das tais sociedades em comandita e não sei o que mais. Acho que, pela dureza do trabalho na lavoura e no campo, não nos escapamos de um modelo de participação integrada de gestão e de resultados. Não nos escapamos de abrir para os empregados a conta de ingressos e despesas.
Na Europa já de há muito o patrão tem que avisar com muita antecedência a seus empregados o surgimento de sinais de crise no negócio.
- olhem aqui, a coisa está indo mal e talvez daqui a um ano teremos que dispensar alguns…
Mas ainda há muita gente que vê seus colaboradores como meros burros de carga.
Um jovem me contou que num escritório onde foi iniciar sua profissão o ” dono” lhe disse que, se concordasse em trabalhar durante os fins de semana para ultimar um projeto, dar-lhe-ia uma boa gratificação. Terminado o trabalho, o jovem foi ter com o ” patrão” que lhe disse:
- não vai dar, doutor, eu tenho que comprar um carro para o meu neto.
E agora?
E tem mais. Quem trabalha certo tem mais custos. Quem trabalha ” errado” tem mais ” competitividade”.
Mesmo assim, acho que vale a pena uma empresa em que haja efetiva harmonia e participação dos funcionários nos próprios rumos da atividade.
Vou resumir a comédia: isso de você ganhar montões de dinheiro sozinho terminou.
Isso de você cortar árvores a seu bel prazer sob o argumento que é dono e pronto, isso acabou.
às 08:08
Ruy Gessinger