Meu querido amigo dr. Cleo Balbinot me remete a matéria.
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Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI
(Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula
da sua informação.
Detalhes Adicionais:
SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE
QUATRO À SUA PROCURA.
* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois
de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…
7 de Outubro de 2009 às 18:27
Ruy Gessinger
Respondo: depende.
Isso me lembra de uma brincadeira que meu avô fazia. Contava que três irmãozinhos discutiam e o primeiro foi se queixar para o avô que respondeu:
- Du hasst Recht ( tu tens razão).
Veio o segundo, que contrariou o que o primeiro dissera:
- Du hasst Recht, respondeu o avô.
Ao que o terceiro se indignou: ” mas como, vô, tu disseste que um tem razão e depois que o outro também tem.
- Du hasst auch Recht ( tu também tens razão), respondeu calmamente o Grossvater.
Resumo da ópera: as coisas vão mal e vão bem.
Para quem não toma um ônibus, não sabe o que é esperar numa parada, com chuva e vento, está dentro de uma Mercedes do ano, até que vai tudo bem.
Para quem tem um filho numa faculdade particular, que custa os tubos e ainda não há perspectivas no mercado, tudo vai mal.
É aí que quero chegar.
Há milhares de pessoas que não têm acesso aos carguinhos públicos sem concurso. A única saída para esses e suas famílias, é o estudo, a formação.
Mas como, se há poucas vagas no rede pública de universidades?
O grande lance do Brasil seria abrir e abrir universidades públicas, adequadas à cada região, para que todos pudessem estudar. Torço o nariz para a terceirização sob forma de bolsas de faculdades particulares, pois o ensino não se compadece com o mercantilismo. O professor tem de ser bem remunerado e tem que ter plano de carreira.
Escuto alguns comunicadores chapas brancas soltarem pitacos sobre assuntos que não conhecem. Pudera: como vão conhecer alguma coisa se passam dentro dos jornais e das rádios e não andam por aí, pelas estradas, pelas ruas, em contato com o povo? Quase tudo o que sabem é pela internet ou por jornais.
Querem um exemplo: ” sampam-lhe o pau” no Lula. Mas nem sabem que quando Fernando Henrique entregou o governo, a BR 287 que liga São Borja a Santa Maria não existia mais; olvidam-se que a BR 290 era só buraco. Como não viajam de carro, nem sabem disso.
E essas novas escolas técnicas e faculdades públicas que vão sendo abertas: pouca repercussão. Por que?
Leio nos jornais notícias eufóricas sobre algumas feiras. Pois é: nessas eu não fui. Nas que eu compareci é uma choradeira só. Deve ser azar meu.
A ovinocultura no RGS está indo para o fim. E ninguém diz nada.
Então digo eu: faltam políticas públicas para o setor. Não basta os bancos darem empréstimos. É preciso organizar a cadeia produtiva e proteger os nossos produtores. Isso implica onerar as importações de ovinos abatidos do Uruguay que chegam aqui a preço vil.
E isso ninguém está fazendo.
É isso o famoso Estado mínimo? É assim o tal livre mercado?
às 18:02
Ruy Gessinger