Arquivo de Setembro de 2009

RS: SERÁ TÃO GRANDE ASSIM A PENÚRIA?

É de dar dó o trecho da rs 287 entre Paraíso do Sul e Santa Maria. Buracos e mais buracos, o asfalto todo se esfacelando. Um caminhãozinho velho do Daer, com obreiros de carrinho de mão, atirando com pás algum asfalto quente para tapar os buracos. Que desolação.

Corta para a agora BR 287, estrada federal. Máquinas de grande porte, gente uniformizada, colocando asfalto novo em toda a estrada. Mesma coisa na federal que vai de Santa Maria a BR 290, obras e obras.

O Tarso foi inaugurar uma Universidade Federal em Caçapava do Sul. Quero relembrar que eu só me formei em Direito por que passei no vestibular da UFRGS. A Universidade pública é que me propiciou minha realização. E não entrei por quota nenhuma. Entrei porque estudei, e muito. É a União investindo no ensino público. E nossa Uergs?

É claro que o Governo Estadual fica acenando com o tal do déficit zero, que, ao fim e ao cabo, é muito pouco, como projeto. Mas também creio ser verdade que não faz mais porque não tem dinheiro.
Talvez o RGS seja o único Estado da Federação sem boas relações com o Planalto, sem embargo dos ministros gaúchos, mas que não podem nada fazer, já que nossa Chefe do Executivo se emburrou com o Lula.

Mesmo assim, a União vai tocando suas obras.
Pergunto-me: considerando essa má repartição do bolo arrecadado, ainda existe Federação? Acho que, de fato, de há muito tempo , não.

Os Estados não podem nada.

E é por isso que fiquei melancólico ao ver esse pobre caminhãozinho velho carregando piche para fazer uma matação nos buraquinhos da rs 287. Que miséria. O Nordeste que já foi pobre, hoje é aqui.
Mas, perguntar não ofende: não teria sido mais prático a Governadora ter tido melhores relações com a União?

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EU NÃO DISSE ?

Michel Temer, professor de Constitucional, hábil, disse:
- o projeto de barrar os ” fichas sujas” não vai passar. Ao menos temos que ter o referendo de um colegiado, um Tribunal Superior. Não basta a condenação do juiz singular.

Ok. Agora você , leitor não assíduo, role para baixo minhas postagens. Vai ver que o mundo político não confia nos juízes de 1. grau. O que são juizes de 1. grau? São os caras que, em sua pequena ou média cidade, ou mesmo cidades meio superlativas nos seus autolaudatórios epítetos, julgam aí na paróquia.

Por que não confiam?

a) poque não são justos? porque imaturos?
b) porque querem romper os grilhões do coronelismo?
c) ou porque, por seu modo doce vida e seu comportamento, não têm nada a ver com a comunidade?
d) outros.
Cartas para São Tomé: céu, superquadra 00001.

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CURTAS & GROSSAS

* CONSTERNAÇÃO ENTRE JUIZES E SERVIDORES

Pois é. Pela reação do presidente da Ajuris, meu amigo Marchionatti, de quem fui professor na Escola da Magistratura, vejo que a decepção é grande.

Deixa eu dizer uma coisa de novo: eu fui advogado, depois juiz e depois advogado de novo.
Quando a gente está convicto da justeza do direito, dói, mas dói demais, quando o negam . Que dirá quado é o nosso próprio . É bom para os senhores juízes e desembargadores da ativa verem como é braba a coisa. O Conselho Nacional de Justiça negou o recurso do TJ quanto à liminar respeitante a algumas vantagens ( URV). Desolação, desolação. Conjecturas, conjecturas.

E quando saímos solitários do Tribunal, sem ter o que explicar ao cliente…? Eu acho pior não ter EU meus direitos reconhecidos. Explicar o que para o nosso cliente?

Então vamos todos aprender com o episódio. Meus 17 leitores, todos inteligentes, sabem do que estou falando.

* A PROFESSORA DE VIAMÃO É MINHA HEROÍNA

Que mulher fantástica. Mandou aquele pivete apagar as pichações e se garantiu. Ganhou a adoração das pessoas de bem!! Sou a favor de que todos nós, advogados, nos coloquemos à disposição dos professores e das professoras, para os defendermos gratuitamente se por acaso derem uma dura nesses pilantras, filhos de pais chinelões e omissos, gente bagaceira, que não respeita ninguém e ainda vai incomodar, pela impunidade. Quando eu falo em chinelões não falo em pobres, pois esses são dignos. Falo na rafuagem que se acha!

* LIMITES

Também acho que todos nós, cidadãos de bem, devemos usar do instituto do Exercício Regular de um Direito, para abortar abusos de gente mal educada, nem que tenhamos que chegar à beira da força. Estabeleçamos limites. O Estado não pode fazer tudo por nós!!

Me alegro toda vez que me lembro de ter acabado no grito com uma festa barulhenta na praia, com muitas cositas proibidas e muitas enfumaçadas, só no peito e na coragem. Enfentei os filhinhos nefastos de papai na madrugada e eles não tiveram, mesmo em turma, coragem de avançar. Era 4 da manhã e ninguém conseguia dormir. Enfrentei os bagaceiras montado na égua fogosa da razão.
Vamos acabar com a passividade. Vamos parar de nos comportar como bois que vão para o matadouro.

* SINAL VERMELHO.

Será só impressão minha? Aumentam os mendigos e moradores de rua em P. Alegre, dia a dia. Talvez a violência tenha diminuído, mas no centro aumenta o número de miseráveis. Ou não?

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MAILS, SUGESTÕES, CRÍTICAS ( atualizados)

* A pecuarista e odontóloga Martha Marchiori me diz que continue escrevendo sobre as coisas rurais e que não pare de postar nem nas viagens. Fechado, amiga!

* A Secretária da Cultura Mônica Leal agrega que, em conversas pelo interior do Estado com líderes e com pessoas que se aproximam dela, causa surpresa nos seus interlocutores ao falar com desenvoltura sobre Pecuária. E me agradece. Diz que a fonte é meu blog. Menas, Mônica, menas..

* Furiosa, uma senhora cujo nome não declinarei, vocifera contra minhas postagens, achando um absurdo um homem que se diz culto ( senhora, eu não me digo culto, eu sou culto), proclamar que um simples mortal não formado em Direito pode avaliar a verossimilhança duma prova. Ora , ora, madama, nem por eu não ser médico, posso avaliar que se eu engolir cacos de vidor posso me dar mal; nem por não ser engenheiro, posso notar se uma parede está torta ou não.

* Nivia Andres e Felipe Tusi reclamando mais mails da Ruth Lanth D’ Slumbratta.

* Ruth, a seu turno, querendo que eu transforme meu blog em noticiários de potins sociais. Sem essa , né coleguinha dos tempos do Julinho e do Crazy Rabbit.

* Minhas viúvas do programa Pampa Grande do Sul querendo que eu volte ao microfone. Não tem proposta: ando muito ocupado tocando violino, relendo Adorno e os menos votados da Escola de Frankfurt e jogando tênis.

* Empresários e dirigentes de estatais me oferecendo publicidade e banners, ” deusde” que eu pare de ser tão incomodativo e flertando, de maneira obcena com as esquerdas . É mais fácil eu pagar vocês para não me aborrecerem. Além do que eu tenho algo que vocês não podem comprar: o dom de distinguir um do de um sol, um mi e de um fa, um la de um re.

* Amigos querendo que eu publique fotos no meu blog. Ora, meus queridos: não há blog mais clean do que o meu, ao menos deixa eu ser mais nalguma coisa.

Vou parar por aqui porque tenho que colocar em altíssimo volume ” Die Zauberflöte”, enquanto o edifício inteiro vai ouvir a novela. Arre égua, que país estranho: um enredo que poderia ser resumido em 30 minutos, leva 6 meses … E tem quem goste.

* Honduras.

Eheu Commilitones quer que o Brasil mande uns Hércules para Tegucigalpa e dê um pau nesses cucarachas, a exemplo do que fazem os EUA com os do Irak, Afganistão e adjacências. E Israel que passa soltando bombinhas na Cisjordania e vai soltar no Iran. E o Iran que quer soltar nos outros. E o Egito que quis e mataram os aviões dele no solo.

Columbus Pax Pacis diz que o Brasil se meteu numa encrenca pois se envolveu num ” namoro perigoso” com o chapeludo deposto e agora , como não tem prática de dar pau, os hondurenhos estão acuando que nem ” fókis” de apartamento.

E eu faço como aquela professora que não sabia nada, mas por ser namorada de um figurão assumiu uma cátedra: ” si tacuisses philosophus mansisses”. Ou seja, como diz o Lula, ela passava sorrindo o sorriso de Mona Lisa.

Mas usarei uma expressão consagrada no meio gaúcho: se sacares a arma é para atirar.

Os irmãos Yankees já terminaram o namoro com o Braziuuuuu.

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TROPEANDO - ( por Fernando Adauto)

Nos tempos de guri, nas férias escolares, várias tropeadas
o tio Nemo nos proporcionou entre os campos do Sobrado,
em Lavras do Sul, e a Guajuvira, em São Gabriel,
hoje Santa Margarida do Sul. Os dois ou três dias de tropa,
conforme o gado ou o tempo, foram muito educativos.

Um velho campeiro sempre acompanhava a gurizada barulhenta
e impulsiva – quase sempre o Silvio ou o Gringo,
antigos e experientes tropeiros. Um aprendizado simples
que se aprendeu fazendo. O espeto se crava no chão do
lado do vento, a carne não pega fumaça, nem sapeca
com a labareda, e as brasas não queimam o espeto.
Dormindo nos arreios ao relento tem que virar a cabeça
para o lado do vento “pra não melar”. Algum animal
extraviado da tropa tem que vir com uma ponta de gado,
“solito”, ou no laço se “acalambra”. O arreador poupa
a boca do cavalo e um fiador alivia a culatra da tropa.

Um cavalo de tiro, a cabresto, se estropia mais que
encilhado. Com chuva guasqueada se vira a gola do
poncho para o outro lado. Somente com sinuelo se cruza
ponte, e muitas outras coisas foram aprendidas sem
se dar conta, dentro de princípios imutáveis de homens
simples que passaram uma vida a cavalo, lidando com o
gado e enfrentando o tempo. Muitas histórias rendiam
as tropeadas. As empulhações, os cagaços recebidos e
as maturrangagens serviam à troça do galpão, predominando
sobre as boas ações nas rodas de mate. Todos apreendiam
a se cuidar; a flauta era certa.

No final de uma tropeada, na Guajuvira, churrasqueando,
encontramos um pitoresco personagem da região, o
seu Chico Verão. Negro miúdo, magrinho, avançado em
anos, com os olhos sempre sorrindo, irradiava simpatia e
atraia a atenção de todos. Era o rezador dos velórios da
redondeza, não tinha nenhum dente e, segundo Bernardo,
o capataz, as rezas eram mais sopradas que faladas. Terminado
o churrasco, lembrei que na mala de garupa tinha
uns atados de rapadura e pensei no seu Chico sem dente se
lambuzando, chupando rapadura. Com a cumplicidade do
tio Nemo e do Jacques, trouxe as rapaduras enroladas em
palha em atados de três ou quatro. Todos aceitaram. Seu
Chico Verão, bem na minha frente, tirou a palha da rapadura,
tirou a faca e, como quem desfia fumo em rama, com
a maior naturalidade desfiava a rapadura, fazia um montinho
na concha da mão e certeiramente atirava para a
boca. Sem baba, brilhando os olhos com a inesperada doçura.
Meu tio e os outros companheiros, cientes da minha
picardia, riam muito do meu desapontamento. O velho faceiro
também ria sem entender.

A forma de comer uma rapadura-puxa, melada e, como
diz o nome, muito dura, foi a derradeira lição desta tropeada.
Um dos maiores inimigos do homem é uma previsão
equivocada. Achar que os outros vão fazer o que a gente
faz ou sabe fazer é um erro que às vezes custa muito caro.
O velho, na brevidade de um churrasco, nos deu uma aula
de vida. Feliz, sorridente, satisfeito com o que fazia, sentia-
se útil. Inteligente, com liderança, conseguia a atenção
de todos, e nem com os dentes se importava.

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CRISE: O MUNDO RETÓRICO E O MUNDO DA CONCRETUDE

Contam que um campônio, do interior, foi, por vez primeira, visitar um zoológico. Ao ver uma girafa, deu de ombros murmurando: ” esse bicho não existe”.

E assim é para muitos no que respeita à crise: esse bicho não existe. Afinal, tenho cartão corporativo, não pago minhas passagens de avião, durmo em cálidos apartamentos, tenho empregados para meus interesses próprios, pagos com dinheiro público….

Na Expointer que eu ví ( sim, há Expointers eufóricas que outros viram, eu não), tirando os cavalos ( esse é um mundinho meio diferente), os negócios com animais foram fracos. No remate de ovinos Ideal, por exemplo, não foi vendido um exemplar sequer. Aquele show que sempre era o Ile, parecia um baile da Ilha Fiscal. Arquibancadas vazias, poucos compradores.

Agora já soube de gente que andou comprando touros para pagar em janeiro, procurando renegociar ou devolver, indo só para a terminação e parando com cria e recria.

Estivemos três dias a fio na Feira de Bossoroca, terra de dinheiro. Poucas, pouquíssimas vendas. A chuva não explica: quem precisa de um reprodutor vai comprar, com ou sem chuva.

Negócios envolvendo campo, quase parados.
O preço do boi vivo está em 2,50 o kg, quando, no ano passado já esteve a rs. 3,00. E mesmo a rs. 2,50 a demanda é pouca.

Não sei como andam as coisas na indústria e no entretenimento.
Sinto, no RGS, não mais um clima de vibração. Existe apreensão geral.

Está na hora de eu próprio dar uma saída para não me contaminar demais pelo pessimismo. Em outubro me mando. Já comprei as passagens.

Para finalizar: a mídia dá ênfase aos estragos causados pela chuva. Também me compadeço. A concretude, todavia, de que ela , em certos lugares, foi benfazeja, repondo os volumes nas represas e açudes e reabastecendo mananciais, é como a girafa: esse bicho não existe.

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PERCORRENDO OS BLOGS E OS SITES

Francamente, as pessoas estão rodopiando em torno do próprio quarto de dormir. É a verdadeira viagem de 90 dias em torno do seu dormitório.

Nada de novo, perquirições a respeito dessas velhas raposas políticas que não diferem entre si em nada. A maioria em busca do poder para pagar os apoios, que cansaço!

O Brasil é o país mais permissivo do mundo, vale tudo e não vale nada. E o RGS se tornou amorfo: pessoas repetindo chavões ” mas não tá provado nada”.. e, de outro lado, ” O PT é aquele do mensalão”. Que enfado. Lideranças bolorentas e esgotadas.

Nas feiras, no mundo dos negócios, está todo o mundo querendo sobreviver, pagar os empregados, solver dívidas, ser competente. E, mandando uma grande figa para a politicagem e, também, para essa coisa alienada que é o futebol.

Voltarei a frequentar estádios quando o mau caratismo entre os colegas de profissão, que simulam faltas e só repassam imagens negativas, desapareçam. Mas, como o futebol é sinônimo de negaça, malemolência, malandragem, engodo, ” marias-chuteiras”, correntões, carrões, veadagens e muchas otras cositas más, eu fora….

E nos buraquinhos da vida , nada de planos verossímeis, apenas revanchismos e ataques pessoais. Fico na minha.

O interior do país é muito ingênuo, as pessoas muito crédulas. Sempre foi assim. Sempre será, para gáudio dos suseranos das paróquias. Essas mesmas paróquias que se jactam de estar crescendo populacionalmente. Esses mesmos lugares que , sujeitando-se a risotas, se ungem com epítetos os mais desencontrados. E seus líderes atrolhando, a cada 2a. feira, as imediações da Praça da Matriz com os carros oficiais.

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ISOLADO DO MUNDO CONSTATO A RESSUREIÇÃO DA NATUREZA

Que me perdoem os psiquiatras e terapeutas, mas ouso dizer que nao há nada tão cicatrizante de feridas na alma( não as tenho, só algumas equimoses) do que se desligar do noticiário e das aves de mau agouro e ficar isolado na pampa.

Voltei de Bossoroca sábado à noitinha, para dormir na estância.
Preparamos um arroz com charque de ovelha, uma pimentinha ardida, vela acesa sobre a mesa, luzes, TV e rádio desligados. Um honesto Cabernet Sauvignon Finca Flichman argentino.

De madrugada houve de tudio: vento, chuva, raios, trovões, granizo. Amanheceu chovendo forte. Saímos a cavalo para revisar as vacas chegadas a dar cria, já amojando. Com todo esse estropício, apenas uma novilha abortou.

Montado em meu cavalo, protegido poir minhas botas ” Pampero” uruguaias, mais o Campomar e meu chapéu Maidana, fiquei respirando o perfume enlouquecido, frenético, alucinógeno das flores silvestres que impregnam-me com essências que só o rei Salomão, pelado com uma bem amada sua no leito de amor , poderia sentir.

Ao me aproximar de arbustos, dezenas de jacus afastando-se cautelosamente, mas sem alçarem voo.. A água corre livre pelos campos, límpida , límpida, em busca de sangas e açudes. Os campos verdejando, esquecendo o funéreo amarelo da estiagem.

Ovinos e bovinos recobram seu peso, as fêmeas vão entrando no cio, para o ancestral bailado do sexo, que garantirá a continuidade da vida e, portanto, da esperança.

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BOSSOROCA: COMEÇAMOS BEM

O jornalista Rafael Nemitz ( jornal Pampa Regional e blog) já repercute nossos estragos.

Pecuária Gessinger é destaque na BOEXPA

Final de tarde de sexta-feira e recebo notícias lá de Bossoroca. A Pecuária Gessinger, do Ruy, Maristela e Rudolf já é destaque naquela querência. Uma borrega Ile de France foi premiada como melhor ovino da feira - a BOEXPA (Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Bossoroca), que este ano chega a sua 41ª edição. A exposição teve início hoje e prossegue até domingo, dia 27.
Postado por Rafael Nemitz às 18:34 0 comentários

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ME VOU PARA BOSSOROCA

Para ti, minha leitora de apartamento, moradora da Padre Chagas. explico que Bossoroca fica perto de São Luiz Gonzaga, na região das Missões. Também perto da internacionalmente conhecida Unistalda e de Itacurubi e Santiago.

Eta lugar de gente bacana. Na entrada da cidade uma estátua muito linda de Noel Guarany. Levei meus ovinos Ile de France e Ideal ( reprodutores) para vender e assim ter algum pila para pagar minhas Freixenets Cordón Negro Brut e o Romané Conty de cada dia. ( Brincadeirinha ,né Receita Federal…)

O que me encanta é que a Feira de lá é sem frescuras, as firmas expositoras tem suas barracas onde o churrasco é assado nas 24 horas, todo mundo é amigo e o foco é nos negócios. Não se paga entrada e não tem nada de pulseirinha.

Os animais são vendidos nos bretes e eu já fiz cada brique lá que vocês nem acreditam.
Já recebí em pagamento milho, soja e até vaca magra.

Um dia se aproximou de mim um senhor bem gaúcho , parecido com o Olivio Dutra ( que é de lá)e disse que queria comprar três carneiros. Dei-lhe o preço e oferecí prazo. E ele: ” prazo não quero, por que tenho que dormir tranquilo de noite; quero um descontinho”. Pronto: feito o brique e ainda levei os bichos na estância dele.

Vou dormir no meu caminhão, que está devidamente enlonado , respirando o delicioso cheirinho de lã de ovelha. Detalhe estranho: costumo dormir , nessas circunstâncias, vestido. Só descalço as botas e puxo para cima de mim meu inseparável Campomar carnal vermelho.

Fui, estou levando meu violino para, acompanhado da harpa do vice-prefeito de S. L Gonzaga, Mário Meira, tocar KM 11, Merceditas. Asunción e outras mais.

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