ELA NEGOU O AFASTAMENTO DELA
Olá, professor. Lembra-se de mim. Até lhe disse que meu pai me deu esse nome por causa de uma menina que usava maiô Catilina, ou será que era um cara que esbravejava contra o tal do Catilina.
Mas é o seguinte.
Achei legal a autoridade lá de S. Maria não deferir o afastamento. Seria meio desproporcional, né?
Agora ela vai mandar que o pessoal responda aos termos da ação e, quando ela, a autoridade, der pela plausibilidade, mandando prosseguir, todo mundo dirá: realmente, ela é ponderada.
Enquanto isso segue a guerra de Propaganda, no melhor estilo do Himmler, ou Goebbels, não sei bem quem era, mas tem mais é que perturbar o povo, com muita informação e, principalmente, dar lavagem para engordar os blogs chapas brancas, vermelhas, amarelas, bem como mídias impressas e radiofônicas, engajadas para serem livres..
Professor, minha filha de 13 anos me disse que quer ir embora para Praia do Rosa, deixar crescer os pelos axilares e pubianos, não se depilar mais, vender sanduiche natural, puxar um baseado e ser feliz longe deste Rio Grande pirado.
Quêquye o senhor acha?
10 de Agosto de 2009 às 21:32
Ruy Gessinger
Colei grau no dia 17 de dezembro de l969 pela egrégia Faculdade de Direito da UFRGS.
No mesmo dia, por insistência de meu pai, exonerei-me de um cargo público que ocupava por concurso, no qual fui classificado em 1. lugar. Não é falsa modéstia: isso é como ter escrito um livro ou coisa assim, faz parte do meu patrimônio, vale mais que dinheiro.
Inscrevi-me na OAB, tendo minha carteira o n. 5275.
Atuei durante dois anos na advocacia, até que me submetí ao concurso para Juiz de Direito.
Quero proclamar que por onde passei, trabalhei de portas abertas. Recebia os advogados a qualquer hora . Talvez hoje isso não seja mais possível, não sei.
Fui sendo promovido até atingir o cargo de Desembargador.
Minhas sentenças sempre foram concisas, o que fazia com que alguns, muito poucos, dissessem que isso era falta de preparo . Eu redarguia que a concisão é virtude só possível a quem compreendeu bem o processo, quem o leu, quem o entendeu bem.
No Tribunal eu mesmo redigia os meus votos. Ao receber o projeto de voto do colega relator, tanto sendo eu revisor ou vogal, dizia: olha, eu princípio eu concordo, mas se algo me impressionar nos memoriais que virão ou na sustentação, vou divergir ou pedir vista.
Não quero fazer demagogia, mas querem saber? Eu adorava ouvir as sustentações orais. Ficava todo o tempo olhando para o advogado e anotando os pontos de sua argumentação. Mesmo trazendo o voto escrito, apreciava e comentava aquilo que havia sido trazido na tribuna.
Mas eram outros tempos, é provável que hoje não seja mais possível.
Mas a vida do advogado ficou muito mais dura. Muito mais. São distâncias, filas, atrasos, demoras.
A vida brasileira ficou muito cheia de litígios e o sistema processual e judicial, sem embargo da tenacidade e até boa vontade dos operadores, não mais responde à demanda.
Mas quem ouve as queixas, quem sofre junto com os desvalidos… é o advogado!
Em todo o caso, um fraterno abraço a todos os colegas! Vamos continuar na luta!
às 18:28
Ruy Gessinger