PECUÁRIA EM CRISE; E VAI PIORAR. E VAI ARDER EM TODOS !!
O ruralista dr. Fernando Gonçalves, após palestra que mantive com ele, mandou-me material para comprovar que Uruguai e RGS estão vivendo uma terrível crise na Pecuária.
E os bonecos e as barbies dos gabinetes atapetados, tanto do Governo Estadual, como Federal, não sabem de nada.
Vejam, o que ocorre em Alegrete. Note-se que as chuvas foram por demais tardias e não revertem o quadro.
STATUS DE EMERGÊNCIA DO MUNICÍPIO DE ALEGRETE
A chuva não chega e os prejuízos aumentam, em muitos casos chegará tarde, como é o caso da pecuária de corte. Com este cenário de seca em algumas regiões alcançam perdas de 100% nas pastagens naturais (nativas) e pastagens implantadas. Os reservatórios de águas (açudes) que ainda tem água, devido o acesso dos animais dentro destes fica impossibilitado dos animais beberem desta água.
O município de Alegrete produz em torno de 110.000 terneiros por ano, com uma estimativa de perda em torno de 30% de prenhes, estima-se em torno de 33.000 terneiros a menos que irá nascer na primavera com um peso médio de desmame de 150 Kg/cabeça a um preço médio entre machos e fêmeas de R$ 2,50 por/kg de peso vivo, deixará de circular R$12.375.000,00.
Já os terneiros que irão nascer na primavera com a deficiência de pastos nesta época os ventres dificilmente em pastos nativos irão se recuperar para o inverno, produzindo assim terneiros menores e consequentemente mais leves. Em um ano normal a média seria em torno de 150 Kg, devido a estiagem estima-se uma perda em torno de 25% no peso ao desmame ficando em torno de 112,5 Kg por/terneiro com previsão de 77.000 terneiros produzidos e ao mesmo preço anterior por Kg, o prejuízo ficará em torno de R$ 7.218.750,00 a menos produzido.
Os prejuízos não param, com a escassez de pasto os animais estão chegando ao abate mais leves, Alegrete nestes dois meses, dezembro e janeiro em anos normais abate em torno de 12.500 cabeças já com a seca ouve uma diminuição em torno de 43%. Com isso deixou de circular R$ 6.439.680,00.
Estes animais que deixaram de ser vendidos neste período ficará para serem terminados em pastagens de inverno, que com a estiagem de outono não nasceram, e o que germinou com a pouca chuva de março e alguma baixa na temperatura morreu com o excesso de calor e falta de umidade na terra. Sobrando para serem terminados nas pastagens de primavera/verão onde certamente proporcionará um aumento de oferta consequentemente menor preço.
Com o resultado teste de avaliação da prenhes já efetuado se confirmou as perdas antes previstas, com o agrave que, os animais de teste negativo para prenhes seriam vendidos para abate, devido a estiagem de verão e agora de outono, estes animais não estão prontos.
Com estas estimativas temos já contabilizados uma perda em torno de R$ 26.033.430,00.
Temos também os prejuízos por mortes de animas que certamente é grande, mas não contabilizados até o momento, e com a estiagem de outono as pastagens não terão tempo para se recuperar para o inverno certamente provocando perdas de animais.
Outro prejuízos que não foram contabilizados foi a perda de estoque que certamente no fechar do ano foi significativamente menor.
Com este cenário o produtor principalmente da metade sul do estado onde está 80% da bovinocultura de corte do estado é a região que foi e está sendo a mais prejudicada com a estiagem, produtor este que para saldar suas dividas com perdas em Kg por animal calculadas anteriormente deverá vender mais animais para cobrir suas despesas, como custeios e empréstimos contratados no ano anterior que deverão ser pagos este ano com as previsões de menor produtividade.
Nada mais justo que buscar uma flexibilização nos recursos contratados para pecuária no ano de 2008 com vencimentos em 2009. Além de liberar linhas de créditos para aquisição de complementos alimentares (rações e minerais) para amenizar perdas momentâneas e futuras.
A Argentina busca incentivos que auxiliem os produtores a passar pela crise que a estiagem provoca, como adiamento de impostos e outros.
O Uruguai o governo auxilia os produtores com subsídios na aquisição de insumos para atenuar as perdas pela estiagem.
Pedro Pires Pifero ( Sind. Rural de Alegrete)
Agora vejamos o que ocorre no Uruguay
Tasa de preñez es de 59% y puede haber unos 800 mil terneros menos
La tasa de preñez del rodeo vacuno es de 59%, de acuerdo al Taller de evaluación de los diagnósticos de gestación vacuna, organizado por el INIA Treinta y Tres, que se llevó a cabo el martes en la mencionada institución. El dato confirma el fuerte efecto de la sequía de primavera y verano sobre el rodeo de cría. Desde 2003, que se realiza este diagnóstico, siempre se había estado de 70% arriba. Graciela Quintans, la coordinadora del taller, comentó a FAXCARNE que el trabajo se hizo sobre una muestra de 206.794 vacas, unas 60 mil menos que en años anteriores, debido a que no participaron veterinarios de Cerro Largo y a que la decisión de muchos productores de extender el entore llevó a que hubiera una reducción en el número de tactos.
En términos históricos la diferencia entre la tasa de preñez y la de destete es de entre 10% y 13%, por lo que los terneros destetados podrían ser entre 46% y 49% de las vacas entoradas en la pasada primavera. Quintans dijo que ese número puede variar en función de la cantidad de terneros que nazcan en el otoño, que estarán vivos cuando se contabilice el próximo DICOSE.
A mediados de 2008 el rodeo de cría era de 4,15 millones de vacas, por lo que se producirán en el entorno de los 2 millones de terneros, unos 800 mil menos que en el destete de 2008.
Fuente: FAXCARNE
Adicionar comentário 8 de Julho de 2009 às 12:09 Ruy Gessinger