RECORRENTES CASOS DE DEPRESSÃO EM REGIÃO DE CAMPANHA
No começo custava a crer que alguém, em plena campanha, na região pastoril, pudesse sofrer de depressão.
Como assim, pensava eu? Uma pessoa envolta pelos pássros, a natureza, o céu estrelado, poderia se deprimir?
Pois pouco a pouco vou tomando pé da coisa. Centenas de pessoas da região da Campanha não tem outra solução a não ser migrar para Caxias e Bento, em busca de trabalho e vida digna. Simplesmente , em seus lugares de origem, não há emprego. Mas não há mesmo.
Os que ficam, em suas áreas de pequena extensão, vão tentando criar suas ovelhinhas e seu gadinho, sem padrão racial, sem poder comprar insumos. E o pior, a danada da seca que, em 15 anos, apareceu 12 vezes. Plantam a duras penas um pedacinho de soja, outro de milho, alguma ” fruta de verão” e, na época da colheita, pouco ou quase nada.
Nalguns campos de afloramento do basalto, em que a espessura de terra é de poucos milímetros, pouco se pode fazer em termos de agricultura. Irrigação? de que jeito, se não chove para encher os açudes? Se a instalação é caríssima?
Não sei não, mas antigamente se lia que o nordestino era um homem forte.
Forte mesmo é o gaúcho que ainda permanece no seu campinho, pele crestada pelo sol, aparentando bem mais que a idade real.
Penso que, para esses deveria haver um amplo programa de recuperação dos campos depauperados e esgotados, com boa assistência, até para fins de preservação ecológica.
Voltarei mais vezes ao assunto.
Adicionar comentário 17 de Abril de 2009 às 17:04 Ruy Gessinger