Arquivo de 17 de Março de 2009

AMANHÃ REMATE DE GADO EM SANTIAGO

Seguinte, gente boa: está acabando o meu estoque de Freixenets Cordon Negro Brut e sou obrigado, numa ” avant première” da Feira de Terneiros de abril, a vender alguns mais taludos.
Levarei terneiros castrados, tanto Nelores como mochos Angus, todos com nossa já tradicional qualidade.
Local: Parque de Exposições de Santiago, 18 horas, transmissão pelo Novo Canal. Também é grande a procura de fêmeas: separei dez novilhas, que ainda não fizeram amor, mas que andam triafim de um touro bem trabalhador.
Conhecem “mio-mio”, são criados a campo, autênticos representantes do melhor gado do RGS, que é o de Unistalda e Santiago.

Ah. Vai ter uma linguiça campeira, pão e uma cervejota para espantar a preguiça e tornar mais fácil a rebuscada na guaiaca.

Adicionar comentário 17 de Março de 2009 às 20:44 Ruy Gessinger

JURÍDICAS; QUE PENA; MEIA VOLTA, VOLVER!

Pouco a pouco vão se esboroando minhas teses tão elaboradas. Uma delas, ” é mais fácil o advogado ser recebido pelo Ministro do Supremo do que pelo juiz de Unistalda”, se foi por águas abaixo.
Juízes da minha geração, que sempre receberam os advogados, devem estranhar as notícias abaixo do rotativo Migalhas.
Não sei não, se os Juízes estão mudando, quem sabe os advogados também mudaram, e o próprio mundo mudou? Basta que se vejam os impiedosos ataques à Última Flor do Lácio perpetrados por todo mundo, deste e do outro lado do balcão.
Quanto ao recebimento de advogados, existem esparsos regramentos já no próprio STJ. Tu e eu sabemos, caro leitor.

STF

O Estadão de hoje comenta aquilo que já vinha sendo dito há algum tempo : que alguns ministros do STF querem regular o recebimento dos advogados. Uma das propostas na pauta seria a de que nenhum ministro receberia o patrono de uma parte senão na presença do defensor da outra ou, quando for o caso, do representante do MP. Não se sabe quem inventou isso, de achar que receber os dois é prova de imparcialidade. Mas isso é atitude em geral de magistrados novatos, inseguros, e preocupados “com o que vão pensar”. Convenhamos, não condiz com a postura firme dos nobres ministros do Supremo. Juiz tem de receber as partes, dentro das possibilidades de horário, seja qual instância for.

Outros tempos

Migalhas se recorda de saudoso juiz de Direito do interior paulista que recebia, tanto em casa, como no fórum, fosse quem fosse, fosse que horas fosse. Em casa, dizia (e repetia inúmeras vezes) para que a pessoa fosse ao Fórum ou no dia seguinte (se à noite) ou na segunda-feira (se no fim de semana). No fórum, entre as audiências (que se davam pela manhã, para facilitar a vida dos causídicos que advogavam na grande cidade vizinha), ou à tarde, recebia todos e, calmamente e atenciosamente, os ouvia. Nunca isso foi motivo de suspeição. Ao contrário. Muito a contrário. Fica aqui a migalhesca lembrança com a inexorável saudade.

Adicionar comentário às 15:52 Ruy Gessinger

ESCÂNDALOS E DENÚNCIAS: ESTÁ COMEÇANDO A FICAR DEMAIS

Como a maioria dos escritórios de P. Alegre, tenho meus correspondentes em São Paulo e Brasília . Adoro trabalhar com esses colegas. São notáveis os de São Paulo, competentes, objetivos, preparados . Também os de Brasília são por demais afáveis e prestativos.
Pois ontem tive uma reunião com um colega de São Paulo.
É bom ter a opinião de alguém que observa à distância. ( Tenho uma tese que, se você se aposentar e for morar na praia, vai acabar se envolvendo em discussões sobre o Clube de Bochas, ou sobre furtos de mudas de flores).
Que numa cidade pequena do interior se discuta sobre sexo de anjos e se passe tempo enorme bisbilhotando, até se compreende pela falta do que fazer.
Mas o ambiente em P. Alegre está pesado demais. São denúncias, ilações, conclusões apressadas, meias-notícias, gravações, ataques e contra-ataques.
Golaço da OAB-RS que deu uma lição de prudência sobre esse caso de ” tráfico de influência”.
Mas é só o que se fala.
E me diz o colega de São Paulo: vocês parece que vivem num fausto de uma Corte, superdimensionam coisas corriqueiras, é uma casmurrice de espantar.
Pessoas com cargos de confiança, ou demissíveis ” ad nutum”, saem atirando; o promotor do interior não sabia que o ouvidor fora demitido e lhe entrega, ” assim no más” material de escuta telefônica.
O Brasil fica só olhando.
Enquanto isso a portentosa Expodireto, comandada pelo amigo Nei Mânica,evento que mostra a qualidade da garra gaúcha, séria, profissional, foco nos negócios, fica em segundo plano, para dar lugar a fuxicos.
Era bom a gente dar uma olhada para o que fazem os de Goiás e os dois Mato-Grosso, em termos de agricultura e pecuária. O pessoal se abraça e se apoia, une-se. O foco sempre está na qualidade, no giro, nas vendas. Deem uma olhada no Canal Rural e vejam com seus olhos.
Aqui no Rio Grande parece que não se joga e não se deixa jogar.

Adicionar comentário às 13:39 Ruy Gessinger


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