Arquivo de 11 de Março de 2009
* Como passo dois dias por semana na Região Central do Estado ( e passo porque gosto e porque quero e porque preciso), quero dizer que o pessoal do Manhattan Connection perde por não entrar em cadeia com a RBS Santa Maria, ao meio dia. Duas aquilinas meninas que parece recém terem deixado a lavoura, esmeram-se em olhar uma para a outra e :
- Com certeza, Fulana.
Oh! quanta originalidade!
Depois, vêm as reportagens importantíssimas sobre uma rua esburacada ou outra coisa essencial que minha Alzheimer galopante não me permite recordar. Mas que deve, COM CERTEZA ( são as coloninhas que disseram) , ser importante para os demais municípios da área de abrangência. Que porre! que cansaço!
* Oh! as AMs!
O Boadcasting dá de zero na Gaúcha, na Band e na Pampa. Maravilha total. Nenhuma manchete de jornal, para não estressar, só a temperatura ” mais ou menos” e música baguala! que jóia. E os abraços e os chasques.
A gente se emociona se sentindo transportado para uma estância, onde sempre tem um fogo aceso e a gente passa 24 horas churrasqueando. O que é a realidade virtual…
* O CULTO AOS FILÂNTROPOS.
Que lindo e que bom que eles existem, só querem nosso bem e vão nos salvar de todas as bancarrotas. Já indiquei um deles para substituir Celso Roth.
Me junto aos aplausos da malta que os segue aplaudindo, disputando os ossos que atiram a esmo.
Mas, no más, tudo especial de primeira.
* We are the champions
É isso que todos temos que pensar e seguir, sem contestações ou observações. Nem que façamos uma lei que revogue a lei da gravidade ou da procura e oferta.
Encerro por aqui porque não posso perder um programa de um ” pastor” que vai salvar minha alma.
11 de Março de 2009 às 21:37
Ruy Gessinger
Muita preliminar de nulidade foi suscitada, em centenas ou milhares de processos, por esse país a fora, toda a vez que um procedimento penal se iniciava tendo por base investigações conduzidas pelo Ministério Público. Mas o Supremo vem de decidir.
A Segunda Turma do STF, em julgamento ontem, 10/3, reconheceu por unanimidade que existe a previsão constitucional de que o MP tem poder investigatório. A Turma analisava o HC 91661, referente a uma ação penal instaurada a pedido do MP, na qual os réus são policiais acusados de imputar a outra pessoa uma contravenção ou crime mesmo sabendo que a acusação era falsa.
Segundo a relatora do HC, ministra Ellen Gracie, é perfeitamente possível que o órgão do MP promova a coleta de determinados elementos de prova que demonstrem a existência da autoria e materialidade de determinado delito. “Essa conclusão não significa retirar da polícia judiciária as atribuições previstas constitucionalmente”, poderou Ellen Gracie.
Ela destacou que a questão de fundo do HC dizia respeito à possibilidade de o MP promover procedimento administrativo de cunho investigatório e depois ser a parte que propõe a ação penal. “Não há óbice [empecilho] a que o Ministério Público requisite esclarecimentos ou diligencie diretamente à obtenção da prova de modo a formar seu convencimento a respeito de determinado fato, aperfeiçoando a persecução penal”, explicou a ministra.
A relatora reconheceu a possibilidade de haver legitimidade na promoção de atos de investigação por parte do MP. “No presente caso, os delitos descritos na denúncia teriam sido praticados por policiais, o que também justifica a colheita dos depoimentos das vítimas pelo MP”, acrescentou.
Na mesma linha, Ellen Gracie afastou a alegação dos advogados que impetraram o HC de que o membro do MP que tenha tomado conhecimento de fatos em tese delituosos, ainda que por meio de oitiva de testemunhas, não poderia ser o mesmo a oferecer a denúncia em relação a esses fatos. “Não há óbice legal”, concluiu.
O HC foi denegado por essas razões e porque outra alegação – a de que os réus apenas cumpriam ordem do superior hierárquico – ultrapassaria os estreitos limites do habeas corpus. Isso porque envolve necessariamente o reexame do conjunto fático probatório e o tribunal tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do HC quando houver necessidade de apurar reexame de fatos e provas.
Fonte= Migalhas
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às 17:31
Ruy Gessinger
O atento amigo Marcelo da Silva Duarte me manda o seguinte chasque eletrônico:
Olá Ruy,
Muito boa tua dica, embora eu não tenha ouvido ainda esse trabalho do Stewart. Não sabia que também apreciavas o que os estadunidenses chamam de “Great Americam Songbook” (GAS), período que vai aproximadamente de 1920 ao começo dos anos 60, quando surge o rock pasteurizado, se houve algum que não o seja. Os caras têm até associações, como a The Society for the Preservation of the Great American Songbook e a The American Songbook Preservation Society.
Uma das principais razões do sucesso do GAS, afora o talento de compositores, músicos e intérpretes, foi sua íntima relação com o jazz e com a indústria artística dos EUA, tanto a da Broadway quanto a holywoodiana. Rolava muita grana, muita boêmia, muitas produções artísticas, muitos eventos musicais, muito whisky e wiskie e, sobretudo, muito talento. O movimento conhecido como Tin Pan Alley, que reuniu a nata da música popular dos EUA do final do século XIX até a Grande Depressão, aproximadamente, também faz parte do que eles chamam de GAS. Na verdade, tudo produzido pelo Tin Pan Alley, por Hollywood e pela Broadway, de 1920 até 1960, é popularmente conhecido por GAS. Foi um período musical muito rico por lá.
Eu tenho praticamente tudo, nos originais. De Harold Arlen (”Over the Rainbow” e, com Ted Koehler, “Stormy Weather”) a Irving Berlin (”Cheek to Cheek”, “Puttin’ on the Ritz”), de Duke Ellington (”In a Sentimental Mood”) a George e Ira Gershwin (”Someone to Watch Over Me”), e de Jerome Kern (”The Way You Look Tonight”, “All the Things You Are”, “Smoke Gets in Your Eyes”) a um dos mais fantásticos de sua época, o grande Cole Porter, de clássicos como “I’ve Got You Under My Skin”, “Begin the Beguine”, “It’s De-Lovely” e “My Heart Belongs to Daddy”.
Tudo isso, evidentemente, com a interpretação de Bessie Smith, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Fred Astaire, Mary Ford, Tony Bennett, Bing Crosby, Bobby Darin, Sammy Davis Jr., Eydie Gorme, Peggy Lee, Acker Bilk, Dean Martin, Nina Simone, Frank Sinatra, Sarah Vaughan, os irmãos Tommy e Jimmy Dorsey, Benny Goodman e monstros do jazz como Duke Ellington, Les Paul, Louis Armstrong, Chet Baker, Stephanie Grapelli, Miles Davis e Lester Young. Gosto muito, mas muito mesmo, de Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Eydie Gorme e dos irmãos Dorsey. De contemporâneos interpretando GAS tenho alguma coisa com a Anita Baker, com os The Manhattan Transfer e com a Diana Krall.
às 12:17
Ruy Gessinger
A vida é a maior escola. Não há Faculdade que a supere, nem essas ” por correspondência” ( por sinal, quanto mais fajuto o curso, mais barulhenta a formatura). Pois a vida me ensinou o que agora repasso.
Regras de ouro:
1) GASTE MAIS DO QUE VOCÊ GANHA, salvo se for ” dono” de uma ONG, Sindicato, Associação, ou algum ente benemérito.
2) CONTRAIA DÍVIDAS, salvo se você for presidente de autarquias, fundações, empresas públicas ou encarregado de eventos públicos.
3) PRESTE SERVIÇOS SOFRÍVEIS, salvo se você for gestor público, funcionário de estatal ou ainda trabalhar para concessionárias de radiodifusão ou telefonia e se esconda atrás de um 0800;
4) FAÇA DA FESTA O SEU FOCO, salvo se o dinheiro a ser gasto tiver fins meramente eleitorais em seu prol ou você não tiver obrigação de prestar contas;
5) MENOSPREZE A INTELIGÊNCIA DO CONSUMIDOR, salvo se a comunidade esteja anestesiada pelo ufanismo infantilóide de alguma bandeira sedutora ( afinal, na História não se viu que quase só os babacas morreram nas guerras? e ainda acharam que era por uma causa nobre…)
Volto, ” oportuno tempore”, com receitas para ficar rico. Para estas contratarei a assessoria de ” experts” e de ” eschperrtos”, recrutados principalmente entre filantropos.
às 07:43
Ruy Gessinger