Arquivo de Dezembro de 2008

HAI KAI

Envia-me o sórdido leitor Engel Teuffel os seguintes versos :

FOGUETES DE ANO NOVO

O mais prudente me parece
Na imprudência paroquial
Soltar o rojão indecente
Bem defronte ao Hospital
Pois inobstante os medos
Mais fácil o reimplante dos dedos
Num breguíssimo final.

Nota da redação: Engel - em alemão - anjo
Teuffel - vão procurar no google

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PAULO SÉRGIO PINTO COMENTA A CARTA

Trata-se do vice-presidente da Rede Pampa, um homem incrivelmente sincero, direto, firme nas suas posições e - ó que sadia inveja - uma das memórias e inteligências mais prodigiosas que já conhecí ( tipo Paulo Brossard, Armínio A. L da Rosa, Ruy Rosado). Ao se refeirir à duplinha campeira, está falando de sua filha Anna Paula, médica veterinária, que escolheu a Pec. Gessinger para estagiar, e seu noivo .
Anna Paula almoçava e jantava com a peonada, montava a cavalo, lidava na mangueira e aguentou um inverno com geada e vento sem uma manha sequer.
O quarto que ela ocupava até hoje está vazio. A saudade que deixou é grande.

Grande Ruy,

Que carta. tchê! Se eu fosse o governante deste estado aceitaria de imediato o convite, apesar de faltar por lá violinistas, cantores e declamadores.
Falta também um campo onde possamos adequar para o volei a gosto da Governadora. Falta também a bandeira do Rio Grande do Sul.
E o carinho? E a culinária?

Veja que a carta não foi completa. Quem sabe eu completo, pois já vivi estas maravilhas que a Gessinger Family proporciona.

Ruy, Maristela, Rudolf e a todos os que amam

Paulo Sérgio, Aurinha e a dupla campeira de formação Unistaldense

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UMA CARTINHA PARA DONA YEDA

Olá Professora! A mais recente vez que conversamos, foi muito bom, eu a entrevistei na Rádio, até lhe disse que a sra. era boa de bola, pois aquela foto em que aparece fazendo embaixadas nos jardins do Palácio daria uma distensão em qualquer jogador amador. Também a sra deu uma gargalhada bem alegre quando lhe disse que, naquela foto em que aparece num time de vôlei, de shortinho e tal , cabelos negros como a asa da graúna, estava tri bem.
Depois me pareceu um pouco triste e isso se refletiu no seu rosto, lhe deu umas olheiras e sua assistente de moda só dava mancada. Eu até ia lhe mandar um mail através de nossa amiga comum, a Mônica Leal, pedindo que melhorasse um pouco o figurino.
Mas de uns dias para cá tudo melhorou e já seu jeito ficou outro.
Começa pela história de sua casa: o M.P. , se tivesse alguma dúvida, por pequena que fosse, decidiria não “ pro reo” como os juízes e sim “ pro societate”, acusando, denunciando. Portanto, para mim isso aí é página virada.
Depois, vieram as contas em dia, a solução do problema dos professores. Acho que se a sra vetar, não pressione os deputados, deixe quieto, que eles vão rejeitar seu veto e fica zero a zero, com vitória para o Governo no saldo de gols. Mais adiante a sra deu um lance digno de Churchill que eu não percebi no primeiro instante. Achava que aquele projeto Duplica tinha sido uma baita barbeiragem sua, que não tinha costurado com ninguém, que estava blindada, que.. Mas eis que deu o lance e o Lula mandou as máquinas e os tratores para as estradas gaúchas. Qui lllllaaaannnnceeee, como diria o Celestino Valenzuela, seu colega dos tempos da TV Gaúcha.
Mas o que eu queria era lhe revelar meu sonho. Seria lhe receber na minha fazenda de Unistalda. Deixa eu lhe dizer que Unistalda é a utopia brasileira. Não temos juiz, nem escrivão judicial, nem oficial de justiça, nem promotor, nem delegado, nem Delegacia. Não precisamos. Nós poupamos uma nota preta para o Governo. Só não tendo o juiz poupamos mais de 200 mil por ano. No entanto temos gado de primeira, minha Cabanha foi premiada como a Cabanha Ile de France do ano, temos cavalos crioulos, analfabetismo zero, criminalidade zero.
Queria muito que a senhora visse como fazemos nossa parte e não ficamos gemendo e chorando apesar dessa seca medonha. Que a senhora jantasse com a gente no galpão e dormisse na nossa casa, com telhado de zinco, acordando com o mugido das vacas e o ronco dos tratores no raiar da 5,30. Vamos sair de caminhonete pelos campos e vou lhe mostrar os gados e as pastagens. Depois a sra. vai nos ajudar na mangueira a banhar e vacinar o gado. É só me dizer o número de seu pé que vou lhe dar umas botas de verdade, com solado de pneu e couro cru de presente. Pode trazer seu esposo junto, que “ arrumêmo” serviço para ele também. Uns dois dias com a gente e a sra ficha chairada em matéria de pecuária. Depois a gente sai para as casas veterinárias para prosear e tomar um chimarrão com os produtores médios e pequenos. Os grandes a sra já conhece da Expointer.
Vamos agendar essa visita para depois do carnaval, que é quando começa o ano no Brasil.
A senhora não vai se arrepender, pois é no interior do Estado que está a magia, a energia e a força. A sra ficou demais na volta de P. Alegre . Viu no que deu? Só se incomodou.
Um abraço bem cinchado ( não levando a mal).
P.S. Muita paz e saúde em 2009!

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RELATO DE UMA FANTÁSTICA VIAGEM FRUSTRADA

O que seria mais prazeiroso do que uma “petite voyage” às bucólicas praias uruguais? E o que fazer para nada dar errado?
Em primeiro lugar uma caminhonete zeradinha, automática, diesel, tracionada, tecnologia alemã. Que mais: seguro, cartões de crédito e alguma plata no bolso.
On the road, portanto.
Cem quilômetros após a saída, a nave começa a dar uns vacilos, umas tossidas. Comecei a suar frio, seria um pesadelo? E não era. Meu monumento tecnológico jazia parado na estrada deserta. Liguei para a concessionária em P. Alegre, fiz a anamnese do caso e o cara de lá:
-o sr, vai ter que fazer uma sangria nos filtros.
Fui falando ao celular enquanto submergia dentro do capô. Após queimar braços, antebraços, dedos, metacarpos, etc consegui fazer a tal sangria. Todo sujo dei a partida e fiz a nave alçar vôo. Eufórico, entoei hinos religiosos, até o “Stabat Mater dolorosa, iuxta crucem lacrimosa” desenterrei dos meus já alzheimerianos neurônios, quando a dita cuja tossiu uma só vez e parou.
O cara da concessionária:
=- tem que parar em qualquer oficina e passa o celular pro mecânico que temos que trocar a ribomboca da parafuseta do tanque.
Rezei um jaculatória, fiz promessa para o milagroso Pe. Reus, virei-me na direção de Meca, dei a partida e o carro funcionou.
Chegando à tal da oficina o sujeito já me disse:
- esses carros importados eu não mexo.
Tentei convence-lo, fiz argumentações quase pueris, até que peguei meu CD e lhe disse: se o sr. me ajudar eu lhe dou este CD com minhas composições e toco violino para o senhor e sua família.
- vamos nessa, falou o homem do macacão.
De celular na mão tiramos o tanque e o que encontramos lá dentro? Tocos de cigarros, fósseis de pteridáctilos, restos da explosão de algum gasoduto e, também, um pouco de um líquido que parecia ser diesel.
Resumo da comédia: tinha abastecido num lugar boca braba. Como não havia exigido a nota fiscal, nem provas tenho.
Abasteci num posto bem movimentado e com o coração na mão e o rabo no meio das pernas, voltei para o melhor lugar do mundo: minha casa. Sem cantar o “Stabat Mater”, porque acho que pegou mal

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COMENTÁRIOS:

Sobre o artigo abaixo, escreve-me João Geraldo Koerig, de Natal, RN:
: Ref. DIREITO (28.12.08)

Na ferida, Ruy!!!
Na mosca!
Um comentário muito feliz, esse.
Sem querer lamentar nada, apenas “contar um causo”:
Nesse labirinto da justiça estou sendo, há mais de doze anos, autor e réu (não sei bem se estas são
as palavras corretas) em duas contendas distintas: Na primeira, passados 12 anos, consegui recuperar
70% do valor que me foi negado - por obra dos famigerados planos Collor I e II, Bresser, Verão e outros -
que deveriam incidir sobre as parcelas a mim devidas quando da rescisão do contrato de trabalho. Nesta peleja,
em que fui o “mocinho”, dizem que ganhei (70%). A meu ver, perdi (30%).
Na segunda, desempenhando o papel de “bandido”, luto para me livrar de uma multa aplicada pela Sec. Munic.
de Tributação, desde 1998. Lá naquela data, coisa de R$ 12.000,00. Mas, com dez anos de apelações, recursos,
vistas, subidas e descidas, carimbos, papéis e o escambau, devo estar na listinha do prefeito com uns R$ 100.000,00
em débito. Não fosse meu amigo o advogado que me representa e diz para eu ficar despreocupado… “que temos um
bom direito”… essas coisas todas, estaria propenso a pensar que ele está querendo que a minha dívida para
com os “cofres públicos” chegue à uma soma estratosférica, pois devo-lhe 20% sobre o valor que ele conseguir reduzir, no
final da batalha.
Com meus pés no chão e acompanhando - sem entender lhufas - esses processos, só tenho como certa aquela que deve
ter sido a resposta do causídico ao seu cliente e/ou paciente campônio: “Não ganhêmo nem perdêmo…Empatêmo”.

Também o amigo João Lemes diz o seguinte:

Caro Ruy. Teria alguém interesse em não acelerar a questão do sumiço do papel? Objetivando que sigam os arcaicos meios dentro do judiciário ou na OAB?
João Lemes

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DIREITO

O PROCESSO E SUAS PEIAS

De novo advirto que não escrevo para os doutos, quem sou eu.
O processo, que deveria ser simples como as regras que norteiam o jogo de futebol, foi se tornando um cipoal de normas, ritos, liturgias, sinuosidades, cabalismos, que se tornou um culto, uma seita, uma religião. O PROCESSO que visava a colocar um pouco de ordem , definição, isonomia e previsibilidade no andar das demandas, passou a ser objeto de adoração dos iniciados, absortos em suas próprias construções abstratas e teóricas. E o PROCESSO , que nasceu para ser instrumento, meio, passou de pato a ganso, para se tornar um elemento complicador na faina de dizer se o Antonio ou a Rita tem ou não tem razão naquilo que postulam.
Conta-se sempre, nos balcões dos foros o caso daquele campônio acompanhando seu advogado para tomar conhecimento da sentença que, finalmente, depois de seis meses, o magistrado prolatara. Era uma peça de 44 folhas, com citações em sânscrito, etc, linguagem gongórica. O advogado a leu em voz alta ao cliente, durante 30 minutos, ao cabo dos quais o dito cujo perguntou:
- mas afinal, seu doutô: ganhêmo ou perdêmo?
Há pouco tempo comparecí a um foro para acompanhar uma inquirição de testemunhas. A audiência foi gravada e durou 15 minutos. A degravação demorou três meses para ser juntada aos autos.
Ah! o papel, os carimbos, a certificação de tudo!
Sonho com uma reforma radical do processo e essa tem que começar com a pressão dos próprios juízes. Temos que pagar uma franquia em prol da celeridade que consiste em dificultar a subida de tantos recursos. Como? iniciando por impedir a discussão da matéria fática, da prova, em segundo grau. Como? oralizando radicalmente e dividindo com a sociedade a responsabilidade de apreciar essa mesma prova, repartindo a própria jurisdição com o juiz togado.
Como imagino isso, fica para para os próximos dias.

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JUSTIÇA

RECRUTAMENTO DE JUIZES

Quando me inscrevi no concurso, já tinha dois anos de advocacia intensa, o que me ajudou no exercício do cargo, mas pouco para ser aprovado no certame.
Explico-me.
Os concursos de ingresso, da maneira como são feitos, privilegiam o conhecimento jurídico de tal maneira que ouço dizer que dificilmente consegue aprovação o candidato que esteja exercendo intensamente a advocacia. Passa quem se encerra num claustro e estuda sem parar.
Quem pode fazer isso? Minha filha, que hoje é Juíza, assim o fez. Inclusive exonerar-se de um cargo público para só estudar. Quem mais pode? Eu, por exemplo, advindo da classe média, teria condições, hoje, de ser aprovado?
A atividade jurisdicional é por demais complexa. Os litígios embebem-se de paixão, circunstâncias peculiares a cada latitude, a cada tipo de gente. E é preciso que o juiz esteja atento a todas essas variáveis.
A vida, o viver, o aprender, são indispensáveis. Não basta o conhecimento jurídico apenas. É preciso alguma estrada antes de envergar a toga.
Sempre se disse que o costume é fonte do Direito. Eu acresceria, e muito da Hermenêutica. Numa questão de limites, ou numa de assuntos pecuários, como será a interpretação de alguém jejuno nesses temas?
Nada contra a juventude na magistratura; eu mesmo assumi bem jovem, com 26 anos.
Mas, também, tudo a favor daquele advogado maduro, experiente, vivido para exercer com serenidade e equilíbrio a quase divina missão de julgar.
Também creio que a Sociedade tem que rediscutir a questão do juízo monocrático em 1º grau. Mas isso é assunto para outro dia.

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NATALINAS IV

Como sempre, mal ligo minha Kyron para ir a Santiago jogar tênis e lá vem correndo o chatonildo do meu capataz. Deixo-o pendurado na maçaneta e o arrasto alguns metros para aplacar minha ira pois sei que, como todos os capatazes do mundo, ele deixa para o último segundo, quando a gente está saindo, a lista de compras de remédios para o gado.
Vim para a fazenda fugir dos foguetes e vou ter que fugir para outro lugar para me livrar das Casas Veterinárias.
Chego em Santiago, estaciono defronte a Barraca Missões e, quem vejo? A insustentável leveza de Sissi Ando, ex protegida de um conhecido:
- e que tal, Ruy,como te fostes de Natal?
Levo um bilionésimo de segundo para assimilar o “tu” e o“fostes” e respondo:
-masomenos.
E ela:
-Pois é, estou super feliz, ganhei um celular de um senhor, amigo meu.
- E quem foi o Mecenas?
- Não é nenhum seu Mecenas, é seu Enrique Sendo. Conheces? Ele me convidou para conhecer Santa Maria e vai me ajudar com o carnê da faculdade por correspondência.
Nisso tocou o celular dela e aproveitei para me mandar. Ainda pude ouvir:
- ai que amor seu Enrique Sendo, muito obrigada, meu sonho é um piercing, ainda mais folheado a ouro…
O amor é lindo!

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NATALINAS V

Percorro as faculdades campeiras, que são as Casas Veterinárias e todos se surpreendem vendo-me na cidade. Asseguraram-me que a noite de Natal foi calma.
Mas a indignação foi geral e irrestrita quanto ao meu retorno da campereada de Ranger.
Expliquei aos meus detratores que vários fazem como eu: Afonso Antunes da Mota, Fábio Gomes o Ministro Roberto Rodrigues e outros menos votados.
Chovem mails me gozando, claro, todos açulados pelo espírito corrosivo do Júlio Prates. Cevi Cogo, Nito Hermida ( da Argentina), Gunther Heinz, da Alemanha, a Desa. Maria Berenice, até minha sobrinha Beta que mora nos States, não me perdoam não ter voltado de a cavalo da campereada. Minha mãe me telefonou angustiada, temendo que me cassem o título de cidadão santiaguese a mim outorgado em 1975.
Também me criticam por usar “ de a cavalo”.Isso os puristas da PE. Chagas em POA.
É que estou prestes a lançar a Gramática de Santiaguês, esse delicioso dialeto que se usa na região de Santiago. Por exemplo, em que outro lugar do Brasil se usa:
- Possa passar! Possa entrar! São imperativos majestáticos, verdadeiras pérolas lingüísticas.
Vão se acostumando, quando tratar de assuntos campeiros continuarei falando em santiaguês.

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NATALINAS III

Anoitece, estou com meu corpo meio dolorido, porque percorri umas quantas léguas de a cavalo. Já que dei folga para a peonada, resolvi fazer uma “auditoria” nas invernadas e contar o gado.
De posse dos mapas de lotação, convoquei o velho Lelo, mais o Pedro. Como há muito mato, época de seca, o gado passa pelas sangas secas, por debaixo das cercas, de um campo para outro, demos por várias faltas e com reses de vizinhos . Bueno, campo duro, estiagem, uma vaca são 3 hectares: não dá para facilitar. Tocamos as reses alheias de volta, arrumamos os “ becos” de passagem. O meio dia nos pegou só na terceira invernada… faltam 20.
Fomos para uma sombra, assamos uma lingüiça de ovelha, comemos com pão, sesteamos nos pelegos. Na hora de reiniciar me bateu uma covardia baguala. Liguei para a Maristela nos buscar de Ranger. Colocamos as encilhas na caminhonete, soltamos as éguas no más ali no campo e nos viemos de volta para as casas, o seu Lelo me flauteando pela falta de persistência, ele que tem 80 anos e queria dar mais boca.
Como ele deixou a bola picando lhe expliquei que ainda tinha que lidar de noite com a mulher e não podia me estafar muito e ele, que não tinha mais que se preocupar com isso, queria se matar gineteando… O veterano só deu uma risada e me afirmou que anda firme e forte daninhando por ai.
Abri meu vivo zap e encontro um mail do Júlio Prates com saudades de sua Lizi que se foi visitar os pais. Não estivesse tão podre e o convidava para comer um carreteiro de charque de ovelha.
Vou postar esta reportagem campeira, escrita em santiaguês legítimo e me vou cair morto no catre.
Será que é pecado trabalhar no Natal?
Na 6ª. Feira santa sei que é. Nem lidar com a esposa se deve. Nem rir. Nem se pentear, nem se olhar no espelho, nem….
Volto amanhã.

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