Arquivo de Novembro de 2008

abraço aos meus apoiadores e apoiadoras: Canisio Binsfeld, des. Madrid, Cristiano Gessinger Paul, Eugenio Pedrolo, Flávio Pereira, Ricardo Orlandini, Fernando Gonçalves, Ana Amélia Lemos, Jorge Loeffler, Roseli Siedleski, Lia Mondadori, Luiz A. Beck da Silva, Harry Focking, Carlos Castillo, Julio Cesar Prates, Froilam de Oliveira e Desa. Maria Berenice Dias.

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RÁDIO E TV

Está escrito na Constituição: Rádio e Tv são concessões do Poder Público. Devem dar preferência à educação, informação, cultura, respeitando valores éticos ( arts. 220 e segs. da CF).
Corolários disso: a) não há ” donos ” de rádios ou TVs. Há proprietários de seus equipamentos e instalações. Mas a concessão pode ser cassada ou revogada; b) rádio ou TV que não dá bola para cultura afronta preceito constitucional.
Nas cidades mais avançadas as AMs deixaram a música e os papos ” lero-lero” de lado, para dar lugar a entrevistas, informação, cultura. As Rádios são o jornal diário de quem não tem dinheiro para assinar mídia impressa.
Há quem alegue que o povo gosta mesmo é de chasque para lá e para cá, comerciais encordoados de 15 minutos e música de duvidosa qualidade. Isso, todavia, é querer nivelar por baixo.
Resumo da comédia: como cidadãos, sujeitos de direitos difusos, temos até o dever de exigir programação de qualidade. Nem que seja para tentar coibir os reiterados ataques à indefesa última flor do Lácio e, pior ainda, o incentivo, através de propaganda, à auto-medicação.
Pudera: já ouví comerciais de chás que resolvem desde impotência, passando por depressão, até a cura simultânea de males do fígado e de unha encravada.
Sobre o que acabo de escrever não custa ler o que dizem os arts. 220 e seguintes da Constituição. São normas constitucionais, não simples leis.

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RUY  - CIRCULO MILITAR DE SANTIAGO, SINFONIA DE OUTONO 2008

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Inicio meu blog com uma homenagem ao meu amigo Nico Fagundes e ao meus filhos Armando e Rudolf que estão me ajudando a formatar este blog:

UM LENÇO BRANCO PARA RUDOLF DE UNISTALDA
Antonio Augusto Fagundes

Rudolf de Unistalda,
Te vejo de pé e erguido
Com jeito de monumento.
No peito guasqueia o vento
Tecleando as pontas do lenço.
Piazinho,eu te olho e penso
Que estou olhando o futuro.
Em todo o teu traje escuro,
Na face cor de maça,
Eu olho e vejo o amanhã,
Grande, forte, são e puro.

Teu pai me deu uma faca
Para aumentar o meu braço,
Para ampliar meu espaço,
Faca de guerra, tenaz,
Um raio guaxo de aço,
Um esquadro e um compasso,
Com fulgor de boitatás,
Vara de condão campeira
Que molda à sua maneira
A realidade voraz,
Tosca, rude, feia e forte,
Capaz de tourear a Morte
E afugentá-la, no más.

E eu te dei meu lenço branco
Que é uma bandeira de paz
Feita com asas de pomba.
Te dei por te achar capaz,
Valente ,campeiro e franco.
Falo contigo de banco
- ex- cathedra, pois não.
A idade me dá razão
E os cantos viram gorjeios
Minha cátedra é a dos arreios
(tanto que andei a cavalo!)

Porisso, ouve quando eu falo
E ouve os bichos campeiros
Que serão teus companheiros
Ao longo da tua vida.
Cada lição aprendida
É um baita passo adelante.
- quem nasceu para gigante
leva o sol na fronte erguida.

Rudolf von Unistalda,
Princípezinho prussiano,
Guri campeiro e pampeano,
Feito de ouro e de trigo,
Sou amigo do teu pai
E quero ser teu amigo.
Ouve o vento quando fala
Na melodia baguala
De açudes e rios campeiros.
Se souberes escutar
Eles serão teus parceiros.
Vão te mostrar o perigo,
Vão apontar um jazigo
Onde mais cedo ou mais tarde
Vai dormir algum covarde
Que vire teu inimigo.

Presta atenção no que digo,
O potro, a espora e a balda.
A bandeira se desfralda
No teu peito meu amigo.

Rudolf de Unistalda
-estou falando contigo.

Porto Alegre, primeiros dias da primavera 2003.

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